quarta-feira, 19 de maio de 2010

A Pergunta do Século

Nós, pessoas do modo geral (Se você é um animal não tem problema, falo com você no próximo post tudo bem?), homem ou mulher gostamos de perguntar as coisas. Gostamos de saber, somos curiosos e xeretas em até alguns casos. Quem nunca fez uma pergunta? Diziam que Einstein foi um menino curioso, e se tornou por causa da sua curiosidade um dos maiores cientistas que já existiram. Por que queremos saber tanto? Descobrir as coisas, investigar, explorar e sair por aí conhecendo pessoas, lugares, teorias e verdades e mentiras. Parece algo que está grudado ao nosso cheiro e à nossa pele.
É por isso que hoje quero deixar apenas uma pergunta, que possivelmente pode ter a ver com o parágrafo anterior, ou não. Essa pergunta é direcionada a todos, todos os que querem descobrir as coisas, talvez por curiosidade, ou não. Então meu amigo ou amiga, ela é para vocês. Seja você alto, magro, baixo ou gordo. Seja homem, mulher, indefinido, criança ou jovem ou adulto, ou nenhum desses. Seja você pai de primeira viagem ou alguém que nunca queira ter um filho. Seja você uma mãe que vive pelo seu filho e sofre por ele estar longe, ou uma mãe que tem aturar as traquinagens (gíria de vó) do moleque que corre pela casa derrubando tudo o que vê fingindo que é o Naruto ou qualquer um desses desenho japoneses que estão em febre, ou o Ben 10.

Sim sim, a pergunta é para você tio, tia, sobrinho ou sobrinha, primo ou prima, casado ou solteiro. Namorado, ficante ou namorix. Seja você que está morrendo por amor, enamorado ou então com muito ódio de alguém. Seja você que é mais quieto, ou então você que gosta de falar e não cala essa matraca, deve estar falando enquanto lê isso. Para você que só estuda e rala todo dia, ou então não estuda apesar de ter que "estudar". seja você um trabalhador rural, empresarial, artístico ou nada que essas classificações de hoje classifiquem, é para você a pergunta! Seja corinthiano, a nação mais linda do país, ou torcedor de outros times que jogam no Brasil, outros que nem se comparam ao poderoso timão (Falo mesmo, que me chinguem os São Paulinos, Palmeirenses e outros que não gostam do Corinthians.). Vocês que podem ser religiosos, ir à missa/culto/reunião/ que seja, ou que não querem essas coisas.
É para todos vocês, e eu sei que todos vocês com certeza procuram alguma coisa. E sem mais enrolações aqui vai a pergunta:

Se houvesse uma ferramenta que pudesse te dar todas as respostas você usaria, NÃO USARIA?

quarta-feira, 7 de abril de 2010

O Balão Vermelho

Será que a verdade é algo tão simples que com o passar dos anos nós fomos esquecendo e procurando complicar toda a simplicidade de uma verdade sem segredos? Será que de tudo o que falamos, pensamos e agimos, temos questionado verdades tais como esta apresentada no vídeo. Muitas vezes pode não ser somente a cor de um balão, mas outras coisas mais profundas e ainda tão óbvias quanto aquele balão vermelho. Hoje a maioria das discussões sobre ética, moral e integridade passam pela mesma situação em que se pode ver nesse vídeo. Algumas coisas como a preferência pela vida, o cuidado com o planeta, educação e família passam por muitas opiniões e ações tão diferentes que até podemos nos assustar com isso. Cada um quer ter a sua visão sobre a cor do balão, o seu jeito de ver as coisas. Hoje não se pode falar que existe uma verdade universal senão você é enforcado na próxima esquina sendo acusado de ser intolerante com as minorias. A Verdade, a real Verdade, se tornou um assunto distante e crítico para muitos de nós. Ela perdeu seu foco, seu centro, e com isso perdeu todo o sentido e importância nas nossas vidas.

A mesma coisa acontece em relação à nossa crença ou não em Deus. Vemos por aí tantas pessoas que dizem acreditar em um único Deus, mas no entanto vemos em cada uma delas um Deus diferente, com ações e verdades diferentes umas das outras. E cada uma defende o seu como o melhor, acusando o do outro e muitas vezes até fazendo guerras por isso. Mas se existe um único Deus, esse Deus não seria igual para todos? E o que esse Deus diz e pensa quanto à isso? Será que realmente existe uma única verdade, um único caminho e uma única vida com O único Deus?

"E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará."

João 8 : 32

Essas palavras foram ditas por um homem chamado Jesus. Ele fazia grandes coisas e realizava grandes feitos. São palavras de esperança, de libertação. Acima de tudo essas palavras concluem um convite. Sim, um convite para ver, observar aquilo que esse homem que se diz o filho de Deus faz e pode fazer e um convite a ter uma vida em liberdade. Esse mesmo homem em outro dos seus discursos disse também que Ele era "O Caminho, e A Verdade e a Vida." (João 14 : 6) chamando para si toda a Verdade. Podemos pensar o que quisermos, e viver a vida como quisermos. Pensando que talvez esse balão seja verde, amarelo ou roxo. Mas a verdade sempre será a mesma, imutável, pois ela não está baseada em coisas, ou textos, ou teorias. A Verdade, a real Verdade, com V maiúsculo, está centrada em UMA pessoa. E essa pessoa é o homem que convida todos os outros ao redor para conhecer e desfrutar da verdade que liberta, essa Pessoa é Jesus Cristo. Ele o convida para andar em Seu caminho, conhecer a Verdade e assim viver a Vida em liberdade.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Steady Now



Música: Steady Now
Artista: Brandon Heath
Álbum: Don't get comfortable

A melhor tradução para o título da música seria, Firme agora. Fala um pouco sobre como agimos no dia-a-dia, sobre perdão e sobre pernamecermos firmes nessa batalha que é a vida. Steady quer dizer constância, firmeza. Uma letra genial, e genuína. Segue abaixo a letra em inglês.
There is an air everywhere
Of consideration and dispair
I don't consider you
And you don't consider me
And is well understood
And we don't care

You know we don’t have to wait until the end of the night
Just to say that something’s wrong and maybe nobody’s right
We’re all victims in a battle
We never had to fight
It’s ok it’s alright
Steady now
we’re in this thing together
We’re in this together

I regret then I forget
Confessions always seem to stay unsaid
And maybe I worry that you’ll forsake me
Use my shame as a weapon
And go on and break me

Cause I want to take the time to say
I’m sorry I haven’t loved you the way I should
Do you think that you could forgive me
Just try to hear me
I need you with me now



No próximo post trago a tradução em português e a minha opinião sobre a letra.



segunda-feira, 22 de março de 2010

Você já voou de balão?

É, eu também não. Se você já voou alguma vez talvez saiba mais do que eu sei agora. Vou tentar explicar o que sei sobre o assunto baseado nas histórias que ouvi, e naquilo que imagino que seja, dos meus sonhos perdidos quando voava de balão com o power ranger vermelho, alguma das princesas da Disney (tinha que ter uma paquerinha né?) e algum outro personagem famoso dos desenhos de minha infância.

Talvez todo mundo que existe nesse mundo já tenha sonhado que estava voando, ou de balão, ou de avião, ou voando como o Peter Pan com aquele pózinho brilhante da Sininho. Bom, todos sonham isso porque realmente deve ser muito legal. Mas, o interessante é que o balão, o avião e todas as coisas que vão "ao infinito e além" foram idealizadas realmente e são parte de nossa vida agora. Assim, agora é possível sair do universo dos sonhos em que voamos para voar de verdade e sentir na pele a sensação de estar a alguns mil metros de altura.

Voltemos a falar de balões. Como nunca voei só imagino como deve ser a sensação, baseado em alguns impulsos e sonhos meus. Porém o mais interessante, particularmente no voo de balão, é o modo como se voa. No balão não se tem muitos controles ou botões, ou manuais e comissários de bordo ou aeromoças. No balão somos simplesmente nós mesmos, e todo o voo pode se tornar até alguma coisa rústica e simples. Lá em cima, na real, não temos todo o controle sobre o balão, e dependemos de um ar, que irá soprar para onde quiser, para nos levar aonde quiser. Podemos tentar nos esquivar, manobrar e procurar aproveitar da melhor maneira o vento para irmos a lugares especiais e chegarmos ao nosso destino. Mas não podemos e nunca iremos conseguir ir contra o vento. E sem vento algum também não conseguiríamos sair do lugar.

Isso me faz pensar muito na minha vida. Eu posso tentar ir para onde quiser, fazer o que eu quiser e procurar o que eu quero a todo momento. Mas minha vida é como um voo de balão. Ela depende de um ar, um ar que sopra para onde quer e faz o que quer, na hora que quer. E é esse ar que me dirige e conduz e não posso dizer de onde ele realmente veio, ou para onde ele vai depois de passar por mim e me levar. Faço porém, o possível para permanecer na corrente desse ar, porque o aproveitando e deixando me levar, conduzo meu balão até o meu real destino, sem desvios, sem escalas fora de mão e sem inseguranças e turbulências desastrosas. Sei que às vezes posso me perder um pouquinho, mas com um pouco de persistência sou pego novamente pela corrente e me acho novamente cercado pelo vento que me levará ao meu destino final.



quinta-feira, 11 de março de 2010

Os Balões e os Padres


Bom, antes de começar propriamente os meus contos e causos das viagens eu estava procurando aqui nessa Internet (o que Gilberto Gil chama de info-mar) e achei algumas coisas interessantes sobre balões. Balões ultimamente começaram a me fascinar por conta da mobilidade, liberdade e ao mesmo tempo dependência que se têm ao viajar ou passear em um belo exemplar de tecido colorido com ar quente desses. Seja de papel, como utilizado nas festas juninas, ou de lona pra transportar pessoas, o balão fascina muitas pessoas e nos deixa até admirados com a beleza e simplicidade de seu voo.

Mas vamos ao que interessa. Por que diaxos coloquei como título "Os balões e os padres? Bom, pra começar, o balão foi primeiramente usado para transportar pessoas aqui no Brasil. Para quem acha que não somos pioneiros de quase nada isso já é uma grande coisa, pois além da aviação, também inventamos o balão! Os ares realmente pertencem aos brasileiros! Quem primeiro utilizou o balão para voar para bem longe e ver as pessoas bem pequinininhas lá de cima foi um jesuíta chamado Bartolomeu de Gusmão. Pode-se dizer que ele foi o pioneiro nas viagens fantásticas e emocionantes de balão, que hoje fazem felizes tantas famílias e crianças que são apaixonadas pelo céu e uma viagem tranquila, lenta e controlada (Para as mães não ficarem desesperadas, não vou contar aqui os desastres já tipos com balões e vou dizer que é uma coisa realmente tranquila, fica entre nós isso).

O tal do tio Gusmão começou a estudar balões em 1703 e fez alguns voos experimentais e um que ficou conhecido como o mais famoso que foi em Lisboa, onde conseguiu voar 1 Km com o balão e apresentou a fascinante invenção à família real portuguesa. Na época tinha acabado de ser desordenado um Jesuíta brasileiro para ingressar na Companhia de Jesus e ficou conhecido como O Padre Voador. Fez muitas outras coisas importantes que é mais fácil vocês procurarem na Wikipédia do que eu ficar ctrl+C , ctrl+V aqui, ok? No mais, ele foi uma das figuras mais importantes na aeronáutica mundial.

O interessante é que em 2008 também chegamos a conhecer (Não de ver porque ninguém conseguiu achar-lo) um outro padre voador. Da cidade de Paranaguá - PR saiu o infeliz padre para o último voo da sua vida. Um voo em que seria levado por balões pela cidade, mas devido a ventos fortes foi levado para o litoral e acabou se perdendo no mar. Os balões foram encontrados, nas praias de florianópolis. Os balões eram de festa, cheios de gás hélio. Realmente não sei se ele se inspirou em seu ancestral sacerdotal Bartolomeu de Gusmão. Provavelmente não.

Se formos pesquisar mais a fundo, dá para achar outros 400 mil malucos que tentaram voar de balão, com gás, com ar quente, com sopro, com pombas, com tudo o que se pode imaginar enfim. Muitos falharam, alguns conseguiram. Me pergunto porque tentaram. Talvez seja pelo fascínio que temos de descobrir o inexplorado, de quebrar recordes, de viajar e fazer coisas que ninguém mais faz. O padre do Balão foi infeliz e isso o levou (ninguém sabe ao certo) à morte. Mas outros como o Gusmão, Santos Dumont e os irmãos Jacques e Joseph Montgolfier (que divulgaram e melhoraram a invenção de Gusmão) foram muito bem sucedidos. Voar sempre foi algo que fascinou a humanidade inteira. O céu, a liberdade que se tem ao estar por cima de tudo, e talvez mais perto de Deus como dizem muitos. Nas altitudes do céu azul que temos, procuramos os nossos corações, procuramos algo que queremos ser, sentido para as nossas vidas. Voar significa estar livre. E se você entendeu a metáfora, voar aqui talvez não seja mesmo ao pé da letra. Voar no céu é o momento em que procuramos o sentido e propósito de nossas vidas, realizando uma viagem de descobrimento, aventura e aprendizado. Alguns são bem sucedidos e outros acabam se perdendo e indo parar numa praia bem distante de onde começaram. Tenho visto muitos que encontraram a real liberdade, você é um deles? Eu estou caminhando, me preparando, viajando e experimentando dessa liberdade. O meu desejo é te encontrar de balão um dia desses comigo. O meu desejo é que você também voe em liberdade.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Prefácio à nova fase

Depois de alguns bilhões de anos sem escrever, aqui estou eu de volta ao blog. Com certeza com alguns milhares de histórias doidas para contar e 457 idéias malucas para testar. Começo agora uma nova fase, decorrente de um novo olhar, um novo mundo e talvez até um novo homem. Afinal, depois de algumas experiências e aventuras que passamos sempre acabamos por nos tornar novos, como um personagem de jogo de video-game que passa de nível e adquire novas habilidades, como um inseto ou lagarta que troca de pele, ou entra no casulo ou sai deste. Talvez esteja com muitos vícios e ainda defeitos iguais aos que tinha antes, mas talvez, apenas talvez, tenha aprendido a enchergá-los com outra ótica.
Uma nova fase não significa que a fase antiga passou e não vale absolutamente nada. Talvez os leitores da primeira fase, a fase exploratória, a qual identifico agora, possam ver isso nos próximos textos. Ainda continuarei o mesmo louco de sempre. Chamo a primeira fase de exploratória pois nela questionava muitas coisas que aconteciam comigo no dia-a-dia, tanto coisas que via, comentários que ouvia e até mesmo e constantemente questionava a mim mesmo. Tudo isso com a finalidade de explorar o caminho o qual estava traçando e ainda continuo caminhando, buscando sempre encontrar a verdade nas coisas e me centrar na Verdade, que no final das contas não é uma coisa, ou palavras, mas sim uma Pessoa. E ao final de tudo isso, ao me encontrar com a Verdade, depois de questionar e caminhar no caminho, muitas vezes duro e ainda muitas outras vezes divertido, pude de fato ter e encontrar a VIDA a cada dia.
Um pouco menos de um ano se passou desde que escrevi pela última vez aqui. Muita coisa eu descobri, e muita coisa mudou. Agora não sou mais um mero explorador, querendo desvendar a tudo e a todos, buscando explicar coisas, teorizando e criando teses e proposições malucas dignas de um cientista louco (no bom sentido, não sou tão malvado e louco quanto o Dr. Jerkill, ou o Macaco Louco, ou ainda como o Dr. Brown do "De Volta Para o Futuro"). Digamos que agora eu seja um viajador, ainda explorando, mas de forma mais sossegada e aproveitando a paisagem que se posta diante de mim todos os dias. Não tão pilhado ao ponto de procurar invenções e feitos magníficos, mas sereno e tranquilo ao ponto de uma simples relaxada ao ver o horizonte e o anoitecer já serem um feito magnífico para se contar a vida toda.
É sobre isso que esta nova fase aborda e tem como tema principal. Minhas viagens de balão pelos mais diversos lugares da minha imaginação e convivência real com pessoas, animais ou carros. Uso o balão como meio de transporte e não mais foguetes ou coisas excessivamente rápidas. E com a visão que tenho tido lá de cima, quando estou viajando de balão, ainda que só metaforicamente, posso contemplar coisas que são feitas para mim com as primícias de tudo o que é bom e admirável. Em primeira mão estarão aqui todas as minhas histórias, sejam elas de vitória ou derrota, frustração, medo, vergonha ou alegria, paz e sucesso. Histórias de quem tem aprendido a caminhar, a procura e seguindo a Verdade, aproveitando a cada dia a VIDA que tenho direito. E cada vez mais descubro que lá em cima, quando tudo está calmo e estou a sós com o Senhor dos Ventos (que me dirige e leva meu balão pra onde quer), sou verdadeiramente livre como nunca fui. Assim, sou guiado por um único pensamento que me tem dado sentido nesses últimos meses, quando Aquele que me dá todas as coisas, sejam elas "boas" ou "más" na minha visão, me permite aproveitar a vida de maneira genuína. Voe em segurança com o Caminho, a Verdade e a Vida. Voe em liberdade.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Um outro mundo

Sonhamos com um mundo perfeito, dos sonhos, aonde tudo ocorra em nosso favor. Um mundo com lugares lindos, flores e jardins, calçadas brilhantes e roupas bonitas. Um lugar aonde não haverá dor, um mundo em que as tristezas não entram e que somente coisas boas acontecerão. Como seria bom viver nesse mundo! É o que muitos pensam hoje, porém poucos acreditam com afinco. A maioria de nós pensa por um segundo, degustam as melhores imagens que poderiam imaginar, mas depois voltam a tão falada "realidade". Mas, será que esse outro mundo pode existir mesmo? É possível não haver guerras, só paz, não haver inimizade? É possível o amor reinar o tempo todo sobre todo o tempo?
Ultimamente tenho me questionado muito sobre isso. Por que sofremos? Por que coisas ruins acontecem conosco? As coisas não são das melhores aqui, temos fome, aflição, injustiça e tudo o mais. Andamos por muitas vezes perdidos no meio do nada. Semana passada me vi andando sem rumo e sem direção por alguns segundos, simplesmente perdido, por conta de um estado negativo, ou melhor, a falta de felicidade. Sim, essa coisa que damos o nome de felicidade interfere muito quando pensamos nesse outro mundo. E nos dias que se passam a felicidade tem estado tão longe do mundo, não? Aonde é que foi parar esse tal de "Outro Mundo" então?
A resposta é quase que retórica. Na felicidade. Somente com felicidade é que temos a chance de ver de verdade esse outro mundo que se apresenta a nós. O problema é que excluímos tanto a felicidade, a real felicidade, de nossas vidas que dificilmente conseguimos enxergar alguma coisa boa. O segredo é felicidade, independentemente de tristeza ou alegria, mas sim a felicidade que nunca vai embora, que envolve e que nos faz por vezes até um pouco idiotas. Essa é a felicidade que busco, e que irá me fazer perseguir esse outro mundo.
Então estou falando que o "Outro Mundo" existe realmente? Sim! Ele existe e digo mais, ele existe aqui mesmo, e esteve debaixo dos nossos narizes o tempo todo! Na verdade são pistas para algo mais pleno e completo, mas é possível ver e viver sim! É um mundo de esperança, de sonhos, e principalmente, é repleto de uma nova e magnífica visão da realidade. Viver nesse outro mundo muda totalmente o modo como encaramos a realidade de nossas vidas. Quando passo por problemas, quando minha vida desmorona, quando tudo vai muito mal, o que me faz levantar a cabeça e seguir em frente é esse outro mundo. Há uma esperança que nos enche a cada dia e dos dá o fôlego para continuar acreditando. E o interessante é que, independentemente se eu acreditar nele ou não, ele irá continuar existindo e influenciando minha vida.
Engraçado que esse outro mundo não está preso a algum lugar específico ou a momentos e palavras distintas. Ele é livre. Livre para estar no coração das pessoas, e morar ali junto a elas, influenciá-las e ajudar todas elas a viver. Tão livre quanto o canto dos pássaros de manhã, quanto a chuva que vem e vai a hora que quer, quanto o vento que sopra para aonde quer, mas ninguém sabe para aonde ele vai e nem de onde ele veio. É essa liberdade que o faz tão maravilhoso. Nada mais é forte para nos tirar a felicidade quando estamos realmente firmados nesse outro mundo e o vivemos plenamente. O "Outro Mundo" existe com toda força e é tão real quanto cada movimento que fazemos durante o dia. Se o vemos ou não, é uma questão de ótica.
Acredito nesse mundo e sei que muitos outros acreditam também. E é isso que esse mundo novo faz mesmo, une as pessoas que acreditam. Quando converso com pessoas que desejam um mundo melhor e lutam por isso, quando conheço pessoas que têm experiências maravilhosas e reconhecem uma direção em tudo, tudo isso faz parte do outro mundo. Aliás, paremos de o chamar de "Outro Mundo" porque ele na verdade é o mundo real agora. Tão real que o podemos sentir, e perseguir e encontrar isso em outras pessoas.
O que me deixa feliz é que encontro esse mundo dia após dia vivo e flamejante em outras pessoas. Pessoas que têm se mostrado únicas para mim e pessoas as quais não me verei sem jamais. O que nos faz partilhar sonhos e experiências de uma forma tão viva é justamente o laço que nos une, o mundo por trás do mundo. E são pessoas que os sonhos se tornam similares e interessantes, os desejos se assemelham ainda que sejam diversos, o propósito e plano para a vida se torna um só. A partir disso não somos mais pessoas espalhadas aqui ou ali, em universidades, escolas, empresas, escritórios e consultórios. Somos um só, parte do mesmo corpo, do mesmo mundo. Nós que fazemos o nosso mundo existir aqui. Somos como um reino em que cada um de nós se faz um príncipe, uma princesa, um servo, um herói, dançarinas, cantores e cantoras, músicos, atores, médicos, advogados, ferreiros, cartunistas, e enfim, de tudo onde seremos simplesmente iguais, e simplesmente diversos. Nós podemos fazer parte sim desse Mundo Novo, o qual chamo aqui de novo pois é diferente do que nos é apresentado todos os dias pela TV, jornal e etc. A esperança, a felicidade, e principalmente o amor nos unirá. Seremos um Reino, regido por um Rei somente, e viveremos ele em parte aqui na Terra, e em parte no paraíso aonde andaremos com o Rei e viveremos na plenitude dos tempos. O que tentei escrever aqui foi um pouco do que acredito ser a realidade hoje para mim. O que fica é o convite para viver pra valer essa realidade.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Lixo


Lixo, lixo e mais lixo. É o que a gente vê as ruas, na nossa casa, na casa do amigo e em todo lugar que a gente for. Talvez em quantidades diferentes e em estados bem diferentes, uns mais suportáveis que outros e outros quase impossíveis de se ver e principalmente cheirar. O lixo fede, é ruim, nojento, causa má impressão e nos envergonha. A primeira coisa que fazemos quando convidamos alguém para nossa casa é certificar se tudo está limpo, em um estado apresentável, ou seja, nenhum lixo visível. Nunca queremos deixar nossa casa suja e por mais que algumas almas de porco que existem por aí gostem do lixo e de tudo desarrumado, ainda assim ele causa má impressão e não é de bom gosto para a maioria de nós.
O interessante é que produzimos lixo, constantemente, e muito! Nossas maiores cidades tem um montante imenso de lixo que não pára de crescer. São Paulo, capital Paulista, já aterra o lixo produzido nas cidades vizinhas, dado à superlotação de lixo nos seus aterros dentro da cidade. É muito lixo! Tudo o que fazemos, comemos, transportamos, adquirimos, consumimos e entre outras coisas produz lixo. Chego assim a uma conclusão simples de que só pelo fato de existirmos no mundo nós já produzimos lixo. Somos máquinas produtoras de lixo ambulantes que trabalham a todo vapor 24 horas por dia sem ligar se estamos fazendo o bem ou o mal com isso. É simplesmente impossível ser diferente. Talvez alguns produzam mais ou menos que outros, mas todos, sem exeção produzem lixo.
O lixo é uma coisa que está atrelada intimamente à nossa natureza. Somos assim e ponto final. Qualquer tentativa de ser diferente ou protestar contra isso seria loucura. O que realmente nos difere uns dos outros é o que fazemos com todo esse lixo que produzimos. Imagine sua casa, e que você produz lixo todos os dias, numa quantidade razoavelmente boa para você não conseguir carregar por você mesmo. O que fazer? É uma questão óbvia, colocar na lixeira. O lixo deve ser jogado fora para que nossas casas fiquem limpas e apresentáveis e o importante é não deixá-lo acumular demais. É isso que nos diferenciará dos demais, se jogamos o nosso lixo fora ou não. E chego a pensar que esse é o ponto crucial da nossa vida, se jogamos ou não nosso lixo fora.
Algumas pessoas deixam tanto lixo acumular em suas casas que não conseguimos nem ver mais a pessoa, só o lixo. E como o lixo é algo tão desprezível e nojento para nós, acabamos por classificar essa pessoa assim, como lixo, erroneamente. Tudo porque o lixo é só o que conseguimos ver. Muitas vezes também a nossa própria vida corrida não nos permite jogar fora o lixo, separar o que é reciclável ou não e limpar a casa frequentemente. É aí que ficamos sujos também, e nunca conseguiremos limpar de fato tudo pelas nossas próprias forças. Caímos no mesmo erro então, não jogar o lixo fora. E o mais perigoso ainda é quando nos olharmos no espelho e só vermos o lixo que deixamos acumular e então considerarmos nós mesmos como lixo, caindo num abismo que só uma coisa extremamente milagrosa poderia tirar a gente de lá.
Como disse, existem dois tipos de pessoas, as que tiram o lixo pra fora e as que não o fazem. O que fazemos com isso é problema nosso, e só nosso. Nosso lixo pertence a nós e cabe a nós e não outras pessoas limpá-lo. E não, não há exeção, TODOS produzem lixo. Se deixam acumular ou não aí é outra questão. Com certeza pelo menos uma vez passaremos por fazes em que deixaremos acumular o lixo e fazes de completa limpeza e leveza, e aprenderemos com a experiência. Porém as vezes não poderemos realizar a limpeza com nossas próprias forças, pois teremos tanta sujeira acumulada que nem todo alvejante do mundo nos limparia. Mas ainda há uma chance que sempre existe de termos de graça uma limpeza total.

terça-feira, 10 de março de 2009

Ainda em Férias!

Gente, agradeço a todos que tentaram ver se alguma coisa era adicionada, se um novo post saía, mas ainda estamos em férias! Férias para refrescar a mente e encher de conteúdo pra continuar escrevendo essas loucuras que escrevemos para vocês, para nós e para todo mundo. Por enquanto, fiquem na espera! hahaha!
Mas as férias acabam com certeza...

semana que vem vou escrever sobre alguma coisa...tenho pensado muito em lixo...

agradeço a compreensão.

até

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

A Virada

Vi uma vez num filme que todo truque de mágica consiste em 3 passos. O primeiro chama-se A Promessa, e é o mais fácil de ser executado. Nele, o mágico demonstra o que irá fazer e fala à platéia a existência do seu truque, sua essência. Ainda não o realiza, só coloca a platéia a par do que ele irá realizar. O segundo passo é o que dá a verdadeira mágica para o truque. Chama-se A Virada, e é o momento onde o mágico surpreende a platéia, mudando o rumo de seu truque com alguma coisa que desaparece, ou que é cortada ao meio, ou não se encontra como deveria. É o momento onde a platéia se enche de atenção e esperança, pois é o ápice da mágica e tudo aponta para a realização do truque e seu sucesso. Nesse ponto do truque todos os conceitos que a platéia tem sobre o truque são jogados por água a baixo e o "chão" de todos cai, para então vir a última parte do truque. Esta é chama de The Prestige, ou O Grande Truque. Nesse ponto o mágico surpreende a todos, finalizando o truque, fazendo aparecer o desaparecido, juntando o que foi despedaçado ao longo do truque, fazendo aparecer um novo pássaro, e enfim, tendo o sucesso esperado pela platéia e com certeza, muitos aplausos.
Talvez esse ano que se passou tenho sido parte de um truque. Talvez no começo do ano tenhamos feito promessas, planejado, sonhado e com certeza colocado nas nossas listas de desejos mais esperados. Acho que serei bem realista em falar que muitos desses sonhos, desejos e planos não foram realizados não? Toda essa primeira parte do truque, A promessa, talvez tenha ido por água a baixo durante o seu ano, ou pelo menos alguma parte dela. É nesse momento, onde o chão da platéia, todos os conhecimentos prévios dela e tudo o mais que ansiamos de truque tenha ido por água a baixo. Essa platéia somos nós, que esperamos uma coisa do ano que se passa, mas não conseguimos, ou então não sabemos como conseguir mais, e nossas forças chegam quase ao fim. Esse momento é o chamado de A Virada. Algo familiar?
No momento da virada, seja do truque, ou do ano, relembramos aquilo que se passou. Dificilmente nos anos que se passam conseguimos fazer tudo o que desejamos, e sempre lembramos de muitas coisas ruins que se passaram e vêm a nos atormentar, os nossos esqueletos do armário. A virada consiste em deixarmos para trás tudo o que acreditamos existir, e nos libertar dos nossos medos e tudo o mais que impeça a realização do truque e o prazer que iremos ter em tal realização. Esquecer do que as promessas que fizemos geraram em nós, sentimentos de aflição, anseio e turbulências passadas. Esquecer de tudo o que fomos, na virada, é essencial para o final do truque, o sucesso e realização do mesmo.
Ansiando sempre o final do truque é que devemos caminhar, mesmo que em meio a tempestades e outras coisas que deixam nossos corações apertados e sem razão de continuar. O grande truque, o prestígio, o sucesso, pode vir depois da virada com certeza. O que temos que fazer é simplesmente esperar, pacientemente, o grande mágico acabar com o truque, realizar seu ato supremo em nossa vida. É assim que espero virar meu ano, e viver minha vida, onde nos momentos de virada sempre posso me apoiar em algo maior que é eterno e duro para sempre. E ainda tendo a certeza de que a última parte do truque há de se realizar o prestígio, tudo aquilo que tinha como prometido, sonhado e desejado, no momento certo, da maneira certa. Esse sucesso porém só vira depois que eu aprender direito o que tenho como prometido, entender meus sonhos e amadurecer minhas idéias. É quando temos o descanso merecido, o verdadeiro prazer e realmente o sucesso verdadeiro, dado é claro pelo mágico realizador do truque, que não não, não somos nós.
Assim nunca poderei esquecer que todo Truque,(afinal nossa vida não passa de uma grande parte de uma maravilhosa mágica celestial e univeral, e com isso temos a garantia de uma felicidade quando nos voltamos ao qual eu chamo neste post de O Grande Mágico, ou seja, o Criador de todos nós e Senhor da minha vida). Todo Grande Truque constiste em 3 partes: A promessa, onde lançamos mão de sonhos, colocamos o que desejamos e ansiamos na mesa. A virada, onde nos surpreendemos e tudo o que acreditamos desaparece, onde amadurecemos e aprendemos o que deve ser aprendido. O Grande Truque, ou, O Prestígio, onde nos surpreendemos ainda mais quando tudo dá certo e tem um fim. Talvez nossos truques demorem para ter um fim, mas sempre serão essas 3 partes, e sempre iremos nos surpreender e aprender mais no momento que se segue, e que comemoramos com o mesmo nome todos os anos. E esse momento se chama A Virada.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Retrospectiva 2008

Esse é o nome do programa que foi transmitido semana passada pela Rede Globo, e que já é uma tradição da emissora há anos. Ao acompanhar a produção do mesmo deste ano, percebi que todos os destaques do ano tinham algo em comum - nenhum deles conseguiu tirar um sorriso do atento telespectador. Só 'desgraça'. O que poderia ser visto como mais positivo colocava o Brasil em trigésimo nono lugar com 17 medalhas de ouro, 21 de prata e 38 de bronze nas Olímpiadas Beijing 2008. Algo até mesmo 'engraçado'. As outras reportagens eram todas tristes e desastrosas. Pai e madrasta acusados de matarem uma criança. Policiais matando inocentes 'a torta e a direita'. Tragédias ambientais que deixaram muitos mortos e outros desabrigados. O genocídio cada vez mais agravante em regiões da África. Uma situação financeira mundial totalmente comprometida. Presidente de potência mundial levando sapatada de oriental indignado. Toda essa envolvente situação de desgraça e de miséria humana, como disse Veja na semana passada, "desafia o sentimento cristão e o simbolismo do Natal". Se não desafia, deveria desafiar, colocar em cheque, e fazer-nos pensar em tudo isso. Pois se isso não acontece com cristãos, com aqueles que não são cristãos, sem dúvida, acontece. Estes questionam a existência de um "Deus" criador e bom em meio a tanta desgraça e desigualdade. Os que não questionam, consideram esse "Deus" uma pessoa ou algo ruim, pois é capaz de deixar coisas ruins atingirem inocentes. Nós, cristãos, temos a resposta na ponta da língua para estes, é claro. E temos que ter mesmo, pois é nossa fé que está em cheque. O que respondemos é que nós, os homens, escolhemos pela independência de Deus, do Criador. E, a partir daí, até mesmo inocentes serão atingidos pela maldade humana. Deus nos deu a escolha, e optamos pela independência. Mas essa situação foi modificada em Cristo, pois este trouxe ao homem perdido e 'independente' uma nova conectividade com o Deus Pai, Criador. Uma nova possibilidade de relacionamente com Deus. Uma oportunidade de mudanças de pensamento, do que é ruim para o que é bom, é a fé dando frutos. Essa é a nossa explicação para os que questionam e até mesmo duvidam de Deus por causa da maldade, miséria e desgraça atuais. E isso é verdade. É nisso que acreditamos. É fé. É certeza. É real para nós, cristãos. Mas sabe por que eles se tornam cada vez mais incrédulos e frios quanto a Deus? Porque não estão vendo os cristãos que tanto falam, falam e falam, agirem em prol da humanidade, pelo bem político, social, financeiro e humanitário das pessoas deste mundo. O que eles vêem são nações cristãs preocupadas com seus bens, riquezas e enriquecimento exacerbado. Países cristãos matando seus semelhantes para conseguirem status mundial e mais poder. Não só a retrospectiva feita pela Globo, mas aquela que todos nós fizemos ou faremos deste ano de 2008, nos mostrará tristes e angustiantes realidades. Diante disso, muitos questionarão ou contuinuarão a duvidar de Deus, e outros ainda o tacharão de cruel, insensível, ruim. Essas realidades devem desafiar não nossa fé, mas nossas atitudes cristãs humanitárias e sociais e não apenas aquelas que são 'passivas' mesmo que sejam importantes. Nossas atitudes cristãs devem ser desafiadas, a fim de não "abandonarmos a razão e cedermos ao horror". A fé e razão devem andar sempre juntas. Assim, a perspectiva para 2009 não será colocada apenas sobre um suposto bom presidente da maior potência mundial, mas todos teremos perspectivas melhores baseadas nas atitudes individuais de cada um. Seremos pessoas ativas e pró-ativas e nao ativistas, a fim de que o mundo seja melhor, a vida seja melhor e o Bem vença. Pense: Qual a minha perspectiva para 2009? Onde entra minhas atitudes nessa história? Como posso fazer diferença? Uma retrospectiva, por mais que seja ruim, sempre exige ou implora por uma boa perspectiva.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Os dois irmãos

Bom, essa é uma história daquelas que você pode contar aos seus futuros netos, numa rodinha, ou perto de uma laleira em momentos de paz e de lembranças. Ela é uma história em que existe uma moral, um lição, personagens e como sempre e de costume, um que faz o certo e outro que faz o errado. Para explicar melhor e com poucas palavras é um causo que um cara se dá bem e o outro se ferra, basicamente. Alguns podem achar engraçado, principalmente quando souberem todos os detalhes, e outros podem achar ridículo ou maluco. Fazer o que? Esse é meu objetivo mesmo, não tenho intenção de escrever textos que gerem comodidade, ou que não causem o mínimo de estranheza em nossas mentes robotizadas e normalizadas com o que chamamos de trivial e eventual. Mas então, mais uma vez, senta que lá vem história!

"A história se passa numa segunda-feira chuvosa e muito atípica. Onde dois irmãos se encontram, depois de manhã e tarde de estudos, para um evento que vão todas as segundas, e tradicional futebol da semana. Como é dia de chuva, o irmão mais velho já desanima, pois não vê em todo o seu caminho de volta de onde estava, a possibilidade de aquela chuva parar a tempo de ele e seus amigos se divertirem jogando o mais famoso esporte brasileiro, o futebol. É por isso que vai para casa desacreditado e cético, quanto à possibilidade de uma diversão saudável e eficaz para sua forma e estado físico e também mental.
Ao contrário de seu irmão cético, o irmão mais novo tem atitudes muito diferentes. Quando seu irmão chega em casa, ele já está arrumado para o futebol, pronto para jogar e ir até a quadra para dar um show de bola nos demais. Mas as condições ainda não são favoráveis para ele, pois ainda está chovendo e sem indícios de parar. Os dois irmãos discutem sobre a possibilidade de não haver o futebol, de seus amigos não irem, e de ainda estar chovendo, e, visto que a quadra é aberta, esta estar toda molhada. Depois de muito falar, discutir e teorizar, os dois decidem ir até o local para ver no que dará. O mais velho o tempo todo relutante à possibilidade de ele dar uns dribles e uns passes errados naquele dia.
Pois então chegam ao local. Ainda chovendo. O irmão mais velho dá uma de "aha! eu não disse" e ameaça ir embora, pois não haverá futebol se continuar chovendo. Porém o mais novo em todo tempo permanece fiel à possibilidade de haver a partida de futebol, pois acredita que a chuva vai parar e ainda que a quadra irá ter o devido tempo e condições de secar. Não sei se comentei antes, ou se vou ser repetitivo, mas o irmão mais velho ainda está cético e não acredita em possibilidade nenhuma de haver um futebol.
É então que tudo começa a acontecer rapidamente. A chuva vai parando. Os meninos começam a secar a quadra. Os irmãos discutem. O mais novo diz que vai dar pra jogar e secar a quadra, e o mais velho desacretidado, nem liga, quer ir embora. É aí que a história tem o auge, e que a atenção especial aos fatos é requerida.
- Você já ouviu a parábola dos dois lavradores? - diz o irmão mais novo quando o mais velho fala que está indo embora.
- Não quero saber, eu sei essa parábola, vamos embora.
- Você sabe a história?
- Sei! Não vai dar pra secar toda essa quadra antes que comece a chover de novo! Choveu o dia inteiro, não vai dar pra jogar bola, vamo embora e parar de perder tempo aqui! Os rodos não vão funcionar e nem temos muita gente hoje mesmo, indo embora...
- Pois vou contar de novo, é assim: Dois lavradores estão cuidando de uma plantação. Eles estão num período de muita seca, e precisam da umidade trazida pela chuva para conseguir plantar. Um deles se prepara para a chuva, ainda que não se tenha nenhuma atividade de nuvens no céu. O outro não acredita que irá chover e nem prepara a plantação. O resultado é que chove dali uns dias e o lavrador que se preparou colheu bons frutos e conseguiu passar bem a estação da seca, e o outro ficou sem nada.
- Tá e que isso tem a ver com agora? - o irmão mais velho já estava impaciente, cansado e desacreditado. Não preciso nem dizer a palavra cético, preciso?
- Estou me preparando para jogar futebol, e é isso que vou fazer a quadra vai secar. Assim como Deus abençoou o lavrador que se preparou pra chuva, vai abençoar a gente parando a chuva pra gente jogar bola.
O irmão mais velho calou-se no momento, mas ainda permaneceu no seu ceticismo, pois a quadra não tinha secado completamente. Deu que dali uns minutos estavam eles todos, os irmãos, amigos, e novos amigos, agradecendo a Deus por ter parado a chuva e possibilitado a partida de futebol, e principalmente a secagem da quadra. Talvez foi o tapa na cara mais doído no ceticismo do irmão mais velho, que se julgava inteligente e até mais sábio que o mais novo. Foi a prova que não era nada, e não estava preparado para muitas coisas e que existiam ainda outras muitas coisas que ele precisaria aprender e compreender. Seu ceticismo o impedia de se preparar para as coisas, de acreditar, ter esperança."
E é isso que o ceticismo faz conosco mesmo. Nos deixa tão a par e a mercê da razão que não podemos nos dar ao luxo de ter alguma esperança no impossível ou no inimaginável. Tudo é uma questão de dados e fatos e coisas palpáveis. Mas, e se a vida não é assim? E se tudo for muito mais além de tudo isso? Será que o que vemos, sentimos, e temos como padrão de vida é isso mesmo? Nós realmente entendemos o sentido da nossa mera existência? Com o ceticismo não há espaço para estas questões, e sem essas questões as possibilidades de novos caminhos, sonhos a realizar e uma esperança futura são massacradas e dizimadas.
Ok, ok, sei que você deve estar na frente do seu computador talvez dizendo: "quanta bobagem para um texto só, poderia tê-lo dividido em dois"ou "É muita questão profunda sem reposta, essa história não é real, é só figurativa, não tem base real." e milhões de outros pensamentos que não tenho a compreensão, pois não leio mentes! Te peço que releve o que escrevi. E há um porquê. O irmão mais velho, aquele que levou a bofetada da fé de seu irmão, que teve seu ceticismo escancarado e jogado na lama, acreditou mais naquilo que ele mesmo sabia e podia ver, e não naquilo que não podia ver. Não confiou naquilo que estava além de seu conhecimento, e muito ainda além de sua capacidade de realização, mas finalmente aprendeu algo sobre fé. Aprendeu algo relevante, e que o fez parar para refletir e pensar sobre seu ceticismo e sua utilidade realmente nula. Ser céticos nos faz mal, e uma hora ou outra e nos impede de aproveitar algumas coisas que nos são oferecidas e são dádivas de alguém muito maior que nós mesmos. Talvez não entendamos tudo o que nos é passado diariamente, mas uma busca por isso já um grande passo e com certeza é bem sucedida. Realmente o irmão mais velho aprendeu uma boa lição aqui, e a moral da história cada um pode tirar por si só, sintam-se a vontade. Tudo isso aconteceu a algumas semanas, numa segunda feira chuvosa, e o irmão mais velho, meus caros amigos, era eu.

sábado, 29 de novembro de 2008

"Cada um no seu quadrado"


Esse trecho desta música tem chamado muito minha atenção. Não apenas por ser o hit do momento, mas por vir à minha mente em diversas situações do meu cotidiano. Certo dia estava no shopping quando, de repente, vi uma cena real que tirou a frase tão falada da minha boca: "É, cada um no seu quadrado". Era uma cena comum, uma cena que vemos naturalmente no nosso dia dia, mas, que, ao pensar na realidade de "cada um no seu quadrado", tomou uma forma diferente do esperado. Era uma família almoçando na praça de alimentação! Isso mesmo! Não se espante! Foi essa visão que me fez pensar numa realidade cada vez mais presente ao nosso redor com o passar do tempo. Realidade, muitas vezes, camuflada, mas que tende a saquear os tesouros mais estimados que temos. Bom, chega de blá blá blá, pois acho que vocês querem saber o que esta família estava fazendo, né!?! Como disse, eles estavam almoçando em uma praça de alimentação. Porém, era um almoço, no mínimo, diferente, interessante, para mim, intrigante. Eles não comiam e conversavam naturalmente sobre peculiaridades de suas vidas uns com os outros como se espera de um momento como esse. O pai, um sujeito de aproximadamente 40 anos, comia e, ao mesmo tempo, falava ao celular sobre coisas de trabalho, falando alto e, às vezes, até exaltando-se com quem falava. A mãe, uma jovem senhora com seus 35 anos, dividia a refeição com breves pitadas de leitura de um dos últimos best sellers do momento - A Cabana. Um dos filhos, um menininho de 6 ou 7 anos, brincava com um boneco do homem-aranha. E o outro filho, acho que com uns 12 anos, ouvia músicas no seu itouch enquanto comia, e como comia! É verdade, ali cada um estava no seu quadrado, ou seja, cada um preocupado com o que lhe interessava da forma mais subjetiva possível. Nenhuma coisa das quais eles estavam fazendo interessava ao outro. É esta a realidade - o individualismo - que está roubando dia a dia, camufladamente, os tesouros mais preciosos que temos, ou seja, os bons e saudáveis relacionamentos. É claro que tomar este exemplo específico de 10 minutos de observação, e torná-lo geral é muita ingenuidade e ridículo. Seila, pode ser que aquela família se relacione muito bem. Mas "aquela cena", "aquela cena" é um exemplo do individualismo que nos cerca cada vez mais, individualismo que é uma das marcas dessa nossa era, já denominada por alguns como a "pós-modernidade". E, se formos pensar com toda sinceridade, realmente é assim. Passamos o nosso dia a dia em frente ao nosso computador ou debruçados nos livros, buscando o nosso bem e fazendo sempre o melhor, com excelência, como aprendemos com nossos pais e mestres. Mas isso é bom! Muito bom! Onde está o erro? O erro está no fato de que essas atitudes, se não forem acompanhadas de cultivos de relacionamentos saudáveis através de conversas triviais com amigos e famílias, saídas ocasionais com estes para uma conversa também trivial, o que vai acabar acontecendo é que faremos tudo por nós, para nós, com vistas ao nosso bem. E isso é ruim, pois é por causa disso que surgem disputas, guerras e até mesmo atentados terroristas. "Nossa, mas isso está muito longe de mim!" É, pode ser que sim. Mas isso é resultado de algo que pode estar bem próximo de nós - o individualismo. Por isso, se relacione mesmo com o pouco tempo que você em toda essa correria diária. Converse com teus amigos, com teus pais, com teus irmãos, com quem quer que seja! Estabelça relacionamentos! Isso pode evitar muita coisa ruim! Muita mesmo! E que essa minha idéia do hit "cada um no seu quadrado" esteja cada vez mais por fora!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Falha de Comunicação


Em nossos muitos dias de vida, no calor do verão ou no frio do inverno, na agitação da boa vida e na angústia de uma vida apertada e cheia de problemas o que não nos falta é a possibilidade de comunicação. Temos os mais variados meios à nossa disposição e sempre os usamos, quer conscientemente ou inconscientemente. Seja o telefone, rádio, tv, telepatia, caixinha de fósforos, fumaça, código morse, língua do p, bilhetinhos jogados na sala de aula, msn, o velho icq, orkut, blogs, jornais e revistas, e tantos outros, nós nos comunicamos o tempo todo, e não podemos escapar disso. Até inventaram agora um troço chamado expressão corporal, que quer dizer que até mesmo quando não queremos nos comunicar, nosso corpo comunica coisas aos outros corpos que entendem perfeitamente o que queremos dizer com olhares, gestos, cruzada de pernas, coçadas na cabeça, catotas de nariz, sinais de truco, tiques e muitas outras coisas estranhas e bizarras que fazemos todos os dias sem perceber.
Mas esse não é o cerne da questão. Todo o primeiro parágrafo foi uma enrolação na comunicação. Foi, digamos, uma distração de pormenores e uma tentativa de encher produtos suínos misturados e colocados em tubos, ou melhor, a popular linguiça. Todo mundo é expert em botar a boca no trombone, falar pelos cotovelos, não fechar a matraca e muitas expressões que dizem simplesmente que falamos demais o que sabemos de menos. Poderia ter falado da história da comunicação e de tudo o mais, e ter feito desta postagem a mais chata, terrível e atormentadora de todas, tanto pela minha flacidez ao falar quanto pela minha estupidez em tentar falar o que não sei e não entendo. Pois bem, vou falar sobre o contrário da comunicação, ou melhor, sobre a falta dela, a falha na comunicação. Não será a postagem com maior conteúdo que terá, mas também não garanto que você irá adorar ou admirar, mas somente leia e não tente entender tudo, pois nem eu entendo. São só palavras ditas por alguém que quer acreditar em alguma coisa, e que crê em algo verdadeiro e relevante, louco e que dá toda a certeza de coisas que não se vêem. Pois bem, aqui vamos nós.
Nunca, mas nunca nessa vida conseguimos passar 100% o que queremos nos comunicar. Nunca somos perfeitos nesse negócio de comunicação. Os duplos sentidos nos matam, as interpretações distorcidas nos perseguem e os críticos querem nos queimar vivos o tempo todo. Tudo isso pela falha na comunicação, que é inevitável. E existem muitos exemplos disso, seja um texto mal escrito até uma falha na conexão de internet. As falhas nas comunicações nos matam, e nos perturbam, e nos deixam mal. Mas não deveriam, se soubéssemos lidar com elas, e contorná-las, sem stress. Talvez exageramos em entender alguém ao pé da letra e já discutir, ou em nos chatear quando alguém faz uma crítica sobre algo que não queríamos ter dito. Bom, somos falhos em quase tudo, a não ser em falhar, coisa da qual somos muito bons nesse mundo, talvez os melhores exemplares de "seres experts em errar". O que nos resta é tentar ver a melhor forma de usar os erros para aprender, melhorar, e procurar falhar menos, e todas as coisas que ensinam por aí sobre erros.
A falha na comunicação nos pega em todos os aspectos da vida, até na nossa vida interior, ou seja, no conhecimento de nós mesmos. E essa é a questão principal desse texto falho e ridículo, e talvez o maior motivo de nós sermos tão difusos e confusos no nosso dia-a-dia. O início de todas as falhas pode estar num certo problema de comunicação com alguém específico, que nós erramos constantemente e não atentamos em procurar consertar a comunicação e melhorar a conexão. A maior falha de comunicação de todos os tempos,(sem parecer filosófico ou místico demais) é a falha de comunicação com nós mesmos.
Mas como consertar e melhorar essa comunicação? Sendo que já somos errôneos nisso desde o princípio de nossas vidas? Bom a resposta está em outra pergunta: "Temos procurado saber quem somos? " Aí é que está a causa. A maior falha na comunicação mundial de nossas vidas se dá por não sabermos exato quem somos, pela simples questão de não nos relacionarmos conosco, e de nem nos importarmos conosco como deveríamos. Todos os nossos sonhos, desejos, questões, chateações e importâncias estão voltadas a outras coisas, materiais sem vida, ou então para um "eu" hipotético que não existe de verdade. O fato é que esquecemos quem somos, e isso quebra constantemente todas as outras comunicações externas a nós. Sem a devida comunicação interna, não podemos nos relacionar, compreender e viver num mundo exterior. E só UM alguém que pode fixar essa comunicação, pois conhece exatamente cada um de nós, no mais íntimo que somos. E aí que tudo começa, para o conserto na comunicação, a busca por quem nos fez, o Criador, que conhece profundamente cada um de nós, e sabe como consertar qualquer falha de conexão que existe em nós.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

O Coiso

Vídeo da compania de humor Barbixas, todos os sábados eles apresentam um espetáculo em cartaz "Em Breves", Sábados, às 23:58, Centro de São Paulo.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Recuperação

Não, não estou aqui para escrever sobre aquilo que a gente faz na escola, quando vai mal em alguma matéria, e precisamos fazer uma prova a mais para acertarmos as coisas na nossa vida escolar. O que tenho a dizer é mais profundo, mais igualitário, e uma coisa que todos passamos e vivenciamos, a recuperação. Talvez ela seja, física, emocional, em relacionamentos, em empresas e tantas outras coisas que a cada dia presenciamos e percebemos ou não. Não sei se isso trará efeito a todos, pois muitos são orgulhosos demais para encarar o fato de que precisamos ser reconstruídos diariamente, e a recuperação é a alma desse negócio. Afinal, todos temos medo de recuperação, pois em alguns momentos ela traz dor, e para recuperarmos algo perdido ou destruído, temos que focar e gastar nosso tempo, dinheiro, mente, físico, ou seja lá o que for para recuperarmos nossas coisas.
Começarei contando uma grande história de recuperação, li na revista época e algumas coisas como frases de pessoas que utilizarei aqui. É uma história de alguém que não era nada, não prometia nada, e conseguiu recuperar e ser uma grande pessoa, com grandes feitos e reconhecido mundialmente. O nadador, e hoje recordista mundial de medalhas de ouro em uma olimpíada (7 no total, onde em 6 obteve recordes olímpicos nesse ano, 2008), Michael Phelps, ídolo esportivo na atualidade, e exemplo de que podemos recuperar o que quisermos, se tivermos determinação e atitude. Ao nascer, o médico de Phelps disse à sua mãe que ele teria vários problemas com concentração por causa de seu transtorno de déficit de atenção e sua hiperatividade. Uma pessoa hiperativa não consegue parar e focar em alguma coisa, prejudicando a aprendizagem em todas as áreas. Sendo a natação um esporte de foco, concentração e acima de tudo, dedicação, Michael Phelps seria o último na lista para ser um recordista em natação.
As coisas mudam quando temos dedicação e focamos naquilo que queremos consertar, reconstruir e recuperar. Nas palavras de Phelps, "Talento só não basta, muito trabalho, muita dedicação, é uma combinação de tudo, tentar dormir e se recuperar, armar cada sessão de treino da melhor forma possível e acumular muito treino." Se queremos recuperar algo, devemos ter dedicação para tal acontecimento. Ainda que todos falem que não podemos, que não iremos conseguir ou que iremos tombar no caminho, tropeçar e sair derrotados, devemos persistir, perseverar e continuar, sempre focando e se dedicando na nossa vida.
Assumindo esse desafio, como Michael Phelps assumiu o dele, podemos realmente encarar as coisas de modo diferente. Não sei em qual área da sua vida você precisa de reconstrução, mas encarar os fatos e ficar cara a cara com o desafio é o primeiro passo. Dedicação e foco são tudo. E lembrar que com isso, nada é impossível. Talvez o que falte para nós nos nossos relacionamentos, sejam com pessoas, empresas, família, universidades e escolas, e até mesmo com Deus, principalmente, sejam o foco e a dedicação. Com isso, foco e dedicação, podemos ser muito mais que simples pessoas, podemos ir a um outro patamar, assim como um nadador de orelhas grandes, desengonçado, com problemas de atenção e uma mente cheia de dedicação é hoje para o mundo inteiro, um herói aquático.
demais, e não conseguimos recuperar aquilo que somos, ela está pronto para nos dar a vida eterna e a alegria infinita que nos dá uma nova visão de vida, e faz com que Talvez isso tenha muito a ver com nossa vida, e digo vida com Deus, pois sem Deus ela sequer pode ser chamada de vida. O problema é que temos falta de atenção nisso, somos hiperativosperdemos no nosso relacionamento com o Deus criador dos céus e da terra. Somos agitados demais, não focamos. Sempre queremos sair de lado, cutucar nossos colegas e arranjar infinitas coisas para fazer. Enfim, procuramos tudo, menos passar um tempo focando em Deus. E talvez esse seja o nosso maior problema, e a raíz de sermos tão ajitados correndo de um lado para o outro, mas sem saber realmente para onde ir. A resposta está em Deus! E precisamos focar nele para conseguir! Não importa o quão desatentos somos, podemos vivenciar tudo aquilo que a vida pode oferecer. Deus é o caminho para isso.
Há muitas coisas que precisam ser recuperadas em nós. Sinceramente, eu sou quebrado e preciso de uma recuperação. Às vezes tanto física, quanto emocional, espiritual ou seja lá qual for. E nas muitas vezes que preciso me recuperar, eu encontro o foco, a determinação, e a recuperação de fato em Deus. Somente nele encontro a verdadeira recuperação e alegria. Repouso sobre às asas dEle, e o convido a fazer o mesmo. Se aquietar e aproveitar a criação de Deus, e sua presença solene, alegre e impactante em nossa vida. Aceitar sua graça infinita e gritante, o seu amor obstinado e abundante por nós, é o caminho para a verdadeira recuperação. Todo e qualquer outro processo é secundário.
Todos nós precisamos de recuperação, é claro que em diferentes níveis. Michael Phelps precisou recuperar sua concentração, e tem uma batalha árdua contra isso em todas as competições. Com foco conseguiu superar tudo isso, e ser um recordista mundial, e um campeão em concentração. Um dos técnicos da equipe americana disse sobre ele o seguinte: "Sua capacidade de permanecer focado é impressionante". Focando podemos recuperar tudo. O foco, em Deus é esperar nEle, uma expressão muito utilizada na bíblia. Esperar em Deus, focar na sua vontade, e procurar se concentrar, para de fato se recuperar. Pois Ele tem a capacidade de nos dar a verdadeira recuperação.
"Ele fortalece o cansado e dá vigor ao que está sem forças. Até os jovens se cansam e ficam exaustos, e os moços tropeçam e caem; Mas aqueles que esperam no Senhor renovam as suas forças. Voam alto como águias; correm e não ficam exaustos, andam e não se cansam."
(Isaías 41 : 30 e 31)
Que nossa vida seja de fato uma concentração em Deus. Que recuperemos aquilo que perdemos, e no processo de reconstrução, possamos nos lembrar de quem pode nos auxiliar e nos dar o fôlego, a motivação, a energia e o foco necessário para viver uma vida digna, heróica, verdadeira e significativa no mundo em que nos encontramos. Que Deus possa nos recuperar, com seu imenso poder, e com sua infinita capacidade de amar e se entregar pela gente. Ele foca em nós, concentra em nós todo o seu amor, bondade, graça e misericórdia. E isso o tempo todo! A fonte de todo o foco é Ele. Com isso, nossa recuperação é só uma questão de tempo, paciência e descanso na sombra do grande Salvador.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Reconstrução

Quando estamos sem forças, quando estamos desanimados, quando caímos, e outras ações que fazem nossa vida, nosso mundo desabar, o que fazemos? Ficamos parados diante disso tudo sem saber o que fazer? Diante da destruição em massa que se dá à nossa vida em certos momentos, qual a nossa reação? O que fazemos para nos reerguer, aonde buscamos forças? E porque uma reconstrução é tão dolorosa? Tenho pensado muito sobre isso, e vi e revi algumas histórias, de pessoas que enfrentaram momentos de reconstrução como os que passamos, ou em parte, similares.
A história de uma povo chamado Judeu nos conta que por volta do ano 400 a.C o povo volta de um exílio na Babilônia para a terra natal. O problema é que toda a terra natal estava destruída, sem bulhufas do que havia sido, principalmente a grandiosa cidade de Jerusalém, que teve seus grandiosos muros assolados e totalmente destruídos. A destruição estava presente em toda parte. Nisso vemos que, o povo enfrentava uma fase difícil. Saíram de uma terra onde eram escravos, viviam mal, eram tratados mal, comiam mal, dormiam mal, e nada faziam que não fosse mal. Aí são libertados, e, infelizmente, o infame ditado "alegria de pobre dura pouco" se torna plenamente válido nesta situação. Encontram suas casas assoladas, seus muros queimados e suas terras sem condição de plantio e etc. Foram mandados de volta à uma nação fantasma. Tinham que reconstruir tudo de novo.
É aí que entra na história um pomposo cara chamado Neemias. Nesse exílio ele conseguiu um bico no palácio do Rei da Babilônia, ou Pérsia, como copeiro do rei, o cara que cuidava das bebidas. Neemias tinha uma profissão digna num reino digno e com um salário provavelmente bem tentador. Não haveria razão para se interessar por uma reconstrução enorme de uma terra falida, além de ser muito longe de onde ficava. Só tinha um detalhe, aquela era a sua nação. E foi por amor à pátria e ao povo de Judá que Neemias consegue a permissão do Rei, e o seu alvará para ser como um governador na área. Sempre tem uns caras que acham ruim e tem inveja, no caso de Neemias não foi diferente, mas isso nã o impediu. Ele foi, e foi com vontade.
O problema de querer resolver um problema é ter de enfrentá-lo em todos os seus níveis de percepção, até o mais agudo deles. Neemias sentiu de fato a destruição de sua nação. Só poderia ter tomado o primeiro passo assim. Quando chegou em Jerusalém se deparou com os muros queimados e com certeza isso lhe trouxe muita angústia, porque é o que os problemas trazem. Mas a determinação de Neemias foi maior, e juntou um povo, a nação de Israel, o povo de Deus, para reconstruir e encarar o problema. Reconstruir os muros, se fortificar, fortalecer, e lembrar de quem eles eram, e o porque deles viverem e serem um nação. Neemias fez muito mais do que fustigar uma reconstrução, ele reconstruiu a coragem de um povo e os ligou de novo um ao outro e ao Deus que os fez como nação reconstruindo toda a sua intregridade.
"Então eu lhes disse: Vejam a situação terrível em que estamos: Jerusalém está em ruínas, e suas portas foram destruídas pelo fogo. Venham, vamos reconstruir os muros de Jerusalém, para que não fiquemos mais nesta situação humilhante. Também lhes contei como Deus tinha sido bondoso comigo e o que o rei tinha me dito."
(Neemias 2: 17-18a)
Uma característica marcante em Neemias foi a determinação, o foco, e sempre ter lembrado de Deus, ainda que tudo estivesse na pior para sua nação, ou seja, sua casa. E ele poderia ter simplesmente ignorado o fato de tudo isso estar acontecendo. Estava no bem bom da sua vida, com salário fixo, casa fixa, e benefícios dignos de nobreza. Vivia num palácio! E ainda assim deixou tudo, para coordenar uma obra, para por a mão na massa, para ajudar a sua nação a sua família, sua igreja, sua escola, sua casa. E mais que isso, atingiu pessoas com sua determinação e vontade de acertar as coisas. Simplesmente influenciou todos os que estavam à sua volta, pelo simples fato de ele ter encarado as coisas e ter se disposto a mudar.
Na nossa vida podemos nos sentir em situações parecidas com a de Neemias, como uma família destruída, grupo de amigos destituído de confiança, namoro abalado, igreja jogada de lado, e muitas outras coisas que podem nos fazer se sentir mal. São partes de nós que estão destruídas, arrebentadas e precisando de uma reconstrução. Muitas vezes nós podemos nem nos lembrar delas, e ter a opção de ignorar o fato delas existirem, tal qual Neemias tinha, de ficar trabalhando no bem bom do palácio, fazendo drinques para a socialaite local nas noites mais badaladas da Pérsia. E certamente é uma decisão muito importante abrir mão daquilo que conseguimos em outros lugares, para voltar ao lugar de onde viemos, e reconstruir as coisas.
Ainda depois disso devemos encarar o fato da destruição passada. Encarar que nós estamos, como Neemias se sentiu ao ver os muros de Jerusalém queimados e destroçados, diante de uma situação perdida e totalmente sem esperança. Não podemos esquecer o fato de que Neemias buscou em Deus forças para cada uma de suas decisões. Encarar de fato o problema é o mais importante, porque só assim se tem a dimensão correta. Acho que deve também ser uma forma de Deus nos fazer criar coragem, para uma ação posterior. O ato de encarar os fatos como eles estão, encarar a realidade fria e dura, já é terapêutico. Não escrevo auto-ajuda, mas essa é uma boa tática para um relaxamento e desestresse. Encarando o fato Neemias teve a coragem necessária para realizar a obra que estaria por vir e tomou o pleno conhecimento da dimensão da coisa. Prestando atenção no problema, ele soube todos os detalhes que seriam feitos na reconstrução, algo que serviu como um planejamento estratégico. Assim teve a coragem de buscar ajuda, e a humildade para chamar outros para participar de sua empreitada, com igualdade e senso de nação. Nunca Neemias se mostrou superior, conseguindo assim conquistar um povo, liderar e se mostrar o verdadeiro líder nação para a reconstrução de seu país.
"Eles responderam: Sim, vamos começar a reconstrução". E se encheram de coragem para a realização desse bom projeto"
(Neemias 2 : 18b)

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Pratododia

Hoje você comeu o seu arroz e feijão? Pegou seu prato, com nutrientes, cheio de saúde e sustança, e devorou-o, comeu-o todo, para dar a energia necessária para o seu dia? Tenho certeza que você comeu hoje um bom arroz e feijão, com uma carne e ainda com muita farofa por cima (Eu fiz isso! Adoro farofa, como podem ver), ou então almoçou uma maravilhosa lasanha, ou um gostoso macarrão, acompanhado de um queijinho ralado do bom. Ou ainda comeu sanduiches, lanches, pastéis, rolinhos primavera e outros derivados da magnífica, mas não tão saudável comida pronta, o fast food. Se você que está em falta de comida supimpa (gíria idosa!) com falta de um bom cozinheiro (quer ele seja você, ou sua mãe, ou sua empregada, ou seja quem for), ou seja, você que se encontra com fome, sempre é feliz o momento em que o cheiro quentinho da boa comida se espalha pelo salão de refeições. E isso nos faz ter um belo momento de uma saudável, ou as vezes nem tão saudável comilança.
De fato, não conseguimos viver sem a nossa comida. Seja ela líquida ou sólida, precisamos dela para sobreviver. Sem os nossos nutrientes básicos, que se encontram no que comemos, em quantidades diferentes e cada tipo de comida com nutrientes diferentes, nós não conseguimos ter a energia necessária para andar, falar, cantar, gritar, espernear, escrever, estudar, jogar futebol, praticar outros esportes, ler um texto num blog legal, destruir os organismos ruins que invadem nosso corpo, dar um abraço, ir ao shopping, conversar e tudo o mais que não consegui escrever aqui porque ia ficar muita coisa e você ficaria cansado de tanto ler.
Pois bem, saiba que, nas minhas loucas, mirabolantes, ousadas e muitas vezes incapazes da compreensão normal humana pelo fato de eu ser tão confuso e cheio de teorias, métodos, conclusões e conceitos, cheguei a um fato importante. Nossa mente também precisa de alimento, ou melhor, nossa mente e coração, e o que algumas pessoas chamam de alma também. Um judeu foi para Samaria uma vez, há 2 mil anos, e falou com um mulher sobre uma tal de água viva. Dessa água quem beber nunca mais terá sede, e disse Ele que Ele mesmo era a fonte dessa água viva, e que ela jorrava abundantemente a todo aquele que quisesse o seguir. Alimento para a nossa mente, coração e alma. É isso que tanto falta pra gente!
Pois bem, esse cara é Jesus, é sim, que falamos todo dia. Tem o alimento para tranquilizar e até para a gente viver melhor todo dia. E assim até aproveitar melhor, os nutrientes que comemos todos os dias, porque já diziam antes: "mente sã, corpo são!". Assim, como Jesus falou com aquela mulher, tomemos dessa tal da água viva, que não é nada mais do que a própria fé em Jesus Cristo, e o caminhar nos caminhos do Senhor, criador dos céus e da terra. Bom, pra todo dia o nosso prato do dia seja um boa dose de um relacionamento amoroso, fiel, proveitoso, e genuíno com dono da fonte que jorra água viva.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Uma questão de profundidade

Uma criança lida de modo diferente com essa questão de profundidade. Pra ela é mais simples, analisado de um ponto de vista específico, a piscina. Para ela, com uma profundidade razoável, digamos que tenha 1,20 m e a piscina seja de 40 cm (aquelas que adquirimos em supermercado, com desenhos nas bordas, e lindas e maravilhosas para nossos filhos, primos e amiguinhos e chatíssimas para a gente). Ele não se dará bem para essa profundidade, já passou dessa fase. Cresceu. Agora em uma piscina de 2,40 m ele pode se dar mal, muito mal. Se não souber nadar, ou tiver uma cãibra, irá se afogar, pois a piscina tem o dobro da sua altura. Já dizia o velho ditado: "Água no umbigo, sinal de perigo", assim sendo o umbigo metade da altura aproximadamente, a criança de 1,20 m estará segura numa piscina de míseros 60 cm.
Talvez esse lance de profundidade fale mais alto do que imaginamos. Filosoficamente, nossas vidas devem ter uma certa profundidade para aproveitarmos e sentirmo-nos felizes coma mesma. Há um mega discurso hoje em igrejas, comunidades, universidades e outras instituições contra a superficialidade da vida. Milhares de livros de auto-ajuda e palestras de motivação tentando combater o maior sintoma da superficialidade, a insatisfação. Tudo isso pois alguns de nós não nos contentamos em nada na nossa própria profundidade, e acabamos por nos afogar, vamos além do que podemos suportar, querendo abraçar o mundo e ficando sem ar quando tudo vem à tona. Isso seria uma tentativa de profundidade, mas somente levada dada a superficialidade do sucesso e vontade da nossa própria mente. Outro caso é o escape de alguns de nós a profundidade real. Como se nós, adultos de 1,70 m na média, quiséssemos nadar sempre em piscininhas de mil litros com nem meio metro de água sob nossos pés. É o escape da realidade, o não crescimento, e assim ficamos estagnados, sem significado, e se perguntando porque é que não conseguimos mais nadar naquela maldita piscininha azul.
Mas por que essa questão da profundidade é tão importante para a gente? Por que sempre não estamos satisfeitos com a nossa própria profundidade? Ou queremos nos mostrar mais fundos, inultimente pois nos afogamos, ou então ficamos no rasinho, tentando ser crianças, mas na verdade não tendo nada de criança, porque crianças teriam coragem de nadar no mais fundo, se o mais fundo fosse alcançável para elas. Embora sempre esbarremos no sentido da vida e todas as coisas relacionadas com felicidade, esse sentido está intimamente ligado com a profundidade em que estamos e levamos nossa vida. Qualquer outra explicação é uma inútil tentativa de mudar sua profundidade real.
Então encaremos o fato de que temos uma profundidade própria, e levemos a vida com profundidade, sem sermos superficiais demais, ou tentar ir fundo demais. Nos contentemos com a profundidade que Deus nos oferece. A cada dia, se crescermos um pouco mais na vida, nos relacionamentos, acrescentemos alguns centímetros ao fundo. Essa tal profundidade, tudo isso, foi para figurar um relacionamento com Deus. Tudo não tem sentido sem isso. A profundidade do nosso relacionamento, amizade, com Deus determina a profundidade em que vivemos nossos momentos, aproveitamos nossas férias, degustamos um belo banquete ou nos alegramos com um belo presente. Deus pode nos ajudar e ensinar a nadar mais fundo, e mais fundo a cada dia. Pode nos ajudar a nos relacionar com outros, criar raízes de amizade. Pode nos ajudar a administrar nossos estudos, trabalho e bens que conseguimos. Pode nos fazer mais autênticos, profundos e reais. Cada passo em que nos aprofundamos mais e mais com Deus, nos dá centímetros, metros e até kilometros de profundidade em nossa vida. Talvez precisemos reformar um pouquinho, cavar mais fundo, tirar umas coisas, como terra e encanamentos, refazer paredes, mas sempre aumentando, cada vez mais, nossa linda piscina cheia de vida e significado.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Vôo livre II

Pense em ter liberdade, ou melhor, liberdade total para voar. Como as pessoas que fazem o Base Jumping. Liberdade para simplesmente cair de um lugar imensamente alto, e deixam o ar, o vento, os levar. Caindo de uma grande altura, correndo riscos de bater em qualquer lugar, e o mínimo esforço de mudar a trajetória pode ser fatal. O que deve ser feito é somente deixar que o vento leve, para ter a total liberdade do vôo livre, e assim desfrutar a viagem em harmonia e em segurança. Pensando na nossa vida, como é a proposta do blog, temos esse vôo a fazer. Se deixamos Deus nos carregar, assim como o vento dá forças aos base jumpers, conseguiremos viver uma vida mais íntegra e completa. Desfrutando de tudo o que há para desfrutar. Ao menor sinal de tentarmos controlar as coisas, mudar nossa trajetória ou tomar conta de nossa viagem, podemos cometer erros que podem ser fatais às nossas vidas. Por isso que deixar Deus nos guiar, e aproveitar, criando uma intimidade com Ele, nos faz voar além do que imaginamos. Ir além do que podemos ir, além de nossas próprias forças. Assim quebramos limites, barreiras, desafios e temos o suporte, a amizade, o consolo e apoio do Deus que criou tudo o que há. Assim digo que, com Deus, seguiremos corajosos e firmes, em total liberdade. Seremos livres de fato, com a perspectiva do "Caminho, Verdade e Vida" que nos faz viver como as pessoas nesse vídeo, realizando o Vôo livre.