quarta-feira, 19 de maio de 2010
A Pergunta do Século
quarta-feira, 7 de abril de 2010
O Balão Vermelho
Será que a verdade é algo tão simples que com o passar dos anos nós fomos esquecendo e procurando complicar toda a simplicidade de uma verdade sem segredos? Será que de tudo o que falamos, pensamos e agimos, temos questionado verdades tais como esta apresentada no vídeo. Muitas vezes pode não ser somente a cor de um balão, mas outras coisas mais profundas e ainda tão óbvias quanto aquele balão vermelho. Hoje a maioria das discussões sobre ética, moral e integridade passam pela mesma situação em que se pode ver nesse vídeo. Algumas coisas como a preferência pela vida, o cuidado com o planeta, educação e família passam por muitas opiniões e ações tão diferentes que até podemos nos assustar com isso. Cada um quer ter a sua visão sobre a cor do balão, o seu jeito de ver as coisas. Hoje não se pode falar que existe uma verdade universal senão você é enforcado na próxima esquina sendo acusado de ser intolerante com as minorias. A Verdade, a real Verdade, se tornou um assunto distante e crítico para muitos de nós. Ela perdeu seu foco, seu centro, e com isso perdeu todo o sentido e importância nas nossas vidas.
A mesma coisa acontece em relação à nossa crença ou não em Deus. Vemos por aí tantas pessoas que dizem acreditar em um único Deus, mas no entanto vemos em cada uma delas um Deus diferente, com ações e verdades diferentes umas das outras. E cada uma defende o seu como o melhor, acusando o do outro e muitas vezes até fazendo guerras por isso. Mas se existe um único Deus, esse Deus não seria igual para todos? E o que esse Deus diz e pensa quanto à isso? Será que realmente existe uma única verdade, um único caminho e uma única vida com O único Deus?
"E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará."
João 8 : 32
Essas palavras foram ditas por um homem chamado Jesus. Ele fazia grandes coisas e realizava grandes feitos. São palavras de esperança, de libertação. Acima de tudo essas palavras concluem um convite. Sim, um convite para ver, observar aquilo que esse homem que se diz o filho de Deus faz e pode fazer e um convite a ter uma vida em liberdade. Esse mesmo homem em outro dos seus discursos disse também que Ele era "O Caminho, e A Verdade e a Vida." (João 14 : 6) chamando para si toda a Verdade. Podemos pensar o que quisermos, e viver a vida como quisermos. Pensando que talvez esse balão seja verde, amarelo ou roxo. Mas a verdade sempre será a mesma, imutável, pois ela não está baseada em coisas, ou textos, ou teorias. A Verdade, a real Verdade, com V maiúsculo, está centrada em UMA pessoa. E essa pessoa é o homem que convida todos os outros ao redor para conhecer e desfrutar da verdade que liberta, essa Pessoa é Jesus Cristo. Ele o convida para andar em Seu caminho, conhecer a Verdade e assim viver a Vida em liberdade.
quarta-feira, 24 de março de 2010
segunda-feira, 22 de março de 2010
Você já voou de balão?
Talvez todo mundo que existe nesse mundo já tenha sonhado que estava voando, ou de balão, ou de avião, ou voando como o Peter Pan com aquele pózinho brilhante da Sininho. Bom, todos sonham isso porque realmente deve ser muito legal. Mas, o interessante é que o balão, o avião e todas as coisas que vão "ao infinito e além" foram idealizadas realmente e são parte de nossa vida agora. Assim, agora é possível sair do universo dos sonhos em que voamos para voar de verdade e sentir na pele a sensação de estar a alguns mil metros de altura.
Voltemos a falar de balões. Como nunca voei só imagino como deve ser a sensação, baseado em alguns impulsos e sonhos meus. Porém o mais interessante, particularmente no voo de balão, é o modo como se voa. No balão não se tem muitos controles ou botões, ou manuais e comissários de bordo ou aeromoças. No balão somos simplesmente nós mesmos, e todo o voo pode se tornar até alguma coisa rústica e simples. Lá em cima, na real, não temos todo o controle sobre o balão, e dependemos de um ar, que irá soprar para onde quiser, para nos levar aonde quiser. Podemos tentar nos esquivar, manobrar e procurar aproveitar da melhor maneira o vento para irmos a lugares especiais e chegarmos ao nosso destino. Mas não podemos e nunca iremos conseguir ir contra o vento. E sem vento algum também não conseguiríamos sair do lugar.
Isso me faz pensar muito na minha vida. Eu posso tentar ir para onde quiser, fazer o que eu quiser e procurar o que eu quero a todo momento. Mas minha vida é como um voo de balão. Ela depende de um ar, um ar que sopra para onde quer e faz o que quer, na hora que quer. E é esse ar que me dirige e conduz e não posso dizer de onde ele realmente veio, ou para onde ele vai depois de passar por mim e me levar. Faço porém, o possível para permanecer na corrente desse ar, porque o aproveitando e deixando me levar, conduzo meu balão até o meu real destino, sem desvios, sem escalas fora de mão e sem inseguranças e turbulências desastrosas. Sei que às vezes posso me perder um pouquinho, mas com um pouco de persistência sou pego novamente pela corrente e me acho novamente cercado pelo vento que me levará ao meu destino final.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Os Balões e os Padres

Mas vamos ao que interessa. Por que diaxos coloquei como título "Os balões e os padres? Bom, pra começar, o balão foi primeiramente usado para transportar pessoas aqui no Brasil. Para quem acha que não somos pioneiros de quase nada isso já é uma grande coisa, pois além da aviação, também inventamos o balão! Os ares realmente pertencem aos brasileiros! Quem primeiro utilizou o balão para voar para bem longe e ver as pessoas bem pequinininhas lá de cima foi um jesuíta chamado Bartolomeu de Gusmão. Pode-se dizer que ele foi o pioneiro nas viagens fantásticas e emocionantes de balão, que hoje fazem felizes tantas famílias e crianças que são apaixonadas pelo céu e uma viagem tranquila, lenta e controlada (Para as mães não ficarem desesperadas, não vou contar aqui os desastres já tipos com balões e vou dizer que é uma coisa realmente tranquila, fica entre nós isso).
O tal do tio Gusmão começou a estudar balões em 1703 e fez
alguns voos experimentais e um que ficou conhecido como o mais famoso que foi em Lisboa, onde conseguiu voar 1 Km com o balão e apresentou a fascinante invenção à família real portuguesa. Na época tinha acabado de ser desordenado um Jesuíta brasileiro para ingressar na Companhia de Jesus e ficou conhecido como O Padre Voador. Fez muitas outras coisas importantes que é mais fácil vocês procurarem na Wikipédia do que eu ficar ctrl+C , ctrl+V aqui, ok? No mais, ele foi uma das figuras mais importantes na aeronáutica mundial.O interessante é que em 2008 também chegamos a conhecer (Não de ver porque ninguém conseguiu achar-lo) um outro padre voador. Da cidade de Paranaguá - PR saiu o infeliz padre para o último voo da sua vida. Um voo em que seria levado por balões pela cidade, mas devido a ventos fortes foi levado para o litoral e acabou se perdendo no mar. Os balões foram encontrados, nas praias de florianópolis. Os balões eram de festa, cheios de gás hélio. Realmente não sei se ele se inspirou em seu ancestral sacerdotal Bartolomeu de Gusmão. Provavelmente não.

Se formos pesquisar mais a fundo, dá para achar outros 400 mil malucos que tentaram voar de balão, com gás, com ar quente, com sopro, com pombas, com tudo o que se pode imaginar enfim. Muitos falharam, alguns conseguiram. Me pergunto porque tentaram. Talvez seja pelo fascínio que temos de descobrir o inexplorado, de quebrar recordes, de viajar e fazer coisas que ninguém mais faz. O padre do Balão foi infeliz e isso o levou (ninguém sabe ao certo) à morte. Mas outros como o Gusmão, Santos Dumont e os irmãos Jacques e Joseph Montgolfier (que divulgaram e melhoraram a invenção de Gusmão) foram muito bem sucedidos. Voar sempre foi algo que fascinou a humanidade inteira. O céu, a liberdade que se tem ao estar por cima de tudo, e talvez mais perto de Deus como dizem muitos. Nas altitudes do céu azul que temos, procuramos os nossos corações, procuramos algo que queremos ser, sentido para as nossas vidas. Voar significa estar livre. E se você entendeu a metáfora, voar aqui talvez não seja mesmo ao pé da letra. Voar no céu é o momento em que procuramos o sentido e propósito de nossas vidas, realizando uma viagem de descobrimento, aventura e aprendizado. Alguns são bem sucedidos e outros acabam se perdendo e indo parar numa praia bem distante de onde começaram. Tenho visto muitos que encontraram a real liberdade, você é um deles? Eu estou caminhando, me preparando, viajando e experimentando dessa liberdade. O meu desejo é te encontrar de balão um dia desses comigo. O meu desejo é que você também voe em liberdade.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Prefácio à nova fase
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Um outro mundo
Ultimamente tenho me questionado muito sobre isso. Por que sofremos? Por que coisas ruins acontecem conosco? As coisas não são das melhores aqui, temos fome, aflição, injustiça e tudo o mais. Andamos por muitas vezes perdidos no meio do nada. Semana passada me vi andando sem rumo e sem direção por alguns segundos, simplesmente perdido, por conta de um estado negativo, ou melhor, a falta de felicidade. Sim, essa coisa que damos o nome de felicidade interfere muito quando pensamos nesse outro mundo. E nos dias que se passam a felicidade tem estado tão longe do mundo, não? Aonde é que foi parar esse tal de "Outro Mundo" então?
A resposta é quase que retórica. Na felicidade. Somente com felicidade é que temos a chance de ver de verdade esse outro mundo que se apresenta a nós. O problema é que excluímos tanto a felicidade, a real felicidade, de nossas vidas que dificilmente conseguimos enxergar alguma coisa boa. O segredo é felicidade, independentemente de tristeza ou alegria, mas sim a felicidade que nunca vai embora, que envolve e que nos faz por vezes até um pouco idiotas. Essa é a felicidade que busco, e que irá me fazer perseguir esse outro mundo.
Então estou falando que o "Outro Mundo" existe realmente? Sim! Ele existe e digo mais, ele existe aqui mesmo, e esteve debaixo dos nossos narizes o tempo todo! Na verdade são pistas para algo mais pleno e completo, mas é possível ver e viver sim! É um mundo de esperança, de sonhos, e principalmente, é repleto de uma nova e magnífica visão da realidade. Viver nesse outro mundo muda totalmente o modo como encaramos a realidade de nossas vidas. Quando passo por problemas, quando minha vida desmorona, quando tudo vai muito mal, o que me faz levantar a cabeça e seguir em frente é esse outro mundo. Há uma esperança que nos enche a cada dia e dos dá o fôlego para continuar acreditando. E o interessante é que, independentemente se eu acreditar nele ou não, ele irá continuar existindo e influenciando minha vida.
Engraçado que esse outro mundo não está preso a algum lugar específico ou a momentos e palavras distintas. Ele é livre. Livre para estar no coração das pessoas, e morar ali junto a elas, influenciá-las e ajudar todas elas a viver. Tão livre quanto o canto dos pássaros de manhã, quanto a chuva que vem e vai a hora que quer, quanto o vento que sopra para aonde quer, mas ninguém sabe para aonde ele vai e nem de onde ele veio. É essa liberdade que o faz tão maravilhoso. Nada mais é forte para nos tirar a felicidade quando estamos realmente firmados nesse outro mundo e o vivemos plenamente. O "Outro Mundo" existe com toda força e é tão real quanto cada movimento que fazemos durante o dia. Se o vemos ou não, é uma questão de ótica.
Acredito nesse mundo e sei que muitos outros acreditam também. E é isso que esse mundo novo faz mesmo, une as pessoas que acreditam. Quando converso com pessoas que desejam um mundo melhor e lutam por isso, quando conheço pessoas que têm experiências maravilhosas e reconhecem uma direção em tudo, tudo isso faz parte do outro mundo. Aliás, paremos de o chamar de "Outro Mundo" porque ele na verdade é o mundo real agora. Tão real que o podemos sentir, e perseguir e encontrar isso em outras pessoas.
O que me deixa feliz é que encontro esse mundo dia após dia vivo e flamejante em outras pessoas. Pessoas que têm se mostrado únicas para mim e pessoas as quais não me verei sem jamais. O que nos faz partilhar sonhos e experiências de uma forma tão viva é justamente o laço que nos une, o mundo por trás do mundo. E são pessoas que os sonhos se tornam similares e interessantes, os desejos se assemelham ainda que sejam diversos, o propósito e plano para a vida se torna um só. A partir disso não somos mais pessoas espalhadas aqui ou ali, em universidades, escolas, empresas, escritórios e consultórios. Somos um só, parte do mesmo corpo, do mesmo mundo. Nós que fazemos o nosso mundo existir aqui. Somos como um reino em que cada um de nós se faz um príncipe, uma princesa, um servo, um herói, dançarinas, cantores e cantoras, músicos, atores, médicos, advogados, ferreiros, cartunistas, e enfim, de tudo onde seremos simplesmente iguais, e simplesmente diversos. Nós podemos fazer parte sim desse Mundo Novo, o qual chamo aqui de novo pois é diferente do que nos é apresentado todos os dias pela TV, jornal e etc. A esperança, a felicidade, e principalmente o amor nos unirá. Seremos um Reino, regido por um Rei somente, e viveremos ele em parte aqui na Terra, e em parte no paraíso aonde andaremos com o Rei e viveremos na plenitude dos tempos. O que tentei escrever aqui foi um pouco do que acredito ser a realidade hoje para mim. O que fica é o convite para viver pra valer essa realidade.
sexta-feira, 13 de março de 2009
Lixo
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O interessante é que produzimos lixo, constantemente, e muito! Nossas maiores cidades tem um montante imenso de lixo que não pára de crescer. São Paulo, capital Paulista, já aterra o lixo produzido nas cidades vizinhas, dado à superlotação de lixo nos seus aterros dentro da cidade. É muito lixo! Tudo o que fazemos, comemos, transportamos, adquirimos, consumimos e entre outras coisas produz lixo. Chego assim a uma conclusão simples de que só pelo fato de existirmos no mundo nós já produzimos lixo. Somos máquinas produtoras de lixo ambulantes que trabalham a todo vapor 24 horas por dia sem ligar se estamos fazendo o bem ou o mal com isso. É simplesmente impossível ser diferente. Talvez alguns produzam mais ou menos que outros, mas todos, sem exeção produzem lixo.

O lixo é uma coisa que está atrelada intimamente à nossa natureza. Somos assim e ponto final. Qualquer tentativa de ser diferente ou protestar contra isso seria loucura. O que realmente nos difere uns dos outros é o que fazemos com todo esse lixo que produzimos. Imagine sua casa, e que você produz lixo todos os dias, numa quantidade razoavelmente boa para você não conseguir carregar por você mesmo. O que fazer? É uma questão óbvia, colocar na lixeira. O lixo deve ser jogado fora para que nossas casas fiquem limpas e apresentáveis e o importante é não deixá-lo acumular demais. É isso que nos diferenciará dos demais, se jogamos o nosso lixo fora ou não. E chego a pensar que esse é o ponto crucial da nossa vida, se jogamos ou não nosso lixo fora.

Algumas pessoas deixam tanto lixo acumular em suas casas que não conseguimos nem ver mais a pessoa, só o lixo. E como o lixo é algo tão desprezível e nojento para nós, acabamos por classificar essa pessoa assim, como lixo, erroneamente. Tudo porque o lixo é só o que conseguimos ver. Muitas vezes também a nossa própria vida corrida não nos permite jogar fora o lixo, separar o que é reciclável ou não e limpar a casa frequentemente. É aí que ficamos sujos também, e nunca conseguiremos limpar de fato tudo pelas nossas próprias forças. Caímos no mesmo erro então, não jogar o lixo fora. E o mais perigoso ainda é quando nos olharmos no espelho e só vermos o lixo que deixamos acumular e então considerarmos nós mesmos como lixo, caindo num abismo que só uma coisa extremamente milagrosa poderia
tirar a gente de lá.Como disse, existem dois tipos de pessoas, as que tiram o lixo pra fora e as que não o fazem. O que fazemos com isso é problema nosso, e só nosso. Nosso lixo pertence a nós e cabe a nós e não outras pessoas limpá-lo. E não, não há exeção, TODOS produzem lixo. Se deixam acumular ou não aí é outra questão. Com certeza pelo menos uma vez passaremos por fazes em que deixaremos acumular o lixo e fazes de completa limpeza e leveza, e aprenderemos com a experiência. Porém as vezes não poderemos realizar a limpeza com nossas próprias forças, pois teremos tanta sujeira acumulada que nem todo alvejante do mundo nos limparia. Mas ainda há uma chance que sempre existe de termos de graça uma limpeza total.
terça-feira, 10 de março de 2009
Ainda em Férias!
Mas as férias acabam com certeza...
semana que vem vou escrever sobre alguma coisa...tenho pensado muito em lixo...
agradeço a compreensão.
até
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
A Virada
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Retrospectiva 2008
domingo, 7 de dezembro de 2008
Os dois irmãos
"A história se passa numa segunda-feira chuvosa e muito atípica. Onde dois irmãos se encontram, depois de manhã e tarde de estudos, para um evento que vão todas as segundas, e tradicional futebol da semana. Como é dia de chuva, o irmão mais velho já desanima, pois não vê em todo o seu caminho de volta de onde estava, a possibilidade de aquela chuva parar a tempo de ele e seus amigos se divertirem jogando o mais famoso esporte brasileiro, o futebol. É por isso que vai para casa desacreditado e cético, quanto à possibilidade de uma diversão saudável e eficaz para sua forma e estado físico e também mental.
Ao contrário de seu irmão cético, o irmão mais novo tem atitudes muito diferentes. Quando seu irmão chega em casa, ele já está arrumado para o futebol, pronto para jogar e ir até a quadra para dar um show de bola nos demais. Mas as condições ainda não são favoráveis para ele, pois ainda está chovendo e sem indícios de parar. Os dois irmãos discutem sobre a possibilidade de não haver o futebol, de seus amigos não irem, e de ainda estar chovendo, e, visto que a quadra é aberta, esta estar toda molhada. Depois de muito falar, discutir e teorizar, os dois decidem ir até o local para ver no que dará. O mais velho o tempo todo relutante à possibilidade de ele dar uns dribles e uns passes errados naquele dia.
Pois então chegam ao local. Ainda chovendo. O irmão mais velho dá uma de "aha! eu não disse" e ameaça ir embora, pois não haverá futebol se continuar chovendo. Porém o mais novo em todo tempo permanece fiel à possibilidade de haver a partida de futebol, pois acredita que a chuva vai parar e ainda que a quadra irá ter o devido tempo e condições de secar. Não sei se comentei antes, ou se vou ser repetitivo, mas o irmão mais velho ainda está cético e não acredita em possibilidade nenhuma de haver um futebol.
É então que tudo começa a acontecer rapidamente. A chuva vai parando. Os meninos começam a secar a quadra. Os irmãos discutem. O mais novo diz que vai dar pra jogar e secar a quadra, e o mais velho desacretidado, nem liga, quer ir embora. É aí que a história tem o auge, e que a atenção especial aos fatos é requerida.
- Você já ouviu a parábola dos dois lavradores? - diz o irmão mais novo quando o mais velho fala que está indo embora.
- Não quero saber, eu sei essa parábola, vamos embora.
- Você sabe a história?
- Sei! Não vai dar pra secar toda essa quadra antes que comece a chover de novo! Choveu o dia inteiro, não vai dar pra jogar bola, vamo embora e parar de perder tempo aqui! Os rodos não vão funcionar e nem temos muita gente hoje mesmo, tô indo embora...
- Pois vou contar de novo, é assim: Dois lavradores estão cuidando de uma plantação. Eles estão num período de muita seca, e precisam da umidade trazida pela chuva para conseguir plantar. Um deles se prepara para a chuva, ainda que não se tenha nenhuma atividade de nuvens no céu. O outro não acredita que irá chover e nem prepara a plantação. O resultado é que chove dali uns dias e o lavrador que se preparou colheu bons frutos e conseguiu passar bem a estação da seca, e o outro ficou sem nada.
- Tá e que isso tem a ver com agora? - o irmão mais velho já estava impaciente, cansado e desacreditado. Não preciso nem dizer a palavra cético, preciso?
- Estou me preparando para jogar futebol, e é isso que vou fazer a quadra vai secar. Assim como Deus abençoou o lavrador que se preparou pra chuva, vai abençoar a gente parando a chuva pra gente jogar bola.
O irmão mais velho calou-se no momento, mas ainda permaneceu no seu ceticismo, pois a quadra não tinha secado completamente. Deu que dali uns minutos estavam eles todos, os irmãos, amigos, e novos amigos, agradecendo a Deus por ter parado a chuva e possibilitado a partida de futebol, e principalmente a secagem da quadra. Talvez foi o tapa na cara mais doído no ceticismo do irmão mais velho, que se julgava inteligente e até mais sábio que o mais novo. Foi a prova que não era nada, e não estava preparado para muitas coisas e que existiam ainda outras muitas coisas que ele precisaria aprender e compreender. Seu ceticismo o impedia de se preparar para as coisas, de acreditar, ter esperança."
E é isso que o ceticismo faz conosco mesmo. Nos deixa tão a par e a mercê da razão que não podemos nos dar ao luxo de ter alguma esperança no impossível ou no inimaginável. Tudo é uma questão de dados e fatos e coisas palpáveis. Mas, e se a vida não é assim? E se tudo for muito mais além de tudo isso? Será que o que vemos, sentimos, e temos como padrão de vida é isso mesmo? Nós realmente entendemos o sentido da nossa mera existência? Com o ceticismo não há espaço para estas questões, e sem essas questões as possibilidades de novos caminhos, sonhos a realizar e uma esperança futura são massacradas e dizimadas.
Ok, ok, sei que você deve estar na frente do seu computador talvez dizendo: "quanta bobagem para um texto só, poderia tê-lo dividido em dois"ou "É muita questão profunda sem reposta, essa história não é real, é só figurativa, não tem base real." e milhões de outros pensamentos que não tenho a compreensão, pois não leio mentes! Te peço que releve o que escrevi. E há um porquê. O irmão mais velho, aquele que levou a bofetada da fé de seu irmão, que teve seu ceticismo escancarado e jogado na lama, acreditou mais naquilo que ele mesmo sabia e podia ver, e não naquilo que não podia ver. Não confiou naquilo que estava além de seu conhecimento, e muito ainda além de sua capacidade de realização, mas finalmente aprendeu algo sobre fé. Aprendeu algo relevante, e que o fez parar para refletir e pensar sobre seu ceticismo e sua utilidade realmente nula. Ser céticos nos faz mal, e uma hora ou outra e nos impede de aproveitar algumas coisas que nos são oferecidas e são dádivas de alguém muito maior que nós mesmos. Talvez não entendamos tudo o que nos é passado diariamente, mas uma busca por isso já um grande passo e com certeza é bem sucedida. Realmente o irmão mais velho aprendeu uma boa lição aqui, e a moral da história cada um pode tirar por si só, sintam-se a vontade. Tudo isso aconteceu a algumas semanas, numa segunda feira chuvosa, e o irmão mais velho, meus caros amigos, era eu.
sábado, 29 de novembro de 2008
"Cada um no seu quadrado"

terça-feira, 25 de novembro de 2008
Falha de Comunicação

Mas esse não é o cerne da questão. Todo o primeiro parágrafo foi uma enrolação na comunicação. Foi, digamos, uma distração de pormenores e uma tentativa de encher produtos suínos misturados e colocados em tubos, ou melhor, a popular linguiça. Todo mundo é expert em botar a boca no trombone, falar pelos cotovelos, não fechar a matraca e muitas expressões que dizem simplesmente que falamos demais o que sabemos de menos. Poderia ter falado da história da comunicação e de tudo o mais, e ter feito desta postagem a mais chata, terrível e atormentadora de todas, tanto pela minha flacidez ao falar quanto pela minha estupidez em tentar falar o que não sei e não entendo. Pois bem, vou falar sobre o contrário da comunicação, ou melhor, sobre a falta dela, a falha na comunicação. Não será a postagem com maior conteúdo que terá, mas também não garanto que você irá adorar ou admirar, mas somente leia e não tente entender tudo, pois nem eu entendo. São só palavras ditas por alguém que quer acreditar em alguma coisa, e que crê em algo verdadeiro e relevante, louco e que dá toda a certeza de coisas que não se vêem. Pois bem, aqui vamos nós.
Nunca, mas nunca nessa vida conseguimos passar 100% o que queremos nos comunicar. Nunca somos perfeitos nesse negócio de comunicação. Os duplos sentidos nos matam, as interpretações distorcidas nos perseguem e os críticos querem nos queimar vivos o tempo todo. Tudo isso pela falha na comunicação, que é inevitável. E existem muitos exemplos disso, seja um texto mal escrito até uma falha na conexão de internet. As falhas nas comunicações nos matam, e nos perturbam, e nos deixam mal. Mas não deveriam, se soubéssemos lidar com elas, e contorná-las, sem stress. Talvez exageramos em entender alguém ao pé da letra e já discutir, ou em nos chatear quando alguém faz uma crítica sobre algo que não queríamos ter dito. Bom, somos falhos em quase tudo, a não ser em falhar, coisa da qual somos muito bons nesse mundo, talvez os melhores exemplares de "seres experts em errar". O que nos resta é tentar ver a melhor forma de usar os erros para aprender, melhorar, e procurar falhar menos, e todas as coisas que ensinam por aí sobre erros.
A falha na comunicação nos pega em todos os aspectos da vida, até na nossa vida interior, ou seja, no conhecimento de nós mesmos. E essa é a questão principal desse texto falho e ridículo, e talvez o maior motivo de nós sermos tão difusos e confusos no nosso dia-a-dia. O início de todas as falhas pode estar num certo problema de comunicação com alguém específico, que nós erramos constantemente e não atentamos em procurar consertar a comunicação e melhorar a conexão. A maior falha de comunicação de todos os tempos,(sem parecer filosófico ou místico demais) é a falha de comunicação com nós mesmos.
Mas como consertar e melhorar essa comunicação? Sendo que já somos errôneos nisso desde o princípio de nossas vidas? Bom a resposta está em outra pergunta: "Temos procurado saber quem somos? " Aí é que está a causa. A maior falha na comunicação mundial de nossas vidas se dá por não sabermos exato quem somos, pela simples questão de não nos relacionarmos conosco, e de nem nos importarmos conosco como deveríamos. Todos os nossos sonhos, desejos, questões, chateações e importâncias estão voltadas a outras coisas, materiais sem vida, ou então para um "eu" hipotético que não existe de verdade. O fato é que esquecemos quem somos, e isso quebra constantemente todas as outras comunicações externas a nós. Sem a devida comunicação interna, não podemos nos relacionar, compreender e viver num mundo exterior. E só UM alguém que pode fixar essa comunicação, pois conhece exatamente cada um de nós, no mais íntimo que somos. E aí que tudo começa, para o conserto na comunicação, a busca por quem nos fez, o Criador, que conhece profundamente cada um de nós, e sabe como consertar qualquer falha de conexão que existe em nós.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
O Coiso
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Recuperação
Começarei contando uma grande história de recuperação, li na revista época e algumas coisas como frases de pessoas que utilizarei aqui. É uma história de alguém que não era nada, não prometia nada, e conseguiu recuperar e ser uma grande pessoa, com grandes feitos e reconhecido mundialmente. O nadador, e hoje recordista mundial de medalhas de ouro em uma olimpíada (7 no total, onde em 6 obteve recordes olímpicos nesse ano, 2008), Michael Phelps, ídolo esportivo na atualidade, e exemplo de que podemos recuperar o que quisermos, se tivermos determinação e atitude. Ao nascer, o médico de Phelps disse à sua mãe que ele teria vários problemas com concentração por causa de seu transtorno de déficit de atenção e sua hiperatividade. Uma pessoa hiperativa não consegue parar e focar em alguma coisa, prejudicando a aprendizagem em todas as áreas. Sendo a natação um esporte de foco, concentração e acima de tudo, dedicação, Michael Phelps seria o último na lista para ser um recordista em natação.
As coisas mudam quando temos dedicação e focamos naquilo que queremos consertar, reconstruir e recuperar. Nas palavras de Phelps, "Talento só não basta, muito trabalho, muita dedicação, é uma combinação de tudo, tentar dormir e se recuperar, armar cada sessão de treino da melhor forma possível e acumular muito treino." Se queremos recuperar algo, devemos ter dedicação para tal acontecimento. Ainda que todos falem que não podemos, que não iremos conseguir ou que iremos tombar no caminho, tropeçar e sair derrotados, devemos persistir, perseverar e continuar, sempre focando e se dedicando na nossa vida.
Assumindo esse desafio, como Michael Phelps assumiu o dele, podemos realmente encarar as coisas de modo diferente. Não sei em qual área da sua vida você precisa de reconstrução, mas encarar os fatos e ficar cara a cara com o desafio é o primeiro passo. Dedicação e foco são tudo. E lembrar que com isso, nada é impossível. Talvez o que falte para nós nos nossos relacionamentos, sejam com pessoas, empresas, família, universidades e escolas, e até mesmo com Deus, principalmente, sejam o foco e a dedicação. Com isso, foco e dedicação, podemos ser muito mais que simples pessoas, podemos ir a um outro patamar, assim como um nadador de orelhas grandes, desengonçado, com problemas de atenção e uma mente cheia de dedicação é hoje para o mundo inteiro, um herói aquático.
demais, e não conseguimos recuperar aquilo que somos, ela está pronto para nos dar a vida eterna e a alegria infinita que nos dá uma nova visão de vida, e faz com que Talvez isso tenha muito a ver com nossa vida, e digo vida com Deus, pois sem Deus ela sequer pode ser chamada de vida. O problema é que temos falta de atenção nisso, somos hiperativosperdemos no nosso relacionamento com o Deus criador dos céus e da terra. Somos agitados demais, não focamos. Sempre queremos sair de lado, cutucar nossos colegas e arranjar infinitas coisas para fazer. Enfim, procuramos tudo, menos passar um tempo focando em Deus. E talvez esse seja o nosso maior problema, e a raíz de sermos tão ajitados correndo de um lado para o outro, mas sem saber realmente para onde ir. A resposta está em Deus! E precisamos focar nele para conseguir! Não importa o quão desatentos somos, podemos vivenciar tudo aquilo que a vida pode oferecer. Deus é o caminho para isso.
Há muitas coisas que precisam ser recuperadas em nós. Sinceramente, eu sou quebrado e preciso de uma recuperação. Às vezes tanto física, quanto emocional, espiritual ou seja lá qual for. E nas muitas vezes que preciso me recuperar, eu encontro o foco, a determinação, e a recuperação de fato em Deus. Somente nele encontro a verdadeira recuperação e alegria. Repouso sobre às asas dEle, e o convido a fazer o mesmo. Se aquietar e aproveitar a criação de Deus, e sua presença solene, alegre e impactante em nossa vida. Aceitar sua graça infinita e gritante, o seu amor obstinado e abundante por nós, é o caminho para a verdadeira recuperação. Todo e qualquer outro processo é secundário.
Todos nós precisamos de recuperação, é claro que em diferentes níveis. Michael Phelps precisou recuperar sua concentração, e tem uma batalha árdua contra isso em todas as competições. Com foco conseguiu superar tudo isso, e ser um recordista mundial, e um campeão em concentração. Um dos técnicos da equipe americana disse sobre ele o seguinte: "Sua capacidade de permanecer focado é impressionante". Focando podemos recuperar tudo. O foco, em Deus é esperar nEle, uma expressão muito utilizada na bíblia. Esperar em Deus, focar na sua vontade, e procurar se concentrar, para de fato se recuperar. Pois Ele tem a capacidade de nos dar a verdadeira recuperação.
"Ele fortalece o cansado e dá vigor ao que está sem forças. Até os jovens se cansam e ficam exaustos, e os moços tropeçam e caem; Mas aqueles que esperam no Senhor renovam as suas forças. Voam alto como águias; correm e não ficam exaustos, andam e não se cansam."Que nossa vida seja de fato uma concentração em Deus. Que recuperemos aquilo que perdemos, e no processo de reconstrução, possamos nos lembrar de quem pode nos auxiliar e nos dar o fôlego, a motivação, a energia e o foco necessário para viver uma vida digna, heróica, verdadeira e significativa no mundo em que nos encontramos. Que Deus possa nos recuperar, com seu imenso poder, e com sua infinita capacidade de amar e se entregar pela gente. Ele foca em nós, concentra em nós todo o seu amor, bondade, graça e misericórdia. E isso o tempo todo! A fonte de todo o foco é Ele. Com isso, nossa recuperação é só uma questão de tempo, paciência e descanso na sombra do grande Salvador.
(Isaías 41 : 30 e 31)
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Reconstrução
A história de uma povo chamado Judeu nos conta que por volta do ano 400 a.C o povo volta de um exílio na Babilônia para a terra natal. O problema é que toda a terra natal estava destruída, sem bulhufas do que havia sido, principalmente a grandiosa cidade de Jerusalém, que teve seus grandiosos muros assolados e totalmente destruídos. A destruição estava presente em toda parte. Nisso vemos que, o povo enfrentava uma fase difícil. Saíram de uma terra onde eram escravos, viviam mal, eram tratados mal, comiam mal, dormiam mal, e nada faziam que não fosse mal. Aí são libertados, e, infelizmente, o infame ditado "alegria de pobre dura pouco" se torna plenamente válido nesta situação. Encontram suas casas assoladas, seus muros queimados e suas terras sem condição de plantio e etc. Foram mandados de volta à uma nação fantasma. Tinham que reconstruir tudo de novo.
É aí que entra na história um pomposo cara chamado Neemias. Nesse exílio ele conseguiu um bico no palácio do Rei da Babilônia, ou Pérsia, como copeiro do rei, o cara que cuidava das bebidas. Neemias tinha uma profissão digna num reino digno e com um salário provavelmente bem tentador. Não haveria razão para se interessar por uma reconstrução enorme de uma terra falida, além de ser muito longe de onde ficava. Só tinha um detalhe, aquela era a sua nação. E foi por amor à pátria e ao povo de Judá que Neemias consegue a permissão do Rei, e o seu alvará para ser como um governador na área. Sempre tem uns caras que acham ruim e tem inveja, no caso de Neemias não foi diferente, mas isso nã o impediu. Ele foi, e foi com vontade.
O problema de querer resolver um problema é ter de enfrentá-lo em todos os seus níveis de percepção, até o mais agudo deles. Neemias sentiu de fato a destruição de sua nação. Só poderia ter tomado o primeiro passo assim. Quando chegou em Jerusalém se deparou com os muros queimados e com certeza isso lhe trouxe muita angústia, porque é o que os problemas trazem. Mas a determinação de Neemias foi maior, e juntou um povo, a nação de Israel, o povo de Deus, para reconstruir e encarar o problema. Reconstruir os muros, se fortificar, fortalecer, e lembrar de quem eles eram, e o porque deles viverem e serem um nação. Neemias fez muito mais do que fustigar uma reconstrução, ele reconstruiu a coragem de um povo e os ligou de novo um ao outro e ao Deus que os fez como nação reconstruindo toda a sua intregridade.
"Então eu lhes disse: Vejam a situação terrível em que estamos: Jerusalém está em ruínas, e suas portas foram destruídas pelo fogo. Venham, vamos reconstruir os muros de Jerusalém, para que não fiquemos mais nesta situação humilhante. Também lhes contei como Deus tinha sido bondoso comigo e o que o rei tinha me dito."Uma característica marcante em Neemias foi a determinação, o foco, e sempre ter lembrado de Deus, ainda que tudo estivesse na pior para sua nação, ou seja, sua casa. E ele poderia ter simplesmente ignorado o fato de tudo isso estar acontecendo. Estava no bem bom da sua vida, com salário fixo, casa fixa, e benefícios dignos de nobreza. Vivia num palácio! E ainda assim deixou tudo, para coordenar uma obra, para por a mão na massa, para ajudar a sua nação a sua família, sua igreja, sua escola, sua casa. E mais que isso, atingiu pessoas com sua determinação e vontade de acertar as coisas. Simplesmente influenciou todos os que estavam à sua volta, pelo simples fato de ele ter encarado as coisas e ter se disposto a mudar.
(Neemias 2: 17-18a)
Na nossa vida podemos nos sentir em situações parecidas com a de Neemias, como uma família destruída, grupo de amigos destituído de confiança, namoro abalado, igreja jogada de lado, e muitas outras coisas que podem nos fazer se sentir mal. São partes de nós que estão destruídas, arrebentadas e precisando de uma reconstrução. Muitas vezes nós podemos nem nos lembrar delas, e ter a opção de ignorar o fato delas existirem, tal qual Neemias tinha, de ficar trabalhando no bem bom do palácio, fazendo drinques para a socialaite local nas noites mais badaladas da Pérsia. E certamente é uma decisão muito importante abrir mão daquilo que conseguimos em outros lugares, para voltar ao lugar de onde viemos, e reconstruir as coisas.
Ainda depois disso devemos encarar o fato da destruição passada. Encarar que nós estamos, como Neemias se sentiu ao ver os muros de Jerusalém queimados e destroçados, diante de uma situação perdida e totalmente sem esperança. Não podemos esquecer o fato de que Neemias buscou em Deus forças para cada uma de suas decisões. Encarar de fato o problema é o mais importante, porque só assim se tem a dimensão correta. Acho que deve também ser uma forma de Deus nos fazer criar coragem, para uma ação posterior. O ato de encarar os fatos como eles estão, encarar a realidade fria e dura, já é terapêutico. Não escrevo auto-ajuda, mas essa é uma boa tática para um relaxamento e desestresse. Encarando o fato Neemias teve a coragem necessária para realizar a obra que estaria por vir e tomou o pleno conhecimento da dimensão da coisa. Prestando atenção no problema, ele soube todos os detalhes que seriam feitos na reconstrução, algo que serviu como um planejamento estratégico. Assim teve a coragem de buscar ajuda, e a humildade para chamar outros para participar de sua empreitada, com igualdade e senso de nação. Nunca Neemias se mostrou superior, conseguindo assim conquistar um povo, liderar e se mostrar o verdadeiro líder nação para a reconstrução de seu país.
"Eles responderam: Sim, vamos começar a reconstrução". E se encheram de coragem para a realização desse bom projeto"
(Neemias 2 : 18b)
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Pratododia
De fato, não conseguimos viver sem a nossa comida. Seja ela líquida ou sólida, precisamos dela para sobreviver. Sem os nossos nutrientes básicos, que se encontram no que comemos, em quantidades diferentes e cada tipo de comida com nutrientes diferentes, nós não conseguimos ter a energia necessária para andar, falar, cantar, gritar, espernear, escrever, estudar, jogar futebol, praticar outros esportes, ler um texto num blog legal, destruir os organismos ruins que invadem nosso corpo, dar um abraço, ir ao shopping, conversar e tudo o mais que não consegui escrever aqui porque ia ficar muita coisa e você ficaria cansado de tanto ler.
Pois bem, saiba que, nas minhas loucas, mirabolantes, ousadas e muitas vezes incapazes da compreensão normal humana pelo fato de eu ser tão confuso e cheio de teorias, métodos, conclusões e conceitos, cheguei a um fato importante. Nossa mente também precisa de alimento, ou melhor, nossa mente e coração, e o que algumas pessoas chamam de alma também. Um judeu foi para Samaria uma vez, há 2 mil anos, e falou com um mulher sobre uma tal de água viva. Dessa água quem beber nunca mais terá sede, e disse Ele que Ele mesmo era a fonte dessa água viva, e que ela jorrava abundantemente a todo aquele que quisesse o seguir. Alimento para a nossa mente, coração e alma. É isso que tanto falta pra gente!
Pois bem, esse cara é Jesus, é sim, que falamos todo dia. Tem o alimento para tranquilizar e até para a gente viver melhor todo dia. E assim até aproveitar melhor, os nutrientes que comemos todos os dias, porque já diziam antes: "mente sã, corpo são!". Assim, como Jesus falou com aquela mulher, tomemos dessa tal da água viva, que não é nada mais do que a própria fé em Jesus Cristo, e o caminhar nos caminhos do Senhor, criador dos céus e da terra. Bom, pra todo dia o nosso prato do dia seja um boa dose de um relacionamento amoroso, fiel, proveitoso, e genuíno com dono da fonte que jorra água viva.
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Uma questão de profundidade
Talvez esse lance de profundidade fale mais alto do que imaginamos. Filosoficamente, nossas vidas devem ter uma certa profundidade para aproveitarmos e sentirmo-nos felizes coma mesma. Há um mega discurso hoje em igrejas, comunidades, universidades e outras instituições contra a superficialidade da vida. Milhares de livros de auto-ajuda e palestras de motivação tentando combater o maior sintoma da superficialidade, a insatisfação. Tudo isso pois alguns de nós não nos contentamos em nada na nossa própria profundidade, e acabamos por nos afogar, vamos além do que podemos suportar, querendo abraçar o mundo e ficando sem ar quando tudo vem à tona. Isso seria uma tentativa de profundidade, mas somente levada dada a superficialidade do sucesso e vontade da nossa própria mente. Outro caso é o escape de alguns de nós a profundidade real. Como se nós, adultos de 1,70 m na média, quiséssemos nadar sempre em piscininhas de mil litros com nem meio metro de água sob nossos pés. É o escape da realidade, o não crescimento, e assim ficamos estagnados, sem significado, e se perguntando porque é que não conseguimos mais nadar naquela maldita piscininha azul.
Mas por que essa questão da profundidade é tão importante para a gente? Por que sempre não estamos satisfeitos com a nossa própria profundidade? Ou queremos nos mostrar mais fundos, inultimente pois nos afogamos, ou então ficamos no rasinho, tentando ser crianças, mas na verdade não tendo nada de criança, porque crianças teriam coragem de nadar no mais fundo, se o mais fundo fosse alcançável para elas. Embora sempre esbarremos no sentido da vida e todas as coisas relacionadas com felicidade, esse sentido está intimamente ligado com a profundidade em que estamos e levamos nossa vida. Qualquer outra explicação é uma inútil tentativa de mudar sua profundidade real.
Então encaremos o fato de que temos uma profundidade própria, e levemos a vida com profundidade, sem sermos superficiais demais, ou tentar ir fundo demais. Nos contentemos com a profundidade que Deus nos oferece. A cada dia, se crescermos um pouco mais na vida, nos relacionamentos, acrescentemos alguns centímetros ao fundo. Essa tal profundidade, tudo isso, foi para figurar um relacionamento com Deus. Tudo não tem sentido sem isso. A profundidade do nosso relacionamento, amizade, com Deus determina a profundidade em que vivemos nossos momentos, aproveitamos nossas férias, degustamos um belo banquete ou nos alegramos com um belo presente. Deus pode nos ajudar e ensinar a nadar mais fundo, e mais fundo a cada dia. Pode nos ajudar a nos relacionar com outros, criar raízes de amizade. Pode nos ajudar a administrar nossos estudos, trabalho e bens que conseguimos. Pode nos fazer mais autênticos, profundos e reais. Cada passo em que nos aprofundamos mais e mais com Deus, nos dá centímetros, metros e até kilometros de profundidade em nossa vida. Talvez precisemos reformar um pouquinho, cavar mais fundo, tirar umas coisas, como terra e encanamentos, refazer paredes, mas sempre aumentando, cada vez mais, nossa linda piscina cheia de vida e significado.