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quinta-feira, 10 de abril de 2008

Farofa

Hoje comi, no meu querido conforto de casa, um grande prato de arroz e feijão com picanha de panela e farofa. Detalhe que, amo farofa. A farofa dá um gosto especial às coisas, seu sabor é admirável, e espontâneo, além de que é incomparável e muito suculenta. Os pratos, com a adição de farofa, ficam muito mais gostosos e saborosos. Não consigo resistir a uma boa farofa, ainda mais, desculpa a propaganda, se for da Yoki.
A farofa é formada por vários grão de cerais diversos ou coisas moídas, e dependendo da sua fabricação tem um sabor e textura diferente. Minha preferida é a farofa de mandioca. Muita gente adiciona algumas coisas à farofa, como uvas passas, bacons, vegetais e outros que dão um toque especial a coisa. Prefiro ela pura mesmo misturada em boa quantidade com meu feijão e arroz.
Coisas boas podem ser formadas com farofa, como o Tutu de feijão, ou viradinho, que é muito bom. Há diversos pratos e maneiras de se aproveitar a farofa, pois ela, consegue solidificar e formar uma pasta com os líquidos, engrossando o caldo do feijão por exemplo, entre outras funções culinárias que não são interessantes o suficiente para serem faladas, mas somente para serem saboreadas. A farofa se mistura com os componentes, e se enfia no meio dos grãos, nos vãos das carnes, no caldinho do feijão, e em todo lugar que houver um espacinho para ela se enfiar. Que ousadia essa a da farofa. O resultado é uma explosão magnífica de sabor.
Há também, com o uso da palavra, os farofeiros. Não tem nada a ver com a farofa em si, mas com a palavra somente, e ainda bem, pois iriam sujar o nome tão belo da farofa. Farofeiros são aqueles que chegam sem avisar, gastam tudo, sem ligar para nada, sujam, aproveitam e usurpam cada milímetro do lugar, geralmente a praia. Eles não são bem vindos, nem vistos com bons olhos. Na verdade são muitas vezes chingados. Ninguém gosta deles, talvez nem eles mesmos. O problema com eles é que não ligam para os outros, somente para a sua própria farofa. Que grande deturpação e distorção da beleza que é comer a farofa!
Parando com o momento Ana Maria Braga do texto, terei de falar algo de útil aqui. Minha mente totalmente viajada, no bom sentido, e louca, desmiolada e alucinada, tem pensado algumas coisas sobre a farofa. Coisas que são relevantes, comparações, e até indagações sobre temas um pouco mais complexos do que cereais moídos em pequenos grãos deliciosos. A farofa tem um tempero, como disse antes, dá um gosto especial para a vida.
Se compararmos a farofa com a realidade do Reino, veremos que Nosso Pai é a fonte de toda farofa. Sendo assim, nós também temos que difundir essa farofa ao redor do mundo. E também teremos que ser farofa para as pessoas, principalmente as como eu que são apaixonadas pela coisa. Essa é uma comparação básica ao versículo que nos compara com o Sal da Terra. Nas propriedades da farofa, devemos saborear a vida, dar um toque especial, e solidificar aquilo que está solto e sem forma, dar consistência ao que não possui consistência. Dando o gostinho especial da farofa, que faz a comida ficar irresistível e altamente nutritiva. Bom, sendo assim, como farofa, difundiremos Deus, e sendo como Ele é, e mostrando dEle pra outros, temperaremos nossas vidas com o amor de Deus que é fonte de toda Vida.
Há o outro aspecto da farofa que é o de se enfiar nos lugares. A farofa se espalha, e é isso o que permite ela tornar a comida tão saborosa. Então, se nos espalharmos, formos aos lugares, e realmente procurarmos responder ao chamado de Deus de sermos Filhos, seremos farofa e temperaremos a vida de outras pessoas com isso, ajudando os outros com o amor de Deus. O importante é que para isso devemos ter Deus em nossas vidas, e devemos nos entregar a Ele, para sermos moídos e processados devidamente, até nos tornar-mos verdadeiras farofas. Muito interessante isso.
Há alguns pontos ruins nisso, o exagero da farofa, quando mal medida, pode secar a comida. Portanto, não podemos querer ser farofa em excesso, mas deixar Deus medir isso. Deixar Ele controlar as coisas, a quantidade, e todo o processo que nos envolve com a vida das pessoas e do mundo. Ser Sal, luz ou farofa depende da nossa vontade de seguir a Deus, encontrar sua vontade e se agarrar ao que Ele quer. Com muita farofa mal medida, a comida fica extremamente seca, e sem gosto. Com uma abundância de boa medidas de farofa, vindas da fonte de toda farofa, nada fica com gosto ruim, o sabor é garantido assim como a nutrição que Ele nos proporciona.
Cuidado com os farofeiros. Esses que dizem estar em nome da farofa. Na verdade só querem saber deles mesmos, e não respeitam nada. Em vez de serem farofas para os outros, ou querem guardar a farofa para si mesmos (o que não conseguem, visto que a farofa só é existente quando divida com os outros), ou produzem uma falsa farofa, segundo sua sabedoria falsa, que na verdade é veneno. Farofeiros existem aos montes por aí, mas ao contrário dos citados anteriormente, estes estão mascarados e escondidos, e as pessoas ainda não os reconhecem, muito menos reconhecem suas bandidagens. Há muitos tentando falar em nome do Reino, mas na verdade falam por si mesmos, e levam pessoas a um caminho longe de Deus e da fonte de vida.
Deus quer que falemos no Seu nome, que pode dar vida para todos, quer que sejamos como Ele, e a medida que temos um relacionamento com Ele, poderemos com mais eficiência fazer o que Ele quer que façamos. A comparação com a farofa é só mais uma, dentre as muitas possíveis que podem existir para mostrar figurativamente o que Deus faz conosco quando nos aproximamos dEle. Deus nos faz semelhantes a Ele e assim capazes de difundir Seu nome entre as nações. Somente seu nome é bom, e unicamente capaz de nos tornar pessoas melhores, e com a paz. A Terra precisa de Deus, nós devemos fazer esse trabalho, com a liderança do único Deus. Portanto, é que loucamente anuncio também a verdade que está somente em Jesus Cristo ressuscitado, o Deus verdadeiro. E que nosso Pai dê a capacidade necessária para isso, afinal Ele é a fonte de toda boa, saborosa, e inigualável farofa.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Deus e as bicicletas


Hoje estava lembrando como é bom andar de bicicleta. E lembrei de como se aprende a andar, primeiro com rodinhas na roda traseira, que não deixam a gente pencar para os lados e cair. Aos passos que vamos ficando bom no negócio, nossos pais tiram as rodinhas e nos deixam livres, leves e soltos pelo jardim ou quintal da casa. Os pais são muito importantes nesse processo, os famosos empurrãozinhos são extremamente necessários para se aprender a andar de bicicleta.
É interessante o fato de como isso se assemelha ao relacionamento com Deus. (Não, não é quando Deus ensina a gente a andar de bicicleta!) Podemos perceber que, Deus nos ensina a forma de se relacionar com ele, de amarmos ele. E, quando temos o primeiro contato com Ele, ainda estamos imaturos, inseguros, ou seja, andando com rodinhas de apoio. Assim Ele nos ensina a verdadeira maneira de viver para o adorar e amar, o respeitar e temer, e assim poder chamá-lo de Aba(Pai), Senhor, e acima de tudo, amigo. Aos poucos Deus nos vai testando e dando uns empurrãozinhos na vida, para aprendermos a andar sem os apoios, nos firmarmos na fé, e então, nos tornarmos verdadeiros Filhos do Deus único. Quando verdadeiramente nos firmamos na Salvação, que é de graça, aprendemos a andar com Deus e viver melhor a vida, e a passar isso para outros.
Aprender andar de bicicleta não é tão simples, talvez seja mais fácil para alguns, mais difícil para outros, mas como dizem, quando se aprende, nunca mais se esquece. Ao aprender como andar de bicicleta, por mais fácil ou difícil que seja, nós nunca mais esquecemos. Podemos passar um tempo sem andar, distantes da bicicleta, mas nunca esquecemos como andar, pois quando, novamente, voltamos à bicicleta, ainda sabemos exatamente o que fazer e como fazer, e saímos andando alegremente pela rua. E detalhe, durante o processo de aprendizagem, há muitos tombos, afinal, sem tombos não se aprende, pois sem erros, não dá para aprender a viver, ou a andar de bicicleta. Alguns dizem que quedas são essenciais para o aprendizado e não adianta tentar evitá-las, eu sou um dos adeptos à essa teoria.
Andar de bicicleta é muito bom. E na minha opinião, o relacionamento com Deus tem muita coisa a ver. Afinal, quantos de nós nos afastamos de Deus, mas quando voltamos à Ele somos recebidos alegremente, e não nos esquecemos de como Ele nos fala e como Ele nos ama? Porém existem muitos ainda que só andam de rodinhas , nunca as tirando, sempre se apoiando em doutrinas, religiosismo, medo, insegurança e tradição, deixando somente para se apoiar em outras coisas, em vez de ter um relacionamento real com Deus, sem intermediários ou distorções. Felizmente, há muitos que praticam o ciclismo divino diariamente, têm a verdadeira noção de como é o relacionamento com Deus, e o têm como Pai, Senhor e amigo, que supre todas as suas necessidades. Pessoas que sabem como viver aproveitando o melhor da vida, e vivendo ao máximo, expandindo seus limites e vivendo para Deus, com Deus e por Deus. É por isso que eu acho que a gente deve procurar andar mais de bicicleta.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Socorro! Os Fariseus voltaram!

Bom, lá estava eu em mais um show cristão. Esmigalhado na platéia, cheia de gente, esmagado em uma área VIP, que estava lotada de gente, e nem comida tinha. A situação hipotética real que irei apresentar aqui é constantemente vivida por aqueles que gostam de shows de bandas cristãs, ou cultos mais "avivados". Então continuemos.
Os portões já demoraram para abrir, duas horas de atraso, como sempre. Não sei porque, mas eventos que se dizem "evangélicos" sempre demoram muito mais do que qualquer outro, talvez por falta de organização, ou como eles gostam de dizer: "É o Diabo tentando destruir o povo de Deus!". Acontece que estava demorando muito, mas muito mesmo, a platéia até já gritava "começa, começa" para o típico apresentador/enrolador do evento. Foi então que algum sinal de um início se mostrou.
Um homem subiu ao palco, com as mãos voltadas para a platéia, seus olhos estavam fechados e sua boca se mexia de forma estranha, parecia estar orando. Foi dado ao indivíduo um microfone, e o homem demonstrou vontade de falar. Um típico boa noite bem animado de começo, e algumas explicações de atraso. Ele resolveu orar com a galera presente, vou tentar colocar o que ele falou: "Senhor Deus, pai e todo poderoso, ahshsaneihaeiurha salamaleico waikiki titikaka, que todos possam aproveitar sua chuva santa Senhor, teu fogo arrebatador Senhor, que o Senhor venha até nós hoje aqui, que nosso louvor faça Senhor Tua presença santa Senhor se fazer em nós hoje aqui Senhor, por que Senhor nós pedimos e temos poder, Senhor. Hajeouhraeutg, ameoihroaet! Gutosadjaerakep! Senhor aehufhaifu! Que o Diabo possa ser destruído com o nosso clamor, e que ele trema diante de nós!! Slsaejiufncarsp, stradivarius, rocky, jurubebam aeaeygriaeraoeijra waikiki wakiki, titikaka titikaka, Amém!"
Meu espanto foi tanto que fiquei perplexo por quase o restante do show. E se achei muito, ele dizer que a gente teria algum poder para fazer o Diabo ser destruído, coisa que Deus somente fará, e isso já está escrito. A presença de Deus já estava lá, e não por causa do nosso louvor que ela se "move", porque ela é constante, e está em todo lugar, até aonde eu sei, pelo menos nosso Deus é onipresente, e imutável também. Também não temos nenhum poder, e línguas, na boa, ninguém entende, porque falá-las então? Não havia ninguém ali para interpretar, sabe-se lá o que o "sacerdote" falou.
Engraçado que toda o multidão foi a loucura com a "oração", gritos pra todos os lados, "glórias" "aleluias" , e todo tipo de crentês foi falado nesses segundos de amém. Após isso o homem pediu palmas para Jesus, dizendo que este as receberia com orgulho. Fico em dúvida se ele estava pedindo palmas para ele mesmo, por achar bonito, ou por simples fato de todo mundo fazer isso. Ao todo naquela noite foram 82 paradas para palmas para Jesus. E a multidão enlouquecia, gritava, e chorava. O pregador tinha a multidão, conquistou-a. Agora, qualquer coisa que ele pedisse ali para eles eles iriam fazer. Não duvido que se ele desse uma boa justificativa, tipo "O Senhor me disse em uma visão" para todos pularem de uma ponte no dia seguinte para "glória do Senhor" a coisa iria acontecer.
Ele me fez lembrar de episódios bíblicos quais pessoas faziam o mesmo com multidões, as levavam a loucura, e controlavam, faziam o que queriam, segundo o seu interesse, quer espiritual, comercial, financeiro, político e até bélico. Credo!. Estes eram os Fariseus, sacerdotes do templo, líderes espirituais da época de Jesus, que viviam de uma maneira segundo o seu próprio coração. E forjavam doutrinas e interpretações, criando leis para o povo seguir, afim de dominá-los, sempre justificando tudo como a vontade de Deus. Ignoravam a Fé que pensa, afinal somos chamados para amar a Deus de toda alma, coração E entendimento. Faziam as pessoas esquecerem de pensar sobre Deus, com tantas leis inúteis que atrapalhavam a comunhão das pessoas com o Todo poderoso. Foi um deles, que levou a multidão a libertar Barrabás e deixar Jesus Cristo para ser crucificado. Eram hipócritas e o alvo constante de Jesus para admoestações e sermões. Não viviam aquilo que realmente estava escrito na palavra de Deus, viviam uma mentira, e faziam dela uma realidade para a dominação do povo.
Triste descobrir que, após mais de 2000 anos, essa classe, religião ou politicagem volta à tona, e com muita força. É comum ver pessoas sendo levadas por sacerdotes hoje em dia, sem sequer questionar biblicamente as doutrinas apresentadas. Nos é apresentada um religião superficial, cheia de regras, mas sem nenhuma profundidade. A prosperidade, restituição, falação em línguas toda hora, vida alienada socialmente, salvação por obras, venda de indulgências e dízimos ($$) exorbitantes, e tantas outras doutrinas que não condizem à realidade bíblica e aos evangelhos principalmente. Os líderes que se dizem proclamadores do evangelho só falam de fogo, chuva de Deus, arca da aliança, santo dos santos, e muitos outros que só são encontrados no Antigo Testamento e que, na sua maioria, já foram esquecidos ou redoutrinados (Dado a real visão de Deus, não aquela imposta pelos fariseus) com a vinda de Jesus. Esquecem de falar da real salvação pela graça e do evangelho de Deus, que veio para buscar e salvar o perdido. Há muitas máscaras como essa hoje na religião nacional, que me fazem dizer: Socorro! Os Fariseus voltaram!