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quarta-feira, 19 de maio de 2010

A Pergunta do Século

Nós, pessoas do modo geral (Se você é um animal não tem problema, falo com você no próximo post tudo bem?), homem ou mulher gostamos de perguntar as coisas. Gostamos de saber, somos curiosos e xeretas em até alguns casos. Quem nunca fez uma pergunta? Diziam que Einstein foi um menino curioso, e se tornou por causa da sua curiosidade um dos maiores cientistas que já existiram. Por que queremos saber tanto? Descobrir as coisas, investigar, explorar e sair por aí conhecendo pessoas, lugares, teorias e verdades e mentiras. Parece algo que está grudado ao nosso cheiro e à nossa pele.
É por isso que hoje quero deixar apenas uma pergunta, que possivelmente pode ter a ver com o parágrafo anterior, ou não. Essa pergunta é direcionada a todos, todos os que querem descobrir as coisas, talvez por curiosidade, ou não. Então meu amigo ou amiga, ela é para vocês. Seja você alto, magro, baixo ou gordo. Seja homem, mulher, indefinido, criança ou jovem ou adulto, ou nenhum desses. Seja você pai de primeira viagem ou alguém que nunca queira ter um filho. Seja você uma mãe que vive pelo seu filho e sofre por ele estar longe, ou uma mãe que tem aturar as traquinagens (gíria de vó) do moleque que corre pela casa derrubando tudo o que vê fingindo que é o Naruto ou qualquer um desses desenho japoneses que estão em febre, ou o Ben 10.

Sim sim, a pergunta é para você tio, tia, sobrinho ou sobrinha, primo ou prima, casado ou solteiro. Namorado, ficante ou namorix. Seja você que está morrendo por amor, enamorado ou então com muito ódio de alguém. Seja você que é mais quieto, ou então você que gosta de falar e não cala essa matraca, deve estar falando enquanto lê isso. Para você que só estuda e rala todo dia, ou então não estuda apesar de ter que "estudar". seja você um trabalhador rural, empresarial, artístico ou nada que essas classificações de hoje classifiquem, é para você a pergunta! Seja corinthiano, a nação mais linda do país, ou torcedor de outros times que jogam no Brasil, outros que nem se comparam ao poderoso timão (Falo mesmo, que me chinguem os São Paulinos, Palmeirenses e outros que não gostam do Corinthians.). Vocês que podem ser religiosos, ir à missa/culto/reunião/ que seja, ou que não querem essas coisas.
É para todos vocês, e eu sei que todos vocês com certeza procuram alguma coisa. E sem mais enrolações aqui vai a pergunta:

Se houvesse uma ferramenta que pudesse te dar todas as respostas você usaria, NÃO USARIA?

segunda-feira, 22 de março de 2010

Você já voou de balão?

É, eu também não. Se você já voou alguma vez talvez saiba mais do que eu sei agora. Vou tentar explicar o que sei sobre o assunto baseado nas histórias que ouvi, e naquilo que imagino que seja, dos meus sonhos perdidos quando voava de balão com o power ranger vermelho, alguma das princesas da Disney (tinha que ter uma paquerinha né?) e algum outro personagem famoso dos desenhos de minha infância.

Talvez todo mundo que existe nesse mundo já tenha sonhado que estava voando, ou de balão, ou de avião, ou voando como o Peter Pan com aquele pózinho brilhante da Sininho. Bom, todos sonham isso porque realmente deve ser muito legal. Mas, o interessante é que o balão, o avião e todas as coisas que vão "ao infinito e além" foram idealizadas realmente e são parte de nossa vida agora. Assim, agora é possível sair do universo dos sonhos em que voamos para voar de verdade e sentir na pele a sensação de estar a alguns mil metros de altura.

Voltemos a falar de balões. Como nunca voei só imagino como deve ser a sensação, baseado em alguns impulsos e sonhos meus. Porém o mais interessante, particularmente no voo de balão, é o modo como se voa. No balão não se tem muitos controles ou botões, ou manuais e comissários de bordo ou aeromoças. No balão somos simplesmente nós mesmos, e todo o voo pode se tornar até alguma coisa rústica e simples. Lá em cima, na real, não temos todo o controle sobre o balão, e dependemos de um ar, que irá soprar para onde quiser, para nos levar aonde quiser. Podemos tentar nos esquivar, manobrar e procurar aproveitar da melhor maneira o vento para irmos a lugares especiais e chegarmos ao nosso destino. Mas não podemos e nunca iremos conseguir ir contra o vento. E sem vento algum também não conseguiríamos sair do lugar.

Isso me faz pensar muito na minha vida. Eu posso tentar ir para onde quiser, fazer o que eu quiser e procurar o que eu quero a todo momento. Mas minha vida é como um voo de balão. Ela depende de um ar, um ar que sopra para onde quer e faz o que quer, na hora que quer. E é esse ar que me dirige e conduz e não posso dizer de onde ele realmente veio, ou para onde ele vai depois de passar por mim e me levar. Faço porém, o possível para permanecer na corrente desse ar, porque o aproveitando e deixando me levar, conduzo meu balão até o meu real destino, sem desvios, sem escalas fora de mão e sem inseguranças e turbulências desastrosas. Sei que às vezes posso me perder um pouquinho, mas com um pouco de persistência sou pego novamente pela corrente e me acho novamente cercado pelo vento que me levará ao meu destino final.



quinta-feira, 21 de maio de 2009

Um outro mundo

Sonhamos com um mundo perfeito, dos sonhos, aonde tudo ocorra em nosso favor. Um mundo com lugares lindos, flores e jardins, calçadas brilhantes e roupas bonitas. Um lugar aonde não haverá dor, um mundo em que as tristezas não entram e que somente coisas boas acontecerão. Como seria bom viver nesse mundo! É o que muitos pensam hoje, porém poucos acreditam com afinco. A maioria de nós pensa por um segundo, degustam as melhores imagens que poderiam imaginar, mas depois voltam a tão falada "realidade". Mas, será que esse outro mundo pode existir mesmo? É possível não haver guerras, só paz, não haver inimizade? É possível o amor reinar o tempo todo sobre todo o tempo?
Ultimamente tenho me questionado muito sobre isso. Por que sofremos? Por que coisas ruins acontecem conosco? As coisas não são das melhores aqui, temos fome, aflição, injustiça e tudo o mais. Andamos por muitas vezes perdidos no meio do nada. Semana passada me vi andando sem rumo e sem direção por alguns segundos, simplesmente perdido, por conta de um estado negativo, ou melhor, a falta de felicidade. Sim, essa coisa que damos o nome de felicidade interfere muito quando pensamos nesse outro mundo. E nos dias que se passam a felicidade tem estado tão longe do mundo, não? Aonde é que foi parar esse tal de "Outro Mundo" então?
A resposta é quase que retórica. Na felicidade. Somente com felicidade é que temos a chance de ver de verdade esse outro mundo que se apresenta a nós. O problema é que excluímos tanto a felicidade, a real felicidade, de nossas vidas que dificilmente conseguimos enxergar alguma coisa boa. O segredo é felicidade, independentemente de tristeza ou alegria, mas sim a felicidade que nunca vai embora, que envolve e que nos faz por vezes até um pouco idiotas. Essa é a felicidade que busco, e que irá me fazer perseguir esse outro mundo.
Então estou falando que o "Outro Mundo" existe realmente? Sim! Ele existe e digo mais, ele existe aqui mesmo, e esteve debaixo dos nossos narizes o tempo todo! Na verdade são pistas para algo mais pleno e completo, mas é possível ver e viver sim! É um mundo de esperança, de sonhos, e principalmente, é repleto de uma nova e magnífica visão da realidade. Viver nesse outro mundo muda totalmente o modo como encaramos a realidade de nossas vidas. Quando passo por problemas, quando minha vida desmorona, quando tudo vai muito mal, o que me faz levantar a cabeça e seguir em frente é esse outro mundo. Há uma esperança que nos enche a cada dia e dos dá o fôlego para continuar acreditando. E o interessante é que, independentemente se eu acreditar nele ou não, ele irá continuar existindo e influenciando minha vida.
Engraçado que esse outro mundo não está preso a algum lugar específico ou a momentos e palavras distintas. Ele é livre. Livre para estar no coração das pessoas, e morar ali junto a elas, influenciá-las e ajudar todas elas a viver. Tão livre quanto o canto dos pássaros de manhã, quanto a chuva que vem e vai a hora que quer, quanto o vento que sopra para aonde quer, mas ninguém sabe para aonde ele vai e nem de onde ele veio. É essa liberdade que o faz tão maravilhoso. Nada mais é forte para nos tirar a felicidade quando estamos realmente firmados nesse outro mundo e o vivemos plenamente. O "Outro Mundo" existe com toda força e é tão real quanto cada movimento que fazemos durante o dia. Se o vemos ou não, é uma questão de ótica.
Acredito nesse mundo e sei que muitos outros acreditam também. E é isso que esse mundo novo faz mesmo, une as pessoas que acreditam. Quando converso com pessoas que desejam um mundo melhor e lutam por isso, quando conheço pessoas que têm experiências maravilhosas e reconhecem uma direção em tudo, tudo isso faz parte do outro mundo. Aliás, paremos de o chamar de "Outro Mundo" porque ele na verdade é o mundo real agora. Tão real que o podemos sentir, e perseguir e encontrar isso em outras pessoas.
O que me deixa feliz é que encontro esse mundo dia após dia vivo e flamejante em outras pessoas. Pessoas que têm se mostrado únicas para mim e pessoas as quais não me verei sem jamais. O que nos faz partilhar sonhos e experiências de uma forma tão viva é justamente o laço que nos une, o mundo por trás do mundo. E são pessoas que os sonhos se tornam similares e interessantes, os desejos se assemelham ainda que sejam diversos, o propósito e plano para a vida se torna um só. A partir disso não somos mais pessoas espalhadas aqui ou ali, em universidades, escolas, empresas, escritórios e consultórios. Somos um só, parte do mesmo corpo, do mesmo mundo. Nós que fazemos o nosso mundo existir aqui. Somos como um reino em que cada um de nós se faz um príncipe, uma princesa, um servo, um herói, dançarinas, cantores e cantoras, músicos, atores, médicos, advogados, ferreiros, cartunistas, e enfim, de tudo onde seremos simplesmente iguais, e simplesmente diversos. Nós podemos fazer parte sim desse Mundo Novo, o qual chamo aqui de novo pois é diferente do que nos é apresentado todos os dias pela TV, jornal e etc. A esperança, a felicidade, e principalmente o amor nos unirá. Seremos um Reino, regido por um Rei somente, e viveremos ele em parte aqui na Terra, e em parte no paraíso aonde andaremos com o Rei e viveremos na plenitude dos tempos. O que tentei escrever aqui foi um pouco do que acredito ser a realidade hoje para mim. O que fica é o convite para viver pra valer essa realidade.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Falha de Comunicação


Em nossos muitos dias de vida, no calor do verão ou no frio do inverno, na agitação da boa vida e na angústia de uma vida apertada e cheia de problemas o que não nos falta é a possibilidade de comunicação. Temos os mais variados meios à nossa disposição e sempre os usamos, quer conscientemente ou inconscientemente. Seja o telefone, rádio, tv, telepatia, caixinha de fósforos, fumaça, código morse, língua do p, bilhetinhos jogados na sala de aula, msn, o velho icq, orkut, blogs, jornais e revistas, e tantos outros, nós nos comunicamos o tempo todo, e não podemos escapar disso. Até inventaram agora um troço chamado expressão corporal, que quer dizer que até mesmo quando não queremos nos comunicar, nosso corpo comunica coisas aos outros corpos que entendem perfeitamente o que queremos dizer com olhares, gestos, cruzada de pernas, coçadas na cabeça, catotas de nariz, sinais de truco, tiques e muitas outras coisas estranhas e bizarras que fazemos todos os dias sem perceber.
Mas esse não é o cerne da questão. Todo o primeiro parágrafo foi uma enrolação na comunicação. Foi, digamos, uma distração de pormenores e uma tentativa de encher produtos suínos misturados e colocados em tubos, ou melhor, a popular linguiça. Todo mundo é expert em botar a boca no trombone, falar pelos cotovelos, não fechar a matraca e muitas expressões que dizem simplesmente que falamos demais o que sabemos de menos. Poderia ter falado da história da comunicação e de tudo o mais, e ter feito desta postagem a mais chata, terrível e atormentadora de todas, tanto pela minha flacidez ao falar quanto pela minha estupidez em tentar falar o que não sei e não entendo. Pois bem, vou falar sobre o contrário da comunicação, ou melhor, sobre a falta dela, a falha na comunicação. Não será a postagem com maior conteúdo que terá, mas também não garanto que você irá adorar ou admirar, mas somente leia e não tente entender tudo, pois nem eu entendo. São só palavras ditas por alguém que quer acreditar em alguma coisa, e que crê em algo verdadeiro e relevante, louco e que dá toda a certeza de coisas que não se vêem. Pois bem, aqui vamos nós.
Nunca, mas nunca nessa vida conseguimos passar 100% o que queremos nos comunicar. Nunca somos perfeitos nesse negócio de comunicação. Os duplos sentidos nos matam, as interpretações distorcidas nos perseguem e os críticos querem nos queimar vivos o tempo todo. Tudo isso pela falha na comunicação, que é inevitável. E existem muitos exemplos disso, seja um texto mal escrito até uma falha na conexão de internet. As falhas nas comunicações nos matam, e nos perturbam, e nos deixam mal. Mas não deveriam, se soubéssemos lidar com elas, e contorná-las, sem stress. Talvez exageramos em entender alguém ao pé da letra e já discutir, ou em nos chatear quando alguém faz uma crítica sobre algo que não queríamos ter dito. Bom, somos falhos em quase tudo, a não ser em falhar, coisa da qual somos muito bons nesse mundo, talvez os melhores exemplares de "seres experts em errar". O que nos resta é tentar ver a melhor forma de usar os erros para aprender, melhorar, e procurar falhar menos, e todas as coisas que ensinam por aí sobre erros.
A falha na comunicação nos pega em todos os aspectos da vida, até na nossa vida interior, ou seja, no conhecimento de nós mesmos. E essa é a questão principal desse texto falho e ridículo, e talvez o maior motivo de nós sermos tão difusos e confusos no nosso dia-a-dia. O início de todas as falhas pode estar num certo problema de comunicação com alguém específico, que nós erramos constantemente e não atentamos em procurar consertar a comunicação e melhorar a conexão. A maior falha de comunicação de todos os tempos,(sem parecer filosófico ou místico demais) é a falha de comunicação com nós mesmos.
Mas como consertar e melhorar essa comunicação? Sendo que já somos errôneos nisso desde o princípio de nossas vidas? Bom a resposta está em outra pergunta: "Temos procurado saber quem somos? " Aí é que está a causa. A maior falha na comunicação mundial de nossas vidas se dá por não sabermos exato quem somos, pela simples questão de não nos relacionarmos conosco, e de nem nos importarmos conosco como deveríamos. Todos os nossos sonhos, desejos, questões, chateações e importâncias estão voltadas a outras coisas, materiais sem vida, ou então para um "eu" hipotético que não existe de verdade. O fato é que esquecemos quem somos, e isso quebra constantemente todas as outras comunicações externas a nós. Sem a devida comunicação interna, não podemos nos relacionar, compreender e viver num mundo exterior. E só UM alguém que pode fixar essa comunicação, pois conhece exatamente cada um de nós, no mais íntimo que somos. E aí que tudo começa, para o conserto na comunicação, a busca por quem nos fez, o Criador, que conhece profundamente cada um de nós, e sabe como consertar qualquer falha de conexão que existe em nós.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Uma questão de profundidade

Uma criança lida de modo diferente com essa questão de profundidade. Pra ela é mais simples, analisado de um ponto de vista específico, a piscina. Para ela, com uma profundidade razoável, digamos que tenha 1,20 m e a piscina seja de 40 cm (aquelas que adquirimos em supermercado, com desenhos nas bordas, e lindas e maravilhosas para nossos filhos, primos e amiguinhos e chatíssimas para a gente). Ele não se dará bem para essa profundidade, já passou dessa fase. Cresceu. Agora em uma piscina de 2,40 m ele pode se dar mal, muito mal. Se não souber nadar, ou tiver uma cãibra, irá se afogar, pois a piscina tem o dobro da sua altura. Já dizia o velho ditado: "Água no umbigo, sinal de perigo", assim sendo o umbigo metade da altura aproximadamente, a criança de 1,20 m estará segura numa piscina de míseros 60 cm.
Talvez esse lance de profundidade fale mais alto do que imaginamos. Filosoficamente, nossas vidas devem ter uma certa profundidade para aproveitarmos e sentirmo-nos felizes coma mesma. Há um mega discurso hoje em igrejas, comunidades, universidades e outras instituições contra a superficialidade da vida. Milhares de livros de auto-ajuda e palestras de motivação tentando combater o maior sintoma da superficialidade, a insatisfação. Tudo isso pois alguns de nós não nos contentamos em nada na nossa própria profundidade, e acabamos por nos afogar, vamos além do que podemos suportar, querendo abraçar o mundo e ficando sem ar quando tudo vem à tona. Isso seria uma tentativa de profundidade, mas somente levada dada a superficialidade do sucesso e vontade da nossa própria mente. Outro caso é o escape de alguns de nós a profundidade real. Como se nós, adultos de 1,70 m na média, quiséssemos nadar sempre em piscininhas de mil litros com nem meio metro de água sob nossos pés. É o escape da realidade, o não crescimento, e assim ficamos estagnados, sem significado, e se perguntando porque é que não conseguimos mais nadar naquela maldita piscininha azul.
Mas por que essa questão da profundidade é tão importante para a gente? Por que sempre não estamos satisfeitos com a nossa própria profundidade? Ou queremos nos mostrar mais fundos, inultimente pois nos afogamos, ou então ficamos no rasinho, tentando ser crianças, mas na verdade não tendo nada de criança, porque crianças teriam coragem de nadar no mais fundo, se o mais fundo fosse alcançável para elas. Embora sempre esbarremos no sentido da vida e todas as coisas relacionadas com felicidade, esse sentido está intimamente ligado com a profundidade em que estamos e levamos nossa vida. Qualquer outra explicação é uma inútil tentativa de mudar sua profundidade real.
Então encaremos o fato de que temos uma profundidade própria, e levemos a vida com profundidade, sem sermos superficiais demais, ou tentar ir fundo demais. Nos contentemos com a profundidade que Deus nos oferece. A cada dia, se crescermos um pouco mais na vida, nos relacionamentos, acrescentemos alguns centímetros ao fundo. Essa tal profundidade, tudo isso, foi para figurar um relacionamento com Deus. Tudo não tem sentido sem isso. A profundidade do nosso relacionamento, amizade, com Deus determina a profundidade em que vivemos nossos momentos, aproveitamos nossas férias, degustamos um belo banquete ou nos alegramos com um belo presente. Deus pode nos ajudar e ensinar a nadar mais fundo, e mais fundo a cada dia. Pode nos ajudar a nos relacionar com outros, criar raízes de amizade. Pode nos ajudar a administrar nossos estudos, trabalho e bens que conseguimos. Pode nos fazer mais autênticos, profundos e reais. Cada passo em que nos aprofundamos mais e mais com Deus, nos dá centímetros, metros e até kilometros de profundidade em nossa vida. Talvez precisemos reformar um pouquinho, cavar mais fundo, tirar umas coisas, como terra e encanamentos, refazer paredes, mas sempre aumentando, cada vez mais, nossa linda piscina cheia de vida e significado.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Vôo livre II

Pense em ter liberdade, ou melhor, liberdade total para voar. Como as pessoas que fazem o Base Jumping. Liberdade para simplesmente cair de um lugar imensamente alto, e deixam o ar, o vento, os levar. Caindo de uma grande altura, correndo riscos de bater em qualquer lugar, e o mínimo esforço de mudar a trajetória pode ser fatal. O que deve ser feito é somente deixar que o vento leve, para ter a total liberdade do vôo livre, e assim desfrutar a viagem em harmonia e em segurança. Pensando na nossa vida, como é a proposta do blog, temos esse vôo a fazer. Se deixamos Deus nos carregar, assim como o vento dá forças aos base jumpers, conseguiremos viver uma vida mais íntegra e completa. Desfrutando de tudo o que há para desfrutar. Ao menor sinal de tentarmos controlar as coisas, mudar nossa trajetória ou tomar conta de nossa viagem, podemos cometer erros que podem ser fatais às nossas vidas. Por isso que deixar Deus nos guiar, e aproveitar, criando uma intimidade com Ele, nos faz voar além do que imaginamos. Ir além do que podemos ir, além de nossas próprias forças. Assim quebramos limites, barreiras, desafios e temos o suporte, a amizade, o consolo e apoio do Deus que criou tudo o que há. Assim digo que, com Deus, seguiremos corajosos e firmes, em total liberdade. Seremos livres de fato, com a perspectiva do "Caminho, Verdade e Vida" que nos faz viver como as pessoas nesse vídeo, realizando o Vôo livre.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Vôo livre

Ontem me deparei com um fato interessante. Estava caminhando quando observei uma borboleta tentando voar na mesma velocidade em que andava, ela se esforçava para aproveitar o vento e continuar sua tragetória até o seu destino. Detalhe que não eram suas asas que determinavam a sua tragetória, mas a resultante da ação do vento sobre ela. Era o vento que dava o destino final da borboleta, e quando ela passou por mim, vi que utilizava do próprio para chegar aonde queria. Assim, não lutando contra o vento, mas o usando a favor do movimento, esse humilde inseto voava livremente enquanto eu o observava. A liberdade que a borboleta tinha, de voar como queria, não era por ter vencido o vento, mas de ter sido carregada por ele.
Isso me faz parar para pensar sobre nossa vida. Tentamos, queremos e almeijamos ser livres de todo. Livres para escolher nossos próprios caminhos, livres de outras pessoas se intrometendo nos nossos interesses, livres de dificuldades, sejam elas relacionais, financeiras e infinitas outras. Queremos caminhar de uma maneira que nos faça se deliciar a cada dia e desfrutar de real liberdade. Mas porque então vivemos de maneira tão corrida, desesperada, preocupada e presa? Aonde foi que, na nossa busca pela liberdade, acabamos por nos prender em escravidão ao trabalho, dinheiro, poder, fama e prazeres? Será que somos um caso perdido? Viver assim, tentando ser livres, simplesmente tentando se livrar das coisas, do que aparentemente nos faz mal? É assim que todo dia tentamos lutar contra o vento, por nossas próprias forças, nos preocupando com tudo e com todos. Somos uma borboleta burra, tentando ir contra a ação do vento e se perguntando porque Deus não nos deixa chegar ao nosso destino.
O que não sabemos é que nosso destino está na direção contrária. Devemos utilizar dos nossos problemas, aflições e outros que nos preocupam tanto para então ficar livres. O segredo não é lutar contra o vento, mas sim deixar que ele leve e aproveitá-lo para chegar ao nosso destino. E então entenderemos o que Deus quer nos mostrar com tudo isso. Que Ele controla tudo, qualquer tentativa nossa de tentarmos ser livres será toscamente falha. Pois somos ridiculamente fracos e sem nenhuma capacidade de ser livres por nós mesmos, ou de controlar e vencer o vento forte que sopra muitas vezes diante de nós. É por isso que Deus nos fala para pararmos de nos preocupar em exesso com a idéia de nos livrarmos de tudo. Deus pede para confiarmos nEle, deixarmos o vento nos levar e então ser de verdade livres.
Por isso, vos digo: não andeis anciosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber, nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais que o alimento, e o corpo mais que as vestes? Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves? Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado (medida do punho até o cotovelo) ao curso de sua vida? E porque andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam. Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais vós outros, homens de pequena fé?
Porquanto, não vos inquieteis, dizendo:" Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos?" Porque os gentios é que procuram todas essas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai pois em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.
(Jesus, Matheus 6: 25-34)
Refletindo nesse texto olho que há uma real possibilidade de viver a plena liberdade do vôo livre. A liberdade está no confiar em Deus. Deixar que ele controle as coisas, e se direcionar somente pela sua palavra. Basta a cada dia o seu próprio mal, viver cada dia se concentrando somente no presente e naquilo que Deus faz por nós e aravés de nós. Não estou falando para desencanarmos de trabalhar, virarmos todos xiitas e sairmos cantando canções contra o trabalho, o mercado e tudo mais. Não estou dizendo que temos que simplesmente sair na rua e pensar que não tendo mais responsabilidades estaremos livres. É sério, não quero que você depois de ler esse texto saia na rua como se nada mais desse errado na sua vida, atravesse uma rua sem olhar e se preocupar com o trânsito e seja morto atropelado por uma velha senhora dirigindo um fusca enferrujado do ano de 68.
O que digo é que, se realmente pararmos de nos preocupar exessivamente nas coisas, e olharmos mais para aquele que nos criou, formou e amou, poderemos desfrutar de melhor maneira a vida. Tentamos segurar tantas coisas, ter o controle de tudo, mas na verdade não podemos nem ao menos controlar nossa vontade de ir ao banheiro. A liberdade de fato não é ter o controle de todas as coisas na vida, ter independência e tudo o mais. Liberdade é viver o vôo livre, deixando Deus nos levar, guiar e proteger, caminhando junto com Ele e indo aonde Ele for. Somos extremamente falhos não vamos conseguir as coisas por merecimento. Porém, Deus nos amou mais que tudo e nos deu o direito de viver segundo a sua graça radical e abundante. Deus nos concedeu a liberdade, não porque somos dignos dela, mas porque ele nos ama. Por isso, não vamos tentar segurar e controlar as coisas, parafraseando um escritor chamado H. William Webb-Peploe, "Deixe que Ele cuide do 'segurar' enquanto você cuida do 'confiar'."

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Quebrados

Você já se deparou com alguma coisa quebrada, tal um copo, um muro, um pedaço de plástico, ou até uma vida? Coisas quebradas realmente parecem muito feias e sem graça, e quando nós as vemos, um sentimento negativo nos consome. Às vezes parece difícil encarar o fato de que quebramos alguma coisa, ou alguém, ou ainda mais, que quebramos a nós mesmos. Quem já quebrou o braço sabe da dor que se sente quando o triste fato acontece. Talvez, uma parte do processo da vida verdadeira seja a quebra. Talvez a gente precise de verdade ser quebrados para então entender o que é a vida.
Mas, ainda fico encanado com a aparência das coisas quebradas. Não tem nenhuma aparência! Nada, simplesmente não são mais o que eram antes. Coisas quebradas são apenas meros vestígios vagos do que um dia se foi algo pomposo e palpável, numa realidade, com altura comprimento e largura, densidade e volume, sentimentos ou não, movimentos ou não e até com alma em alguns casos. A quebra traz deformação, a deformação traz sofrimento, o sofrimento traz dor, e tudo isso resulta num processo que deixa as coisas, ou nós, muito feios, sem graça e muitas vezes tristes desolados e sem esperança.
Entretanto, contrapondo toda a feiúra e mesquinhez da quebra, talvez ela nos faça muito bem. Quando somos quebrados, moídos mais precisamente, vemos quem realmente somos. A quebra tira todo orgulho, toda avareza, toda indiferença, todo egoísmo, modismo, escapismo, futurismo, e muitos outros ismos que nos fazem não querer encarar quem na verdade somos. Cada minuto do processo de quebra é extremamente útil para nos conhecermos como nós somos na essência, como fomos criados, imagem e semelhança de Deus. A quebra dá margem a pensarmos e refletirmos, ficamos mais abertos à visões de mundo diferentes das nossas antigas, e vivemos mais no presente, pois não há passado para se agarrar, visto que tudo foi destruído, e não há uma esperança de um futuro bom. É nesse momento, o verdadeiro presente, que Deus atua em nossas vidas de forma implacável.
No presente Deus atua com aqueles que não escapam para os lados. Por isso Ele nos quebra, mói e nos coloca em cheque-mate, para ter um real encontro com Ele. Constantemente somos desafiados a viver esse presente, no qual não somos nada além do que vasos quebrados, peças precisando de conserto, sem saber aonde ir, como agir ou o que fazer. No presente, somos apenas pessoas quebradas, filhos quebrados precisando de um pai que nos acerte. Deus tem o potencial para nos consertar, mas antes disso, precisamos assumir a nossa quebra, reconhecer o fato.
A história de Jó é uma boa história para uma ilustração relevante. Jó foi dilacerado, com a permissão de Deus. Teve seus filhos mortos, seus rebanhos dizimados, e seu corpo debilitado. Teve 3 "amigos" que jogavam na cara dele todo dia que Deus faz isso com as pessoas ruins e faz como castigo para com os pecadores. E ainda mais, teve uma mulher que o pediu para que amaldiçoasse seu Criador. Jó teve um processo de quebra que eu chamaria de extremo. Mas mesmo assim, com todas as dificuldades e problemas, Jó não amaldiçoou a Deus, não se voltou contra Ele, e assumiu que realmente era pecador. Jó era o homem mais justo da Terra na época, e talvez foi um dos homens mais justos do mundo todo. Alguém que foi dilacerado totalmente, para o reconhecimento de que ele não era nada perante Deus. Esse é o resultado da quebra.
Necessidade. A quebra nos traz uma necessidade de algo, de ajuda, conselhos e consertos. Quando assumimos nossa quebra, imediatamente pensamos em como consertar, reconstruir e acertar de novo. É aí que colocamos nossa vida diante de Deus e falamos: "Tó, é sua, você quebrou, você conserta tá? Toda sua.". É essa entrega que Deus deseja! Que dependamos dEle, que necessitemos do seu amor para completar nosso ser e acertar nossos caminhos. A quebra nos faz deparar realmente, face a face, com quem nós realmente somos. E nosso eu verdadeiro verdadeiramente precisa de um Salvador e Redentor. Pois sozinhos somos apenas cacos, quebrados, indiferentes e ridículos; mas quando entregues nas mãos do oleiro(cara que faz vasos), podemos ser derretidos novamente na aguá viva, e moldados com as próprias mãos do Criador. Que a gente aceite o que realmente somos, nada sem Deus, apenas vasos quebrados.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

A paulada do Profeta

Existia um tal profeta do Senhor que vivia em Israel nos tempos de Davi. E sim, continuando a história, nos tempos em que ele matou praticamente seu servo Urias, para ficar com sua mulher, Bate-Seba, em razão do adultério que tinham cometido. Que confusão na casa real! Urias tinha morrido, e agora a mulher dele, grávida, vira esposa de Davi? Muito mal contada essa história. Como vimos anteriormente, o Senhor não aprovou a decisão de Davi, e vai avisá-lo disso, por isso manda o profeta, chamado Natã, para falar com ele.
O seu Natã chega como quem não quer nada, vindo por parte do Senhor, contando aparentemente uma história inofensiva sobre dois homens. Um era muito rico, o outro, muito pobre. Eles viviam numa cidade e tinham ovelhas. O rico tinha uma grande, enorme quantidade de ovelhas, latifundiário, investia, era um desses grandes magnatas da pecuária. Porém o pobre só tinha uma única e frágil ovelha, e não tinha mais nada. Cuidava da ovelha como se fosse sua filha, afinal tinha a comprado e a criado, junto com seus filhos, em sua casa. A ovelhinha comia do seu próprio prato e do seu próprio copo, e ainda dormia nos braços de seu dono. Uma grande relação homem-ovelha, muito bonita, digna de sentimentos profundos, e por favor, nada de sentimentalismo.
Num belo de um dia, chega um viajante na cidade, na casa do homem rico é claro. Para fazer as honras e um banquete, o homem rico não quis pegar uma de suas centenas de ovelhas e de seu gado para dar ao viajante, mas tomou a ovelhinha do pobre homem. Tomou-a e a preparou para o viajante que tinha chegado. A história acaba aí, porque somos interrompidos pelo grito de Davi ao ouvir essa história do profeta Natã. Davi, bufando, irado disse algo assim: "Tão certo como vive o Senhor, o homem que fez isso deve ser morto!" Ainda falou que o homem rico deveria reconstituir quatro vezes mais o homem pobre, como um tipo de indenização pela ovelhinha.
O que Davi não sabia, e sua ficha ainda não tinha caído por completo, é que Deus estava falando, por meio do profeta, que ele era o homem rico! Chega então o momento esperado por todos! O momento da grande paulada do profeta, da grande revelação, e da cara de Davi estatelada no chão de culpa e arrependimento. Natã vira pra Davi, o olha como se fosse a última vez (provavelmente ele deveria estar pensando: "falar isso pra um rei não deve ser boa coisa, em que que é que Deus foi me meter dessa vez."). Finalmente, toma fôlego e fala:
"Tu és o homem! Assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Eu te ungi rei sobre Israel e eu te livrei das mãos de Saul; dei-te a casa de teu senhor e as mulheres de teu senhor em teus braços e também te dei a casa de Israel e Judá; e , se isto fora pouco, eu teria acrescentado tais e tais coisas.
Porque, pois, desprezaste a palavra do SENHOR, fazendo o que mal era perante ele? A Urias, o heteu, feriste à espada; e a sua mulher tomaste por mulher, depois de o matar com a espada dos filhos de Amom.
Agora pois não se apartará a espada jamais da tua casa, porquanto me desprezaste e tomaste a mulher de Urias, o heteu, para ser sua mulher.
Assim diz o SENHOR: Eis que da tua própria casa suscitarei o mal sobre ti, e tomarei tuas mulheres à tua própria vista, e as darei a teu próximo, o qual se deitará com elas, em plena luz deste sol.
Porque tu o fizeste no oculto, mas eu farei isto perante todo o Israel e perante o sol."
(2 Samuel 12: 7-12)

Que droga! Cara, Davi devia estar com a moral mais baixa que a pontuação do Corinthians nesse campeonato brasileiro (e olha que eu sou corinthiano)! Natã o expôs de tal maneira que Davi ficou perplexo e sem reação. Não tinha o que fazer senão assumir de fato o erro, e pedir perdão. Mas para isso era necessário arrependimento. E esse foi o momento em que a ficha de Davi caiu como as bombas nucleares de Hiroshima e Nagasaki caíram no Japão. Ele toma então consciênciado pecado, se arrepende e pede perdão a Deus, falando com Natã. "Pequei contra o SENHOR" diz Davi, e a resposta de Natã é esta: "Também o SENHOR te perdoou o teu pecado, não morrerás."
Essa história é uma baita de uma paulada em Davi, e também em nós de vez em quando. Quando procuramos esconder as coisas erradas que fazemos, e procuramos as esquecer, ao invés de pedir perdão a Deus, e nos libertar de toda maldade que há em esconder os erros. Quando somos bofetados, estatelados no chão, com dados da realidade, e somos postos frente a frente com o que somos de verdade, devemos assumir o erro para nos libertar. Assim como Davi, às vezes Deus nos faz encarar ele e acabar sendo tratados à pauladas de realidade, afinal não somos ninguém, e devemos sempre descer do pedestal do orgulho, justiça própria e auto-afirmação. É nessas horas que Deus faz isso, deixa-nos no chão, para nos humilharmos, sermos um pouco mais parecidos com Ele, e assim conseguirmos o perdão vindo do arrependimento, e a liberdade vinda da graça eficaz do Deus dos céus e da Terra, Deus das ovelhinhas e dos Reis, dos ricos e pobres, dos pecadores e imperfeitos, adúlteros, cobiçadores, e todo aquele que esteja disposto a deixar sua condição, e encarar a realidade de quem na verdade é: ninguem. Para então depois ser erguido pelo SENHOR dos exércitos, Deus de tudo o que existe.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

A mancada de Davi

No tempo em que os reis, governantes, ainda participavam das conquistas, guerras e muitas outras coisas que envolviam o contato com o povo, vivia Davi. Sim aquele das pedrinhas, que matou o gigante, Golias. Davi, que era parrudo, não muito alto, e ruivo. Que matou o gigante filisteu e livrou a mão do povo de Isreal na época do primeiro rei, Saul. Que por causa disso teve como prometida a mão da filha do rei, e ainda mais, a chefia de um dos batalhões do exército de Israel. Mas essa não é a história de hoje.
O que contarei pode chocar a muitos que dizem que os caras que Deus usa e trabalha são perfeitos, não cometem erros e sempre andam no caminho certo. Se prepare, acho que sua visão sobre as coisas mudará um pouquinho após saber disso, assim como a minha mudou. Mudará a saber que Deus usa quem Ele quer, segundo a Sua vontade, e as pessoas cometem erros, são imperfeitas. As mancadas estão aí a todo momento, e vez ou outra nos achamos numa delas, é com base nessa história, que será bem forte, que tentarei te mostrar aquilo que foi me falado sobre isso, e a saída, para buscar a vontade e o coração de Deus, apesar das mancadas.
Bom, senta que lá vem história então: No capítulo 11 do livro de 2 Samuel conta-se a história de Davi, já exercendo seu reinado sobre Israel, e vencendo muitas batalhas e sendo muito bem sucedido (e bem casado). Ele estava em Jerusalém quando se levantou da sua cama e viu uma linda mulher ao passear pelo terraço da casa real. A mulher estava tomando banho, e era muito formosa (!!!). Davi mandou perguntar quem era, era Bate-Seba, mulher de Urias, um dos seus soldados (já era, tinha se apaixonado, e por uma mulher comprometida!). Davi mandou chamar a mulher (hey, ele era rei, cara, ele tinha poder...isso é preocupante.) ,e seus mensageiros a trouxeram, e ele se deitou (ou seja, fez aquilo que você tá pensando.) com ela. Depois dela se purificar de toda imundícia e sujeira do ato (!!!), voltou pra casa. (Davi, o rei de Israel, adulterou! Foi infiel! Com uma mulher casada! Um cara se enroscou com uma mulher já comprometida)
Passado um tempo Bate-Seba madou dizer para Davi que estava grávida (olha a burrada, tendo consequências). O rei Davi decide então chamar o chifrudo, ou melhor, Urias, o marido de Bate-Seba (Será que ele vai contar?). Não, ele não conta, mas só perguntou como que estava a guerra, e como andavam as coisas no exército. Então, Davi mandou Urias ir pra casa dele, visitar sua a mulher e tudo o mais, mas o bendito não quis, porque estavam todos os outros soldados acampados ali, em frente à casa real, junto da arca do Senhor. E eles sairiam para a batalha dentro do dois dias, uma batalha que não era garantida a vitória fácil sem muitas mortes.
E foi o que aconteceu, saíram. Mas o melhor detalhe, afinal, não sei se melhor, mas mais traiçoeiro da parte de Davi foi que ele mandou um bilhete para Joabe, o comandante do exército pedindo o seguinte: "Ponde Urias na frente da maior da força da peleja; e deixai-o sozinho, para que seja ferido e morra." (2 Samuel 11: 15). E foi feito, Urias ficou na frente da batalha, e como sempre os que vão de encontro primeiro tem maior chance de morrer, Seu Urias, bateu as botas. Foram os mensageiros e disseram isso a Davi (que deve ter dado aquele sorriso torto de vilão sabe? Dos filmes e etc...muito malvado.) A mulher de Urias também soube, e chorou, chorou muito, na bíblia diz que ela "pranteou", ou seja, amargura, sofrimento, choro, tudo misturado. "Passado o luto, Davi mandou buscá-la e a trouxe para o palácio; tornou-se ela sua mulher e lhe deu à luz um filho. Porém isto que Davi fizera foi mal aos olhos do Senhor."(2 Samuel 11:27). Olha só o que Davi fez! Me pergunto se nós, não fazemos coisas parecidas na nossa vida, cobiçamos, escondemos o erro, e acabamos por "matar" aqueles que nos atrapalham, ou que nos impedem de conseguir alguma coisa. Que feio da nossa parte não? Que feio da parte de Davi! Deus não aprova essas coisas nem um pouco.
Essa história retrata o erro de Davi, seu pecado, e a desaprovação de Deus perante isso. Mostra a imperfeição de todos, e que nunca devemos nos vangloriar porque somos mais certos que outros, sempre teremos nossos podres para nos botar no chão. Outra coisa, Deus ainda usa Davi, Ele não irá simplesmente descartá-lo pelo pecado dele, ainda haverão muitos dias, e muitas gerações de Davi irão viver. Há muita história a se contar. A mancada de Davi aqui serve para botar a gente um pouco no chão, e prestarmos atenção no que temos feito, porque somos também sujeitos a errar, a cobiçar, a matar, a desobedecer, a brigar, a destruir. Assim como em 1 João 1:8 está escrito: "Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós". Infelizmente, nunca estaremos livres de cometer erros, e não podemos dizer que nunca cometemos nenhum pecado, nenhuma mancada e nenhum erro.
Mas calma! Ainda há esperança, a história de Davi continua, numa próxima postagem falarei disso, e da conversa que ele teve com um profeta de Deus chamado Natã. Uma coisa que aprendi é que nunca nossa condição é a condição final que estamos, porque sempre estamos sujeitos a mudanças, quer para melhor ou pior, somos humanos, somos mutáveis. Mas Deus, esse é imutável, por isso que podemos confiar nele! E ele trabalha na gente de forma misteriosa, e maravilhosa que nem mesmo nós, com toda a inteligência que temos, conseguimos entender. Apesar de qualquer que seja o erro nem tudo está perdido! "Se confessarmos os nossos pecados, Ele (Deus) é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça." ( 1 João 1:9)