Mostrando postagens com marcador confiança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador confiança. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 19 de maio de 2010
A Pergunta do Século
Nós, pessoas do modo geral (Se você é um animal não tem problema, falo com você no próximo post tudo bem?), homem ou mulher gostamos de perguntar as coisas. Gostamos de saber, somos curiosos e xeretas em até alguns casos. Quem nunca fez uma pergunta? Diziam que Einstein foi um menino curioso, e se tornou por causa da sua curiosidade um dos maiores cientistas que já existiram. Por que queremos saber tanto? Descobrir as coisas, investigar, explorar e sair por aí conhecendo pessoas, lugares, teorias e verdades e mentiras. Parece algo que está grudado ao nosso cheiro e à nossa pele.
É por isso que hoje quero deixar apenas uma pergunta, que possivelmente pode ter a ver com o parágrafo anterior, ou não. Essa pergunta é direcionada a todos, todos os que querem descobrir as coisas, talvez por curiosidade, ou não. Então meu amigo ou amiga, ela é para vocês. Seja você alto, magro, baixo ou gordo. Seja homem, mulher, indefinido, criança ou jovem ou adulto, ou nenhum desses. Seja você pai de primeira viagem ou alguém que nunca queira ter um filho. Seja você uma mãe que vive pelo seu filho e sofre por ele estar longe, ou uma mãe que tem aturar as traquinagens (gíria de vó) do moleque que corre pela casa derrubando tudo o que vê fingindo que é o Naruto ou qualquer um desses desenho japoneses que estão em febre, ou o Ben 10.
Sim sim, a pergunta é para você tio, tia, sobrinho ou sobrinha, primo ou prima, casado ou solteiro. Namorado, ficante ou namorix. Seja você que está morrendo por amor, enamorado ou então com muito ódio de alguém. Seja você que é mais quieto, ou então você que gosta de falar e não cala essa matraca, deve estar falando enquanto lê isso. Para você que só estuda e rala todo dia, ou então não estuda apesar de ter que "estudar". seja você um trabalhador rural, empresarial, artístico ou nada que essas classificações de hoje classifiquem, é para você a pergunta! Seja corinthiano, a nação mais linda do país, ou torcedor de outros times que jogam no Brasil, outros que nem se comparam ao poderoso timão (Falo mesmo, que me chinguem os São Paulinos, Palmeirenses e outros que não gostam do Corinthians.). Vocês que podem ser religiosos, ir à missa/culto/reunião/ que seja, ou que não querem essas coisas.
É para todos vocês, e eu sei que todos vocês com certeza procuram alguma coisa. E sem mais enrolações aqui vai a pergunta:
Se houvesse uma ferramenta que pudesse te dar todas as respostas você usaria, NÃO USARIA?
segunda-feira, 22 de março de 2010
Você já voou de balão?
É, eu também não. Se você já voou alguma vez talvez saiba mais do que eu sei agora. Vou tentar explicar o que sei sobre o assunto baseado nas histórias que ouvi, e naquilo que imagino que seja, dos meus sonhos perdidos quando voava de balão com o power ranger vermelho, alguma das princesas da Disney (tinha que ter uma paquerinha né?) e algum outro personagem famoso dos desenhos de minha infância.
Talvez todo mundo que existe nesse mundo já tenha sonhado que estava voando, ou de balão, ou de avião, ou voando como o Peter Pan com aquele pózinho brilhante da Sininho. Bom, todos sonham isso porque realmente deve ser muito legal. Mas, o interessante é que o balão, o avião e todas as coisas que vão "ao infinito e além" foram idealizadas realmente e são parte de nossa vida agora. Assim, agora é possível sair do universo dos sonhos em que voamos para voar de verdade e sentir na pele a sensação de estar a alguns mil metros de altura.
Voltemos a falar de balões. Como nunca voei só imagino como deve ser a sensação, baseado em alguns impulsos e sonhos meus. Porém o mais interessante, particularmente no voo de balão, é o modo como se voa. No balão não se tem muitos controles ou botões, ou manuais e comissários de bordo ou aeromoças. No balão somos simplesmente nós mesmos, e todo o voo pode se tornar até alguma coisa rústica e simples. Lá em cima, na real, não temos todo o controle sobre o balão, e dependemos de um ar, que irá soprar para onde quiser, para nos levar aonde quiser. Podemos tentar nos esquivar, manobrar e procurar aproveitar da melhor maneira o vento para irmos a lugares especiais e chegarmos ao nosso destino. Mas não podemos e nunca iremos conseguir ir contra o vento. E sem vento algum também não conseguiríamos sair do lugar.
Isso me faz pensar muito na minha vida. Eu posso tentar ir para onde quiser, fazer o que eu quiser e procurar o que eu quero a todo momento. Mas minha vida é como um voo de balão. Ela depende de um ar, um ar que sopra para onde quer e faz o que quer, na hora que quer. E é esse ar que me dirige e conduz e não posso dizer de onde ele realmente veio, ou para onde ele vai depois de passar por mim e me levar. Faço porém, o possível para permanecer na corrente desse ar, porque o aproveitando e deixando me levar, conduzo meu balão até o meu real destino, sem desvios, sem escalas fora de mão e sem inseguranças e turbulências desastrosas. Sei que às vezes posso me perder um pouquinho, mas com um pouco de persistência sou pego novamente pela corrente e me acho novamente cercado pelo vento que me levará ao meu destino final.
Talvez todo mundo que existe nesse mundo já tenha sonhado que estava voando, ou de balão, ou de avião, ou voando como o Peter Pan com aquele pózinho brilhante da Sininho. Bom, todos sonham isso porque realmente deve ser muito legal. Mas, o interessante é que o balão, o avião e todas as coisas que vão "ao infinito e além" foram idealizadas realmente e são parte de nossa vida agora. Assim, agora é possível sair do universo dos sonhos em que voamos para voar de verdade e sentir na pele a sensação de estar a alguns mil metros de altura.
Voltemos a falar de balões. Como nunca voei só imagino como deve ser a sensação, baseado em alguns impulsos e sonhos meus. Porém o mais interessante, particularmente no voo de balão, é o modo como se voa. No balão não se tem muitos controles ou botões, ou manuais e comissários de bordo ou aeromoças. No balão somos simplesmente nós mesmos, e todo o voo pode se tornar até alguma coisa rústica e simples. Lá em cima, na real, não temos todo o controle sobre o balão, e dependemos de um ar, que irá soprar para onde quiser, para nos levar aonde quiser. Podemos tentar nos esquivar, manobrar e procurar aproveitar da melhor maneira o vento para irmos a lugares especiais e chegarmos ao nosso destino. Mas não podemos e nunca iremos conseguir ir contra o vento. E sem vento algum também não conseguiríamos sair do lugar.
Isso me faz pensar muito na minha vida. Eu posso tentar ir para onde quiser, fazer o que eu quiser e procurar o que eu quero a todo momento. Mas minha vida é como um voo de balão. Ela depende de um ar, um ar que sopra para onde quer e faz o que quer, na hora que quer. E é esse ar que me dirige e conduz e não posso dizer de onde ele realmente veio, ou para onde ele vai depois de passar por mim e me levar. Faço porém, o possível para permanecer na corrente desse ar, porque o aproveitando e deixando me levar, conduzo meu balão até o meu real destino, sem desvios, sem escalas fora de mão e sem inseguranças e turbulências desastrosas. Sei que às vezes posso me perder um pouquinho, mas com um pouco de persistência sou pego novamente pela corrente e me acho novamente cercado pelo vento que me levará ao meu destino final.
domingo, 7 de dezembro de 2008
Os dois irmãos
Bom, essa é uma história daquelas que você pode contar aos seus futuros netos, numa rodinha, ou perto de uma laleira em momentos de paz e de lembranças. Ela é uma história em que existe uma moral, um lição, personagens e como sempre e de costume, um que faz o certo e outro que faz o errado. Para explicar melhor e com poucas palavras é um causo que um cara se dá bem e o outro se ferra, basicamente. Alguns podem achar engraçado, principalmente quando souberem todos os detalhes, e outros podem achar ridículo ou maluco. Fazer o que? Esse é meu objetivo mesmo, não tenho intenção de escrever textos que gerem comodidade, ou que não causem o mínimo de estranheza em nossas mentes robotizadas e normalizadas com o que chamamos de trivial e eventual. Mas então, mais uma vez, senta que lá vem história!
"A história se passa numa segunda-feira chuvosa e muito atípica. Onde dois irmãos se encontram, depois de manhã e tarde de estudos, para um evento que vão todas as segundas, e tradicional futebol da semana. Como é dia de chuva, o irmão mais velho já desanima, pois não vê em todo o seu caminho de volta de onde estava, a possibilidade de aquela chuva parar a tempo de ele e seus amigos se divertirem jogando o mais famoso esporte brasileiro, o futebol. É por isso que vai para casa desacreditado e cético, quanto à possibilidade de uma diversão saudável e eficaz para sua forma e estado físico e também mental.
Ao contrário de seu irmão cético, o irmão mais novo tem atitudes muito diferentes. Quando seu irmão chega em casa, ele já está arrumado para o futebol, pronto para jogar e ir até a quadra para dar um show de bola nos demais. Mas as condições ainda não são favoráveis para ele, pois ainda está chovendo e sem indícios de parar. Os dois irmãos discutem sobre a possibilidade de não haver o futebol, de seus amigos não irem, e de ainda estar chovendo, e, visto que a quadra é aberta, esta estar toda molhada. Depois de muito falar, discutir e teorizar, os dois decidem ir até o local para ver no que dará. O mais velho o tempo todo relutante à possibilidade de ele dar uns dribles e uns passes errados naquele dia.
Pois então chegam ao local. Ainda chovendo. O irmão mais velho dá uma de "aha! eu não disse" e ameaça ir embora, pois não haverá futebol se continuar chovendo. Porém o mais novo em todo tempo permanece fiel à possibilidade de haver a partida de futebol, pois acredita que a chuva vai parar e ainda que a quadra irá ter o devido tempo e condições de secar. Não sei se comentei antes, ou se vou ser repetitivo, mas o irmão mais velho ainda está cético e não acredita em possibilidade nenhuma de haver um futebol.
É então que tudo começa a acontecer rapidamente. A chuva vai parando. Os meninos começam a secar a quadra. Os irmãos discutem. O mais novo diz que vai dar pra jogar e secar a quadra, e o mais velho desacretidado, nem liga, quer ir embora. É aí que a história tem o auge, e que a atenção especial aos fatos é requerida.
- Você já ouviu a parábola dos dois lavradores? - diz o irmão mais novo quando o mais velho fala que está indo embora.
- Não quero saber, eu sei essa parábola, vamos embora.
- Você sabe a história?
- Sei! Não vai dar pra secar toda essa quadra antes que comece a chover de novo! Choveu o dia inteiro, não vai dar pra jogar bola, vamo embora e parar de perder tempo aqui! Os rodos não vão funcionar e nem temos muita gente hoje mesmo, tô indo embora...
- Pois vou contar de novo, é assim: Dois lavradores estão cuidando de uma plantação. Eles estão num período de muita seca, e precisam da umidade trazida pela chuva para conseguir plantar. Um deles se prepara para a chuva, ainda que não se tenha nenhuma atividade de nuvens no céu. O outro não acredita que irá chover e nem prepara a plantação. O resultado é que chove dali uns dias e o lavrador que se preparou colheu bons frutos e conseguiu passar bem a estação da seca, e o outro ficou sem nada.
- Tá e que isso tem a ver com agora? - o irmão mais velho já estava impaciente, cansado e desacreditado. Não preciso nem dizer a palavra cético, preciso?
- Estou me preparando para jogar futebol, e é isso que vou fazer a quadra vai secar. Assim como Deus abençoou o lavrador que se preparou pra chuva, vai abençoar a gente parando a chuva pra gente jogar bola.
O irmão mais velho calou-se no momento, mas ainda permaneceu no seu ceticismo, pois a quadra não tinha secado completamente. Deu que dali uns minutos estavam eles todos, os irmãos, amigos, e novos amigos, agradecendo a Deus por ter parado a chuva e possibilitado a partida de futebol, e principalmente a secagem da quadra. Talvez foi o tapa na cara mais doído no ceticismo do irmão mais velho, que se julgava inteligente e até mais sábio que o mais novo. Foi a prova que não era nada, e não estava preparado para muitas coisas e que existiam ainda outras muitas coisas que ele precisaria aprender e compreender. Seu ceticismo o impedia de se preparar para as coisas, de acreditar, ter esperança."
E é isso que o ceticismo faz conosco mesmo. Nos deixa tão a par e a mercê da razão que não podemos nos dar ao luxo de ter alguma esperança no impossível ou no inimaginável. Tudo é uma questão de dados e fatos e coisas palpáveis. Mas, e se a vida não é assim? E se tudo for muito mais além de tudo isso? Será que o que vemos, sentimos, e temos como padrão de vida é isso mesmo? Nós realmente entendemos o sentido da nossa mera existência? Com o ceticismo não há espaço para estas questões, e sem essas questões as possibilidades de novos caminhos, sonhos a realizar e uma esperança futura são massacradas e dizimadas.
Ok, ok, sei que você deve estar na frente do seu computador talvez dizendo: "quanta bobagem para um texto só, poderia tê-lo dividido em dois"ou "É muita questão profunda sem reposta, essa história não é real, é só figurativa, não tem base real." e milhões de outros pensamentos que não tenho a compreensão, pois não leio mentes! Te peço que releve o que escrevi. E há um porquê. O irmão mais velho, aquele que levou a bofetada da fé de seu irmão, que teve seu ceticismo escancarado e jogado na lama, acreditou mais naquilo que ele mesmo sabia e podia ver, e não naquilo que não podia ver. Não confiou naquilo que estava além de seu conhecimento, e muito ainda além de sua capacidade de realização, mas finalmente aprendeu algo sobre fé. Aprendeu algo relevante, e que o fez parar para refletir e pensar sobre seu ceticismo e sua utilidade realmente nula. Ser céticos nos faz mal, e uma hora ou outra e nos impede de aproveitar algumas coisas que nos são oferecidas e são dádivas de alguém muito maior que nós mesmos. Talvez não entendamos tudo o que nos é passado diariamente, mas uma busca por isso já um grande passo e com certeza é bem sucedida. Realmente o irmão mais velho aprendeu uma boa lição aqui, e a moral da história cada um pode tirar por si só, sintam-se a vontade. Tudo isso aconteceu a algumas semanas, numa segunda feira chuvosa, e o irmão mais velho, meus caros amigos, era eu.
"A história se passa numa segunda-feira chuvosa e muito atípica. Onde dois irmãos se encontram, depois de manhã e tarde de estudos, para um evento que vão todas as segundas, e tradicional futebol da semana. Como é dia de chuva, o irmão mais velho já desanima, pois não vê em todo o seu caminho de volta de onde estava, a possibilidade de aquela chuva parar a tempo de ele e seus amigos se divertirem jogando o mais famoso esporte brasileiro, o futebol. É por isso que vai para casa desacreditado e cético, quanto à possibilidade de uma diversão saudável e eficaz para sua forma e estado físico e também mental.
Ao contrário de seu irmão cético, o irmão mais novo tem atitudes muito diferentes. Quando seu irmão chega em casa, ele já está arrumado para o futebol, pronto para jogar e ir até a quadra para dar um show de bola nos demais. Mas as condições ainda não são favoráveis para ele, pois ainda está chovendo e sem indícios de parar. Os dois irmãos discutem sobre a possibilidade de não haver o futebol, de seus amigos não irem, e de ainda estar chovendo, e, visto que a quadra é aberta, esta estar toda molhada. Depois de muito falar, discutir e teorizar, os dois decidem ir até o local para ver no que dará. O mais velho o tempo todo relutante à possibilidade de ele dar uns dribles e uns passes errados naquele dia.
Pois então chegam ao local. Ainda chovendo. O irmão mais velho dá uma de "aha! eu não disse" e ameaça ir embora, pois não haverá futebol se continuar chovendo. Porém o mais novo em todo tempo permanece fiel à possibilidade de haver a partida de futebol, pois acredita que a chuva vai parar e ainda que a quadra irá ter o devido tempo e condições de secar. Não sei se comentei antes, ou se vou ser repetitivo, mas o irmão mais velho ainda está cético e não acredita em possibilidade nenhuma de haver um futebol.
É então que tudo começa a acontecer rapidamente. A chuva vai parando. Os meninos começam a secar a quadra. Os irmãos discutem. O mais novo diz que vai dar pra jogar e secar a quadra, e o mais velho desacretidado, nem liga, quer ir embora. É aí que a história tem o auge, e que a atenção especial aos fatos é requerida.
- Você já ouviu a parábola dos dois lavradores? - diz o irmão mais novo quando o mais velho fala que está indo embora.
- Não quero saber, eu sei essa parábola, vamos embora.
- Você sabe a história?
- Sei! Não vai dar pra secar toda essa quadra antes que comece a chover de novo! Choveu o dia inteiro, não vai dar pra jogar bola, vamo embora e parar de perder tempo aqui! Os rodos não vão funcionar e nem temos muita gente hoje mesmo, tô indo embora...
- Pois vou contar de novo, é assim: Dois lavradores estão cuidando de uma plantação. Eles estão num período de muita seca, e precisam da umidade trazida pela chuva para conseguir plantar. Um deles se prepara para a chuva, ainda que não se tenha nenhuma atividade de nuvens no céu. O outro não acredita que irá chover e nem prepara a plantação. O resultado é que chove dali uns dias e o lavrador que se preparou colheu bons frutos e conseguiu passar bem a estação da seca, e o outro ficou sem nada.
- Tá e que isso tem a ver com agora? - o irmão mais velho já estava impaciente, cansado e desacreditado. Não preciso nem dizer a palavra cético, preciso?
- Estou me preparando para jogar futebol, e é isso que vou fazer a quadra vai secar. Assim como Deus abençoou o lavrador que se preparou pra chuva, vai abençoar a gente parando a chuva pra gente jogar bola.
O irmão mais velho calou-se no momento, mas ainda permaneceu no seu ceticismo, pois a quadra não tinha secado completamente. Deu que dali uns minutos estavam eles todos, os irmãos, amigos, e novos amigos, agradecendo a Deus por ter parado a chuva e possibilitado a partida de futebol, e principalmente a secagem da quadra. Talvez foi o tapa na cara mais doído no ceticismo do irmão mais velho, que se julgava inteligente e até mais sábio que o mais novo. Foi a prova que não era nada, e não estava preparado para muitas coisas e que existiam ainda outras muitas coisas que ele precisaria aprender e compreender. Seu ceticismo o impedia de se preparar para as coisas, de acreditar, ter esperança."
E é isso que o ceticismo faz conosco mesmo. Nos deixa tão a par e a mercê da razão que não podemos nos dar ao luxo de ter alguma esperança no impossível ou no inimaginável. Tudo é uma questão de dados e fatos e coisas palpáveis. Mas, e se a vida não é assim? E se tudo for muito mais além de tudo isso? Será que o que vemos, sentimos, e temos como padrão de vida é isso mesmo? Nós realmente entendemos o sentido da nossa mera existência? Com o ceticismo não há espaço para estas questões, e sem essas questões as possibilidades de novos caminhos, sonhos a realizar e uma esperança futura são massacradas e dizimadas.
Ok, ok, sei que você deve estar na frente do seu computador talvez dizendo: "quanta bobagem para um texto só, poderia tê-lo dividido em dois"ou "É muita questão profunda sem reposta, essa história não é real, é só figurativa, não tem base real." e milhões de outros pensamentos que não tenho a compreensão, pois não leio mentes! Te peço que releve o que escrevi. E há um porquê. O irmão mais velho, aquele que levou a bofetada da fé de seu irmão, que teve seu ceticismo escancarado e jogado na lama, acreditou mais naquilo que ele mesmo sabia e podia ver, e não naquilo que não podia ver. Não confiou naquilo que estava além de seu conhecimento, e muito ainda além de sua capacidade de realização, mas finalmente aprendeu algo sobre fé. Aprendeu algo relevante, e que o fez parar para refletir e pensar sobre seu ceticismo e sua utilidade realmente nula. Ser céticos nos faz mal, e uma hora ou outra e nos impede de aproveitar algumas coisas que nos são oferecidas e são dádivas de alguém muito maior que nós mesmos. Talvez não entendamos tudo o que nos é passado diariamente, mas uma busca por isso já um grande passo e com certeza é bem sucedida. Realmente o irmão mais velho aprendeu uma boa lição aqui, e a moral da história cada um pode tirar por si só, sintam-se a vontade. Tudo isso aconteceu a algumas semanas, numa segunda feira chuvosa, e o irmão mais velho, meus caros amigos, era eu.
terça-feira, 6 de maio de 2008
Vôo livre
Ontem me deparei com um fato interessante. Estava caminhando quando observei uma borboleta tentando voar na mesma velocidade em que andava, ela se esforçava para aproveitar o vento e continuar sua tragetória até o seu destino. Detalhe que não eram suas asas que determinavam a sua tragetória, mas a resultante da ação do vento sobre ela. Era o vento que dava o destino final da borboleta, e quando ela passou por mim, vi que utilizava do próprio para chegar aonde queria. Assim, não lutando contra o vento, mas o usando a favor do movimento, esse humilde inseto voava livremente enquanto eu o observava. A liberdade que a borboleta tinha, de voar como queria, não era por ter vencido o vento, mas de ter sido carregada por ele.
Isso me faz parar para pensar sobre nossa vida. Tentamos, queremos e almeijamos ser livres de todo. Livres para escolher nossos próprios caminhos, livres de outras pessoas se intrometendo nos nossos interesses, livres de dificuldades, sejam elas relacionais, financeiras e infinitas outras. Queremos caminhar de uma maneira que nos faça se deliciar a cada dia e desfrutar de real liberdade. Mas porque então vivemos de maneira tão corrida, desesperada, preocupada e presa? Aonde foi que, na nossa busca pela liberdade, acabamos por nos prender em escravidão ao trabalho, dinheiro, poder, fama e prazeres? Será que somos um caso perdido? Viver assim, tentando ser livres, simplesmente tentando se livrar das coisas, do que aparentemente nos faz mal? É assim que todo dia tentamos lutar contra o vento, por nossas próprias forças, nos preocupando com tudo e com todos. Somos uma borboleta burra, tentando ir contra a ação do vento e se perguntando porque Deus não nos deixa chegar ao nosso destino.
O que não sabemos é que nosso destino está na direção contrária. Devemos utilizar dos nossos problemas, aflições e outros que nos preocupam tanto para então ficar livres. O segredo não é lutar contra o vento, mas sim deixar que ele leve e aproveitá-lo para chegar ao nosso destino. E então entenderemos o que Deus quer nos mostrar com tudo isso. Que Ele controla tudo, qualquer tentativa nossa de tentarmos ser livres será toscamente falha. Pois somos ridiculamente fracos e sem nenhuma capacidade de ser livres por nós mesmos, ou de controlar e vencer o vento forte que sopra muitas vezes diante de nós. É por isso que Deus nos fala para pararmos de nos preocupar em exesso com a idéia de nos livrarmos de tudo. Deus pede para confiarmos nEle, deixarmos o vento nos levar e então ser de verdade livres.
O que digo é que, se realmente pararmos de nos preocupar exessivamente nas coisas, e olharmos mais para aquele que nos criou, formou e amou, poderemos desfrutar de melhor maneira a vida. Tentamos segurar tantas coisas, ter o controle de tudo, mas na verdade não podemos nem ao menos controlar nossa vontade de ir ao banheiro. A liberdade de fato não é ter o controle de todas as coisas na vida, ter independência e tudo o mais. Liberdade é viver o vôo livre, deixando Deus nos levar, guiar e proteger, caminhando junto com Ele e indo aonde Ele for. Somos extremamente falhos não vamos conseguir as coisas por merecimento. Porém, Deus nos amou mais que tudo e nos deu o direito de viver segundo a sua graça radical e abundante. Deus nos concedeu a liberdade, não porque somos dignos dela, mas porque ele nos ama. Por isso, não vamos tentar segurar e controlar as coisas, parafraseando um escritor chamado H. William Webb-Peploe, "Deixe que Ele cuide do 'segurar' enquanto você cuida do 'confiar'."
Isso me faz parar para pensar sobre nossa vida. Tentamos, queremos e almeijamos ser livres de todo. Livres para escolher nossos próprios caminhos, livres de outras pessoas se intrometendo nos nossos interesses, livres de dificuldades, sejam elas relacionais, financeiras e infinitas outras. Queremos caminhar de uma maneira que nos faça se deliciar a cada dia e desfrutar de real liberdade. Mas porque então vivemos de maneira tão corrida, desesperada, preocupada e presa? Aonde foi que, na nossa busca pela liberdade, acabamos por nos prender em escravidão ao trabalho, dinheiro, poder, fama e prazeres? Será que somos um caso perdido? Viver assim, tentando ser livres, simplesmente tentando se livrar das coisas, do que aparentemente nos faz mal? É assim que todo dia tentamos lutar contra o vento, por nossas próprias forças, nos preocupando com tudo e com todos. Somos uma borboleta burra, tentando ir contra a ação do vento e se perguntando porque Deus não nos deixa chegar ao nosso destino.
O que não sabemos é que nosso destino está na direção contrária. Devemos utilizar dos nossos problemas, aflições e outros que nos preocupam tanto para então ficar livres. O segredo não é lutar contra o vento, mas sim deixar que ele leve e aproveitá-lo para chegar ao nosso destino. E então entenderemos o que Deus quer nos mostrar com tudo isso. Que Ele controla tudo, qualquer tentativa nossa de tentarmos ser livres será toscamente falha. Pois somos ridiculamente fracos e sem nenhuma capacidade de ser livres por nós mesmos, ou de controlar e vencer o vento forte que sopra muitas vezes diante de nós. É por isso que Deus nos fala para pararmos de nos preocupar em exesso com a idéia de nos livrarmos de tudo. Deus pede para confiarmos nEle, deixarmos o vento nos levar e então ser de verdade livres.
Por isso, vos digo: não andeis anciosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber, nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais que o alimento, e o corpo mais que as vestes? Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves? Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado (medida do punho até o cotovelo) ao curso de sua vida? E porque andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam. Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais vós outros, homens de pequena fé?Refletindo nesse texto olho que há uma real possibilidade de viver a plena liberdade do vôo livre. A liberdade está no confiar em Deus. Deixar que ele controle as coisas, e se direcionar somente pela sua palavra. Basta a cada dia o seu próprio mal, viver cada dia se concentrando somente no presente e naquilo que Deus faz por nós e aravés de nós. Não estou falando para desencanarmos de trabalhar, virarmos todos xiitas e sairmos cantando canções contra o trabalho, o mercado e tudo mais. Não estou dizendo que temos que simplesmente sair na rua e pensar que não tendo mais responsabilidades estaremos livres. É sério, não quero que você depois de ler esse texto saia na rua como se nada mais desse errado na sua vida, atravesse uma rua sem olhar e se preocupar com o trânsito e seja morto atropelado por uma velha senhora dirigindo um fusca enferrujado do ano de 68.
Porquanto, não vos inquieteis, dizendo:" Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos?" Porque os gentios é que procuram todas essas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai pois em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.
(Jesus, Matheus 6: 25-34)
O que digo é que, se realmente pararmos de nos preocupar exessivamente nas coisas, e olharmos mais para aquele que nos criou, formou e amou, poderemos desfrutar de melhor maneira a vida. Tentamos segurar tantas coisas, ter o controle de tudo, mas na verdade não podemos nem ao menos controlar nossa vontade de ir ao banheiro. A liberdade de fato não é ter o controle de todas as coisas na vida, ter independência e tudo o mais. Liberdade é viver o vôo livre, deixando Deus nos levar, guiar e proteger, caminhando junto com Ele e indo aonde Ele for. Somos extremamente falhos não vamos conseguir as coisas por merecimento. Porém, Deus nos amou mais que tudo e nos deu o direito de viver segundo a sua graça radical e abundante. Deus nos concedeu a liberdade, não porque somos dignos dela, mas porque ele nos ama. Por isso, não vamos tentar segurar e controlar as coisas, parafraseando um escritor chamado H. William Webb-Peploe, "Deixe que Ele cuide do 'segurar' enquanto você cuida do 'confiar'."
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Quebrados
Você já se deparou com alguma coisa quebrada, tal um copo, um muro, um pedaço de plástico, ou até uma vida? Coisas quebradas realmente parecem muito feias e sem graça, e quando nós as vemos, um sentimento negativo nos consome. Às vezes parece difícil encarar o fato de que quebramos alguma coisa, ou alguém, ou ainda mais, que quebramos a nós mesmos. Quem já quebrou o braço sabe da dor que se sente quando o triste fato acontece. Talvez, uma parte do processo da vida verdadeira seja a quebra. Talvez a gente precise de verdade ser quebrados para então entender o que é a vida.
Mas, ainda fico encanado com a aparência das coisas quebradas. Não tem nenhuma aparência! Nada, simplesmente não são mais o que eram antes. Coisas quebradas são apenas meros vestígios vagos do que um dia se foi algo pomposo e palpável, numa realidade, com altura comprimento e largura, densidade e volume, sentimentos ou não, movimentos ou não e até com alma em alguns casos. A quebra traz deformação, a deformação traz sofrimento, o sofrimento traz dor, e tudo isso resulta num processo que deixa as coisas, ou nós, muito feios, sem graça e muitas vezes tristes desolados e sem esperança.
Entretanto, contrapondo toda a feiúra e mesquinhez da quebra, talvez ela nos faça muito bem. Quando somos quebrados, moídos mais precisamente, vemos quem realmente somos. A quebra tira todo orgulho, toda avareza, toda indiferença, todo egoísmo, modismo, escapismo, futurismo, e muitos outros ismos que nos fazem não querer encarar quem na verdade somos. Cada minuto do processo de quebra é extremamente útil para nos conhecermos como nós somos na essência, como fomos criados, imagem e semelhança de Deus. A quebra dá margem a pensarmos e refletirmos, ficamos mais abertos à visões de mundo diferentes das nossas antigas, e vivemos mais no presente, pois não há passado para se agarrar, visto que tudo foi destruído, e não há uma esperança de um futuro bom. É nesse momento, o verdadeiro presente, que Deus atua em nossas vidas de forma implacável.
No presente Deus atua com aqueles que não escapam para os lados. Por isso Ele nos quebra, mói e nos coloca em cheque-mate, para ter um real encontro com Ele. Constantemente somos desafiados a viver esse presente, no qual não somos nada além do que vasos quebrados, peças precisando de conserto, sem saber aonde ir, como agir ou o que fazer. No presente, somos apenas pessoas quebradas, filhos quebrados precisando de um pai que nos acerte. Deus tem o potencial para nos consertar, mas antes disso, precisamos assumir a nossa quebra, reconhecer o fato.
A história de Jó é uma boa história para uma ilustração relevante. Jó foi dilacerado, com a permissão de Deus. Teve seus filhos mortos, seus rebanhos dizimados, e seu corpo debilitado. Teve 3 "amigos" que jogavam na cara dele todo dia que Deus faz isso com as pessoas ruins e faz como castigo para com os pecadores. E ainda mais, teve uma mulher que o pediu para que amaldiçoasse seu Criador. Jó teve um processo de quebra que eu chamaria de extremo. Mas mesmo assim, com todas as dificuldades e problemas, Jó não amaldiçoou a Deus, não se voltou contra Ele, e assumiu que realmente era pecador. Jó era o homem mais justo da Terra na época, e talvez foi um dos homens mais justos do mundo todo. Alguém que foi dilacerado totalmente, para o reconhecimento de que ele não era nada perante Deus. Esse é o resultado da quebra.
Necessidade. A quebra nos traz uma necessidade de algo, de ajuda, conselhos e consertos. Quando assumimos nossa quebra, imediatamente pensamos em como consertar, reconstruir e acertar de novo. É aí que colocamos nossa vida diante de Deus e falamos: "Tó, é sua, você quebrou, você conserta tá? Toda sua.". É essa entrega que Deus deseja! Que dependamos dEle, que necessitemos do seu amor para completar nosso ser e acertar nossos caminhos. A quebra nos faz deparar realmente, face a face, com quem nós realmente somos. E nosso eu verdadeiro verdadeiramente precisa de um Salvador e Redentor. Pois sozinhos somos apenas cacos, quebrados, indiferentes e ridículos; mas quando entregues nas mãos do oleiro(cara que faz vasos), podemos ser derretidos novamente na aguá viva, e moldados com as próprias mãos do Criador. Que a gente aceite o que realmente somos, nada sem Deus, apenas vasos quebrados.
Mas, ainda fico encanado com a aparência das coisas quebradas. Não tem nenhuma aparência! Nada, simplesmente não são mais o que eram antes. Coisas quebradas são apenas meros vestígios vagos do que um dia se foi algo pomposo e palpável, numa realidade, com altura comprimento e largura, densidade e volume, sentimentos ou não, movimentos ou não e até com alma em alguns casos. A quebra traz deformação, a deformação traz sofrimento, o sofrimento traz dor, e tudo isso resulta num processo que deixa as coisas, ou nós, muito feios, sem graça e muitas vezes tristes desolados e sem esperança.
Entretanto, contrapondo toda a feiúra e mesquinhez da quebra, talvez ela nos faça muito bem. Quando somos quebrados, moídos mais precisamente, vemos quem realmente somos. A quebra tira todo orgulho, toda avareza, toda indiferença, todo egoísmo, modismo, escapismo, futurismo, e muitos outros ismos que nos fazem não querer encarar quem na verdade somos. Cada minuto do processo de quebra é extremamente útil para nos conhecermos como nós somos na essência, como fomos criados, imagem e semelhança de Deus. A quebra dá margem a pensarmos e refletirmos, ficamos mais abertos à visões de mundo diferentes das nossas antigas, e vivemos mais no presente, pois não há passado para se agarrar, visto que tudo foi destruído, e não há uma esperança de um futuro bom. É nesse momento, o verdadeiro presente, que Deus atua em nossas vidas de forma implacável.
No presente Deus atua com aqueles que não escapam para os lados. Por isso Ele nos quebra, mói e nos coloca em cheque-mate, para ter um real encontro com Ele. Constantemente somos desafiados a viver esse presente, no qual não somos nada além do que vasos quebrados, peças precisando de conserto, sem saber aonde ir, como agir ou o que fazer. No presente, somos apenas pessoas quebradas, filhos quebrados precisando de um pai que nos acerte. Deus tem o potencial para nos consertar, mas antes disso, precisamos assumir a nossa quebra, reconhecer o fato.
A história de Jó é uma boa história para uma ilustração relevante. Jó foi dilacerado, com a permissão de Deus. Teve seus filhos mortos, seus rebanhos dizimados, e seu corpo debilitado. Teve 3 "amigos" que jogavam na cara dele todo dia que Deus faz isso com as pessoas ruins e faz como castigo para com os pecadores. E ainda mais, teve uma mulher que o pediu para que amaldiçoasse seu Criador. Jó teve um processo de quebra que eu chamaria de extremo. Mas mesmo assim, com todas as dificuldades e problemas, Jó não amaldiçoou a Deus, não se voltou contra Ele, e assumiu que realmente era pecador. Jó era o homem mais justo da Terra na época, e talvez foi um dos homens mais justos do mundo todo. Alguém que foi dilacerado totalmente, para o reconhecimento de que ele não era nada perante Deus. Esse é o resultado da quebra.
Necessidade. A quebra nos traz uma necessidade de algo, de ajuda, conselhos e consertos. Quando assumimos nossa quebra, imediatamente pensamos em como consertar, reconstruir e acertar de novo. É aí que colocamos nossa vida diante de Deus e falamos: "Tó, é sua, você quebrou, você conserta tá? Toda sua.". É essa entrega que Deus deseja! Que dependamos dEle, que necessitemos do seu amor para completar nosso ser e acertar nossos caminhos. A quebra nos faz deparar realmente, face a face, com quem nós realmente somos. E nosso eu verdadeiro verdadeiramente precisa de um Salvador e Redentor. Pois sozinhos somos apenas cacos, quebrados, indiferentes e ridículos; mas quando entregues nas mãos do oleiro(cara que faz vasos), podemos ser derretidos novamente na aguá viva, e moldados com as próprias mãos do Criador. Que a gente aceite o que realmente somos, nada sem Deus, apenas vasos quebrados.
terça-feira, 1 de abril de 2008
Perturbações
Por que está abatida ó minha alma?Você já se sentiu perturbado alguma vez? Lógico que sim, essa é uma pergunta estúpida. Todos ficamos perturbados, angustiados, decepcionados alguma vez na vida. Mas você já se sentiu como se sua alma tivesse sido abatida por um caminhão, ou se como você estivesse encurralado numa sinuca de bico, sem ter nenhuma saída? Agústia profunda, desespero, extremos de realidades e vidas que precisam de ajuda interior urgentemente.
Por que te perturbas dentro de mim?
(Salmos 42:5a)
Às vezes nossa vida pode não ter uma certa bonança. É sobre isso justamente que quero falar. Perturbações no nosso caminho, turbulências talvez, mas eventos que nos deixam abalados, e que põe em risco a nossa integridade, nossa estabilidade e nossa alegria. Coisas comuns ou nem tão comuns. Pessoas, relacionamentos, desastres, trabalho, acidentes, acontecimentos sem explicação e muitas outras coisas que simplesmente acontecem, abalando nossa alma. É aí que a paz que existe dentro de nós é botada a prova, e nosso ser realmente é testado, ironicamente, para o nosso melhor. Dífícil crer nisso em meio a perturbações.
Talvez a maior perturbação existente, pelo menos para mim, é a perda da confiança de alguém. Não é de se admirar que esse é meu maior medo também. Coisas assim me deixam seriamente perturbado. A confiança que temos uns nos outros, como humanos, criaturas de Deus, é todo o reflexo da bondade, misericórdia e graça vinda dEle para nós. Nos nossos relacionamentos nós nos perdoamos, choramos rimos juntos, fazemos diversas coisas contando com a honestidade sincera vinda de cada um, e ainda mais, nos entregamos em favor do outro. Isso só pode existir se um sentimento for presente antes. A confiança.
Das perturbações corre-se o risco do desequilíbrio. E da perda do equilíbrio, vem a queda. É mais fácil cair quando a gente fica instável, desmotivado, triste e angustiado. Por isso que isso é tão ruim para nós. Podemos até nos afastar de Deus em uma dessas. Nosso relacionamento com Ele pode ser fragilizado pelos problemas que passamos, se não soubermos lidar com eles de forma apropriada. Mas então o que fazer para não desesperar? Que atitude tomar? Por que ficamos assim, tristes, angustiados? Aonde está o nosso Deus nessas horas? Por que nossa alma fica, está, assim, abatida? A alternativa a correr, e único motivo de vida, está escrita no restante do versículo mencionado no começo deste texto.
Espera em Deus, pois ainda o louvarei,Pode isso ser mais real? A única alternativa é correr para justamente aquele a quem questionamos. "Por que comigo Deus?", "Aonde esteve você?". Esses e muitos outros questionamentos interiores nos enchem de dúvidas sobre a presença factual de Deus em nossas vidas e a atuação desta em nossa alma. Não adianta de nada a relutância aos fatos, de que precisamos constantemente desse Deus. E que não somos nada, e Ele faz o que quer conosco, afinal ele é o SENHOR de tudo, Rei do Universo. Mesmo em tribulações, perturbações, ou qualquer problema que seja, Ele se mostra interessado em participar, ajudar e oferecer amor. Porque esse Deus é gracioso, misericordioso e perdoa o pecador. Precisamos dEle o tempo todo, a todo momento. Talvez esperar em Deus possa parecer o clichê mais falado, e até inútil de comentar. Mas mostra resultado. Mostrou a mim, e sempre mostrará. Mas esperar não é simplesmente esperar o tempo passar e falar: "foi vontade de Deus" ou "o melhor aconteceu". Esperar em Deus é realmente se entregar à Ele, dependendo totalmente do favor desse Deus maravilhoso e incompreensível.
a Ele, meu auxílio e Deus meu.
Eu preciso dEle agora, e precisarei sempre. Em todos os momentos, quer perturbados ou não. Cada instante na presença dEle vale mais do que mil em qualquer outro lugar. E eu estranhamente sei que tudo estará muito bem com Ele. Esse sentimento, da renovação da paz, ainda que por sobre um tremendo e agitado mar. Meus sentidos eu entreguei à Ele. Toda a minha confiança é dEle. Confaiança que prezo mais que tudo, e admiro com um belo por do Sol, ou como as muitas estrelas numa noite ou ainda como aqueles cachorros de desenho animado em frente ao frango da padaria. Todo o meu amor, e qualquer outro sentimento, está ao pés de Deus. Porque em meio aos problemas Ele me trouxe a solução, em meio a escuridão Ele me trouxe luz, em meio à perturbação ele me trouxe paz.
Como suspira a corça pelas correntes das águas,
assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma.
A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo;
(Salmo 42: 1 e 2a)
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Véspera
Véspera, palavra que usamos para o dia antes daquele dia que tanto esperamos, ou seja, "o dia antes" a grosso modo. Tratamos a véspera com ansiedade e receio, até com medo, com o friozinho da barriga de sempre. Véspera de um aniverssário, véspera de um grande resultado de provas, véspera de casamento, enfim, a véspera é sempre um dia tenso, muitas vezes alegre também. Há muitas vésperas que foram importantes na história, tal como a véspera do Natal, onde os reis magos viram a estrela e a perseguiram para encontrar o menino-Deus, o messias prometido e nosso Salvador e Senhor. Há a véspera de sua morte, a qual foi repleta de acontecimentos importantes como o suicídio de Judas, Pedro negando Jesus três vezes, o povo cuspindo, maltratando, e toda a tortura, física e emocional, do Salvador, o período que chamamos de "Paixão de Cristo". Há ainda sobre Jesus Cristo a véspera de sua ressureição, dia tenso para todos os seus amigos e familiares, e o final da espera, qual no último minuto do dia, na alta madrugada, a pedra do túmulo foi removida. Muitas coisas interessantes existem sobre vésperas. É isso o que faz elas serem tão notadas, importantes e cheias de ansiedade.
Véspera era também uma forma de chamar a primeira vigília da noite, na época do império romano. As vigílias eram divididas em duas partes, as antes da meia-noite e as depois da meia-noite. As antes da meia-noite eram: Véspera, Prima fax, Concubia e Intempesta. As depois da meia-noite eram: Inclinatio, Gallicinium, Conticinium e Diluculurn. Essas vigílias serviam para os guardas trocarem seus turnos. O interessante é que a véspera era a primeira das vigílias, o começo da vigília para o outro dia. Se me entendem, era o primeiro passo, para o novo dia que viria. A véspera é alem da espera, uma vigília, um aumento da atenção sobre os acontecimentos que estão ao redor. Todos ficamos com os sentimentos mais aguçados na véspera!
Mas então o que fazer com toda essa ansiedade? O que dizer, o que sentir, como fazer as coisas? Tudo parece acontecer e ir acontecendo de uma maneira que não sabemos como controlar, e queremos controlar. Temos de fato esse controle? Podemos, em nossa mera existência, exigir esse controle de nossas vidas? Acho que não. Não há como controlar os acontecimentos. A véspera, o que devemos fazer, é não deixar a ansiedade sobrepor a atenção da vigília. Temos essas duas coisas, a ansiedade e a vigília. A ansiedade em exesso nunca é boa, e pode vir a atrapalhar tudo, nos fazendo confundir e nos precipitar. Na véspera, fique atento, vigie, e haja com atenção à todos os acontecimentos. Porque Jesus mesmo nos disse pra não nos preocuparmos com o dia de amanhã. Ele nos dá todas as coisas, nos provê sustento, não há porque nos preocuparmos além de nossas forças. É melhor deixar as coisas nas mãos daquele que nos sustenta, e nos provê o que necessitamos. Tente isso, talvez trará mais animo a sua vida, como tem trazido à minha. Animo de viver, encontrei em Deus somente, e no texto que virá a seguir, que me faz ficar calmo nas vésperas de dias importantes e me traz paz, a solene paz do Espírito Santo.
Véspera era também uma forma de chamar a primeira vigília da noite, na época do império romano. As vigílias eram divididas em duas partes, as antes da meia-noite e as depois da meia-noite. As antes da meia-noite eram: Véspera, Prima fax, Concubia e Intempesta. As depois da meia-noite eram: Inclinatio, Gallicinium, Conticinium e Diluculurn. Essas vigílias serviam para os guardas trocarem seus turnos. O interessante é que a véspera era a primeira das vigílias, o começo da vigília para o outro dia. Se me entendem, era o primeiro passo, para o novo dia que viria. A véspera é alem da espera, uma vigília, um aumento da atenção sobre os acontecimentos que estão ao redor. Todos ficamos com os sentimentos mais aguçados na véspera!
Mas então o que fazer com toda essa ansiedade? O que dizer, o que sentir, como fazer as coisas? Tudo parece acontecer e ir acontecendo de uma maneira que não sabemos como controlar, e queremos controlar. Temos de fato esse controle? Podemos, em nossa mera existência, exigir esse controle de nossas vidas? Acho que não. Não há como controlar os acontecimentos. A véspera, o que devemos fazer, é não deixar a ansiedade sobrepor a atenção da vigília. Temos essas duas coisas, a ansiedade e a vigília. A ansiedade em exesso nunca é boa, e pode vir a atrapalhar tudo, nos fazendo confundir e nos precipitar. Na véspera, fique atento, vigie, e haja com atenção à todos os acontecimentos. Porque Jesus mesmo nos disse pra não nos preocuparmos com o dia de amanhã. Ele nos dá todas as coisas, nos provê sustento, não há porque nos preocuparmos além de nossas forças. É melhor deixar as coisas nas mãos daquele que nos sustenta, e nos provê o que necessitamos. Tente isso, talvez trará mais animo a sua vida, como tem trazido à minha. Animo de viver, encontrei em Deus somente, e no texto que virá a seguir, que me faz ficar calmo nas vésperas de dias importantes e me traz paz, a solene paz do Espírito Santo.
Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes?
Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, vocês não valem muito mais que as aves? Qual de vocês, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado (medida do cotovelo até a mão) ao curso de sua vida? E porque andam ansiosos quanto ao vestuário? Considerem como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam.
Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé?
Portanto não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? ou: Com que nos vestiremos?
Porque os gentios é que procuram todas essas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai pois em primeiro lugar, e seu reino e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.
Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.
(Matheus 6 : 24 a 34)
sábado, 27 de outubro de 2007
"Vê se há em mim algum caminho mau..."
Quando pedimos, como o salmista pede no salmo 139, para Deus nos sondar, e nos vigiar, e guiar pelo caminho eterno, além disso também dizemos, "Vê se há em mim algum caminho mau". Isso implica erros, transgressões, tropeções na conduta de vida. Afinal, você poderia me dizer, que todos erramos, e todos cometemos, vez ou outra, algum erro. Claro que sim, somos humanos!
Mas há muito mais por trás disso, muito mais que um simples erro. Caminhos maus não são apenas erros isolados, mas uma conduta fora do padrão correto, uma conduta destrutiva, que leva a morte espiritual. Lidar com o tema "pecado" é muito difícil, pois muitos tem opiniões diferentes, alguns mais liberais, outros mais conservadores. Vou ser bem geral aqui, não aprofundando muito, mas passando o principio da coisa, e ligando com o que quero opinar e filosofar sobre a coisa.
Sobre nossa posição quando erramos, nossa consciência. O que fazemos quando estamos errados, e sabemos disso? Continuamos no erro? Há um proverbio que diz mais ou menos assim: "Se você percebe que está num caminho errado, então saia dele!" Porque milhões de pessoas sabem que estão erradas, fazendo coisas que não serão boas para a vida delas e, ainda assim, continuam fazendo? Há coisas tão difíceis de explicar como essa e o livre arbítrio. Mas, afinal, o que realmente importa? Nós sabermos todo o funcionamento do porque erramos, ou sabermos que há perdão para pecadores arrependidos?
Tenho feito muitas perguntas ultimamente, e lido muito o livro dos Salmos. O salmista Davi tem uma vida interessante quanto a erros, e seria muito bom discutir isso nas linhas desse blog, para aprofundar melhor esse tema. Nesse específico salmo, nos específicos versos que comento: "Vê se há em mim algum caminho mal", está embutido uma confiança muito grande, além de arrependimento, e o reconhecimento de Deus como o que Ele realmente é: Senhor de tudo o que há na terra, nos mares, e nos ares, e de todo o universo. O pedido para Deus sondar o coração, estar perto, olhando e circundando a vida dele é um dos pedidos mais sinceros de uma vida em relacionamento e intimidade com Deus. Por que? Ao pedir isso, permitimos que Deus interfira na nossa vida com a opinião dele, e implica ouvir a voz de Deus, se caso não andarmos conforme a sua vontade.
Quando faço a mesma oração, sei que posso esperar uma resposta não muito boa ou favorável a mim, pelo meu andar, e pelos meus erros. Mas o interesse em corrigi-los é algo notável, e Deus é atraído de alguma forma com isso, ele reconhece o coração do arrependido, e tem infinito perdão e misericórdia de todos aqueles que se entregam aos Seus pés. Esse Deus é incrível! Sem nem mesmo merecermos, Ele perdoa, ama, e ainda por cima nos sonda e nos avisa quando estamos indo em direções erradas. Tudo o que temos que fazer é prestar atenção a Sua voz. Buscar de coração o contato com Ele, e o relacionamento fiel e íntimo com Deus. Aí então conseguiremos ter moral suficiente para negarmos a nós mesmos, reconhecermos o nada que somos diante dEle, e realmente nos entregarmos a Deus. Meu Deus, vê se há em mim algum caminho mal! Vê se em meu caminhar eu errei, e corrige, anda junto a mim, guia-me pelo Seu caminho, o caminho eterno, e me faça novo, renove meus caminhos. Sonda-me, fique perto de mim, pois me entrego a você, e confio plenamente no que tem reservado para a minha vida. Tire meus erros e jogue-os fora, transforme minha vida, e me mostre a Tua palavra. Essa é a oração de Davi, de muitos Cristãos hoje em dia, minha oração, sua oração, e a oração que demonstra tanta coragem, humildade, entrega e confiança no Deus que tudo pode, tudo vê, e tudo sabe.
Mas há muito mais por trás disso, muito mais que um simples erro. Caminhos maus não são apenas erros isolados, mas uma conduta fora do padrão correto, uma conduta destrutiva, que leva a morte espiritual. Lidar com o tema "pecado" é muito difícil, pois muitos tem opiniões diferentes, alguns mais liberais, outros mais conservadores. Vou ser bem geral aqui, não aprofundando muito, mas passando o principio da coisa, e ligando com o que quero opinar e filosofar sobre a coisa.
Sobre nossa posição quando erramos, nossa consciência. O que fazemos quando estamos errados, e sabemos disso? Continuamos no erro? Há um proverbio que diz mais ou menos assim: "Se você percebe que está num caminho errado, então saia dele!" Porque milhões de pessoas sabem que estão erradas, fazendo coisas que não serão boas para a vida delas e, ainda assim, continuam fazendo? Há coisas tão difíceis de explicar como essa e o livre arbítrio. Mas, afinal, o que realmente importa? Nós sabermos todo o funcionamento do porque erramos, ou sabermos que há perdão para pecadores arrependidos?
Tenho feito muitas perguntas ultimamente, e lido muito o livro dos Salmos. O salmista Davi tem uma vida interessante quanto a erros, e seria muito bom discutir isso nas linhas desse blog, para aprofundar melhor esse tema. Nesse específico salmo, nos específicos versos que comento: "Vê se há em mim algum caminho mal", está embutido uma confiança muito grande, além de arrependimento, e o reconhecimento de Deus como o que Ele realmente é: Senhor de tudo o que há na terra, nos mares, e nos ares, e de todo o universo. O pedido para Deus sondar o coração, estar perto, olhando e circundando a vida dele é um dos pedidos mais sinceros de uma vida em relacionamento e intimidade com Deus. Por que? Ao pedir isso, permitimos que Deus interfira na nossa vida com a opinião dele, e implica ouvir a voz de Deus, se caso não andarmos conforme a sua vontade.
Quando faço a mesma oração, sei que posso esperar uma resposta não muito boa ou favorável a mim, pelo meu andar, e pelos meus erros. Mas o interesse em corrigi-los é algo notável, e Deus é atraído de alguma forma com isso, ele reconhece o coração do arrependido, e tem infinito perdão e misericórdia de todos aqueles que se entregam aos Seus pés. Esse Deus é incrível! Sem nem mesmo merecermos, Ele perdoa, ama, e ainda por cima nos sonda e nos avisa quando estamos indo em direções erradas. Tudo o que temos que fazer é prestar atenção a Sua voz. Buscar de coração o contato com Ele, e o relacionamento fiel e íntimo com Deus. Aí então conseguiremos ter moral suficiente para negarmos a nós mesmos, reconhecermos o nada que somos diante dEle, e realmente nos entregarmos a Deus. Meu Deus, vê se há em mim algum caminho mal! Vê se em meu caminhar eu errei, e corrige, anda junto a mim, guia-me pelo Seu caminho, o caminho eterno, e me faça novo, renove meus caminhos. Sonda-me, fique perto de mim, pois me entrego a você, e confio plenamente no que tem reservado para a minha vida. Tire meus erros e jogue-os fora, transforme minha vida, e me mostre a Tua palavra. Essa é a oração de Davi, de muitos Cristãos hoje em dia, minha oração, sua oração, e a oração que demonstra tanta coragem, humildade, entrega e confiança no Deus que tudo pode, tudo vê, e tudo sabe.
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Salmo 139
Senhor, tu me sondas
e me conheces
Sabes quando me assento
e quando me levanto
de longe penetras os meus pensamentos.
Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar
e conheces todos os meus caminhos.
Ainda a palavra não me chegou à língua,
e tu Senhor, já a conheces toda.
Tu me cercas por detrás e por diante
e sobre mim pões a mão.
Tal conhecimento
é maravilhoso demais para mim;
é sobremodo elevado, não o posso atingir.
Para onde me ausentarei do teu Espírito?
Para onde fugirei da tua face?
Se subo ao céus lá estás;
se faço a minha cama
no mais profundo abismo,
lá estás também;
se torno as asas da alvorada
e me detenho nos confins dos mares
ainda lá me haverá guiar a tua mão
e a tua destra me susterá.
Se eu digo: as trevas, com efeito,
me encobrirão,
e a luz ao redor de mim se fará noite,
Até as próprias trevas não te serão escuras:
as trevas e a luz são a mesma coisa.
Pois tu formaste o meu interior
tu me teceste no seio de minha mãe
Graças te dou, visto que por modo
assombrosamente maravilhoso
me formaste;
as tuas obras são admiráveis,
e a minha alma o sabe muito bem;
os meus ossos não te foram encobertos,
quando no oculto
fui formado e entrecido
como nas profundezas da terra.
Os teus olhos me viram
e a substância ainda informe,
e no teu livro foram escritos
todos os meus dias,
cada um deles escrito e determinado,
quando nem um deles havia ainda.
Que preciosos para mim, ó Deus,
são teus pensamentos!
E como é grande a soma deles!
Se os contasse, excedem os grãos de areia;
contaria, contaria,
sem jamais chegar ao fim.
Tomara, ó Deus, desses cabo do perverso;
e apartai-vos, pois de mim,
homens de sangue.
Eles se rebelam insidiosamente contra ti
e como teus inimigos falam malícia.
Não aborreço eu, Senhor
os que te aborrecem?
E não abomino os que contra ti se levantam?
Aborreço-os com ódio consumado;
para mim são inimigos de fato.
Sonda me, ó Deus, e conhece
o meu coração
prova-me e conheces os meus pensamentos;
vê se há em mim algum caminho mau
e guia-me pelo caminho eterno.
e me conheces
Sabes quando me assento
e quando me levanto
de longe penetras os meus pensamentos.
Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar
e conheces todos os meus caminhos.
Ainda a palavra não me chegou à língua,
e tu Senhor, já a conheces toda.
Tu me cercas por detrás e por diante
e sobre mim pões a mão.
Tal conhecimento
é maravilhoso demais para mim;
é sobremodo elevado, não o posso atingir.
Para onde me ausentarei do teu Espírito?
Para onde fugirei da tua face?
Se subo ao céus lá estás;
se faço a minha cama
no mais profundo abismo,
lá estás também;
se torno as asas da alvorada
e me detenho nos confins dos mares
ainda lá me haverá guiar a tua mão
e a tua destra me susterá.
Se eu digo: as trevas, com efeito,
me encobrirão,
e a luz ao redor de mim se fará noite,
Até as próprias trevas não te serão escuras:
as trevas e a luz são a mesma coisa.
Pois tu formaste o meu interior
tu me teceste no seio de minha mãe
Graças te dou, visto que por modo
assombrosamente maravilhoso
me formaste;
as tuas obras são admiráveis,
e a minha alma o sabe muito bem;
os meus ossos não te foram encobertos,
quando no oculto
fui formado e entrecido
como nas profundezas da terra.
Os teus olhos me viram
e a substância ainda informe,
e no teu livro foram escritos
todos os meus dias,
cada um deles escrito e determinado,
quando nem um deles havia ainda.
Que preciosos para mim, ó Deus,
são teus pensamentos!
E como é grande a soma deles!
Se os contasse, excedem os grãos de areia;
contaria, contaria,
sem jamais chegar ao fim.
Tomara, ó Deus, desses cabo do perverso;
e apartai-vos, pois de mim,
homens de sangue.
Eles se rebelam insidiosamente contra ti
e como teus inimigos falam malícia.
Não aborreço eu, Senhor
os que te aborrecem?
E não abomino os que contra ti se levantam?
Aborreço-os com ódio consumado;
para mim são inimigos de fato.
Sonda me, ó Deus, e conhece
o meu coração
prova-me e conheces os meus pensamentos;
vê se há em mim algum caminho mau
e guia-me pelo caminho eterno.
Sobre confiar
O Salmo 91 aborda muitas coisas sobre quem confia em Deus, e quem segue Seus caminhos. Aborda segurança, e mais que isso, a garantia de não errar, de não tropeçar. Aquele que reconhece o Senhor como refúgio tem seus caminhos em segurança, e terá paz e seus passos direcionados pelo Criador de todas as coisas. Mas então por que isso soa tão distante da gente no dia-a-dia? Por que confiar em algúem aparentemente inseguro, que não se pode ver, e que de primeira mão não oferece nenhuma garantia é tão difícil? Por que confiar em Deus é tão difícil às vezes? É Sua vontade que nos parece estar tão longe? Ou será que somos homens de pequena fé? Será isso uma característica humana, ver para crer? Será que no fundo somos todos Tomés ignorantes à tudo o que é realmente vindo de Deus e sobrenatural?
A reposta é muito profunda, e muito além da imaginação humana, e da razão, e da ciência, e de tudo o que foi nosso. Porque a mente de Deus e tão mais inteligente que a nossa, que nunca conseguiremos pensar como Ele, muito menos entender de fato o que Ele faz. O que temos são pistas, sinais, na bíblia e no nosso viver, das mostras de Deus à nós. Aí, meu amigo, Deus vai se revelando à nós, e somente o andar com Ele pode interpretar de fato essas revelações.
Aí entra a confiança. Algo que vai além do que a gente é no mundo, transcende o nosso ser, vai além de muitas das coisas que podemos imaginar. O livro de Provérbios no capítulo 3, verso 5 diz: "Confia no Senhor de todo o teu coração e não se apoie no seu próprio entendimento". A confiança em Deus é algo que deve ir além do nosso pensar, da nossa inteligência. É algo maior, mais profundo, numa camada mais funda e mais significativa da nossa vida. Requer uma entrega e fé.
A Fé em confiar em Deus vendo que as coisas estão dando erradas, confiar apesar de tudo estar desmoronando. Ver mil caírem do seu lado esquerdo e dez mil do seu lado direito e ainda assim não se desviar do caminho da luz. Permanecer confiando, no mundo de hoje, no mundo humano, no nosso mundo, é uma das coisas mais difíceis da vida. A confiança no Senhor nos requer a consciência que Ele está no controle da situação, não importa que rumo as coisas tomem. O que pode ser totalmente errado, sem noção, fora do normal, loucura para nós, pode ser o certo para Deus, e Seu propósito, segundo a Sua perfeita vontade. Essa é uma das coisas que dá muita dor de cabeça em muita gente. Como descobrir a vontade de Deus? Como saber o que Ele quer? Como saber que Ele não mudou de opinião? Como saber que Ele está do meu lado? Muitas perguntas, e aparentemente poucas respostas.
"Mas o temor do Senhor é o princípio da sabedoria, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino" (Provérbios 1: 7). A caminhada de confiança, pode parecer confusa, mas é empolgante à medida que se vive em prol de conhecer a vontade de Deus. Confiar nele, entregar o nosso caminho, nos levam a conhecer mais sobre Deus. E assim Ele nos revela e nos guia, mesmo nós não sabendo em que enrascada estamos nos metendo, mas ainda assim confiando, e tendo fé nesse único Senhor e Salvador das nossas vidas. Uma das coisas mais importantes sobre confiar é reconhecer quem Deus é e do que Ele é capaz. E assim saber o que Ele faz por nós, e como nos trata, sendo a nossa condição de Filhos e Filhas de um Deus tremendo. O Salmo 139 fala muito sobre esse Deus, que tudo sabe e tudo pode, que nos guia pelo caminho eterno, e nos sustenta por esse andar. É um assunto para uma próxima postagem.
A reposta é muito profunda, e muito além da imaginação humana, e da razão, e da ciência, e de tudo o que foi nosso. Porque a mente de Deus e tão mais inteligente que a nossa, que nunca conseguiremos pensar como Ele, muito menos entender de fato o que Ele faz. O que temos são pistas, sinais, na bíblia e no nosso viver, das mostras de Deus à nós. Aí, meu amigo, Deus vai se revelando à nós, e somente o andar com Ele pode interpretar de fato essas revelações.
Aí entra a confiança. Algo que vai além do que a gente é no mundo, transcende o nosso ser, vai além de muitas das coisas que podemos imaginar. O livro de Provérbios no capítulo 3, verso 5 diz: "Confia no Senhor de todo o teu coração e não se apoie no seu próprio entendimento". A confiança em Deus é algo que deve ir além do nosso pensar, da nossa inteligência. É algo maior, mais profundo, numa camada mais funda e mais significativa da nossa vida. Requer uma entrega e fé.
A Fé em confiar em Deus vendo que as coisas estão dando erradas, confiar apesar de tudo estar desmoronando. Ver mil caírem do seu lado esquerdo e dez mil do seu lado direito e ainda assim não se desviar do caminho da luz. Permanecer confiando, no mundo de hoje, no mundo humano, no nosso mundo, é uma das coisas mais difíceis da vida. A confiança no Senhor nos requer a consciência que Ele está no controle da situação, não importa que rumo as coisas tomem. O que pode ser totalmente errado, sem noção, fora do normal, loucura para nós, pode ser o certo para Deus, e Seu propósito, segundo a Sua perfeita vontade. Essa é uma das coisas que dá muita dor de cabeça em muita gente. Como descobrir a vontade de Deus? Como saber o que Ele quer? Como saber que Ele não mudou de opinião? Como saber que Ele está do meu lado? Muitas perguntas, e aparentemente poucas respostas.
"Mas o temor do Senhor é o princípio da sabedoria, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino" (Provérbios 1: 7). A caminhada de confiança, pode parecer confusa, mas é empolgante à medida que se vive em prol de conhecer a vontade de Deus. Confiar nele, entregar o nosso caminho, nos levam a conhecer mais sobre Deus. E assim Ele nos revela e nos guia, mesmo nós não sabendo em que enrascada estamos nos metendo, mas ainda assim confiando, e tendo fé nesse único Senhor e Salvador das nossas vidas. Uma das coisas mais importantes sobre confiar é reconhecer quem Deus é e do que Ele é capaz. E assim saber o que Ele faz por nós, e como nos trata, sendo a nossa condição de Filhos e Filhas de um Deus tremendo. O Salmo 139 fala muito sobre esse Deus, que tudo sabe e tudo pode, que nos guia pelo caminho eterno, e nos sustenta por esse andar. É um assunto para uma próxima postagem.
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Salmo 91
O que habita no esconderijo
do altíssimo
e descansa à sombra do Onipotente
diz ao Senhor: Meu refúgio
e meu baluarte
Deus meu, em quem confio
Pois ele te livrará
do laço do passarinheiro
e da peste perniciosa
Cobrir-te-á com suas penas,
e, sob as suas asas, estarás seguro;
a sua verdade é pavês e escudo.
Não te assustarás
do terror noturno
nem da seta que voa de dia
nem da peste que se propaga
nas trevas
nem da mortandade que assola
ao meio-dia
Caiam mil ao teu lado,
e dez mil, à tua direita;
tu não serás atingido.
Somente com teus olhos
contemplarás
e verás o castigo dos ímpios
Pois disseste:
O Senhor é meu refúgio.
Fizeste do Altíssimo a tua morada
Nenhum mal te sucederá,
praga nenhuma chegará
à tua tenda.
Porque aos seus anjos dará ordens
a teu respeito,
para que te guardem
em todos os teus caminhos.
Eles te sustentarão nas suas mãos,
para não tropeçares
nalguma pedra.
Pisarás o leão e a áspide,
calçarás aos pés o leãozinho
e a serpente.
Porque a mim se apegou
com amor, eu o livrarei;
pô-lo-ei a salvo,
porque conhece o meu nome
Ele me invocará,
e eu lhe responderei;
na sua angústia eu estarei com ele,
livrá-lo-ei e o glorificarei.
Saciá-lo-ei com longevidade
e lhe mostrarei a minha salvação.
do altíssimo
e descansa à sombra do Onipotente
diz ao Senhor: Meu refúgio
e meu baluarte
Deus meu, em quem confio
Pois ele te livrará
do laço do passarinheiro
e da peste perniciosa
Cobrir-te-á com suas penas,
e, sob as suas asas, estarás seguro;
a sua verdade é pavês e escudo.
Não te assustarás
do terror noturno
nem da seta que voa de dia
nem da peste que se propaga
nas trevas
nem da mortandade que assola
ao meio-dia
Caiam mil ao teu lado,
e dez mil, à tua direita;
tu não serás atingido.
Somente com teus olhos
contemplarás
e verás o castigo dos ímpios
Pois disseste:
O Senhor é meu refúgio.
Fizeste do Altíssimo a tua morada
Nenhum mal te sucederá,
praga nenhuma chegará
à tua tenda.
Porque aos seus anjos dará ordens
a teu respeito,
para que te guardem
em todos os teus caminhos.
Eles te sustentarão nas suas mãos,
para não tropeçares
nalguma pedra.
Pisarás o leão e a áspide,
calçarás aos pés o leãozinho
e a serpente.
Porque a mim se apegou
com amor, eu o livrarei;
pô-lo-ei a salvo,
porque conhece o meu nome
Ele me invocará,
e eu lhe responderei;
na sua angústia eu estarei com ele,
livrá-lo-ei e o glorificarei.
Saciá-lo-ei com longevidade
e lhe mostrarei a minha salvação.
Assinar:
Postagens (Atom)