quarta-feira, 19 de maio de 2010
A Pergunta do Século
quarta-feira, 7 de abril de 2010
O Balão Vermelho
Será que a verdade é algo tão simples que com o passar dos anos nós fomos esquecendo e procurando complicar toda a simplicidade de uma verdade sem segredos? Será que de tudo o que falamos, pensamos e agimos, temos questionado verdades tais como esta apresentada no vídeo. Muitas vezes pode não ser somente a cor de um balão, mas outras coisas mais profundas e ainda tão óbvias quanto aquele balão vermelho. Hoje a maioria das discussões sobre ética, moral e integridade passam pela mesma situação em que se pode ver nesse vídeo. Algumas coisas como a preferência pela vida, o cuidado com o planeta, educação e família passam por muitas opiniões e ações tão diferentes que até podemos nos assustar com isso. Cada um quer ter a sua visão sobre a cor do balão, o seu jeito de ver as coisas. Hoje não se pode falar que existe uma verdade universal senão você é enforcado na próxima esquina sendo acusado de ser intolerante com as minorias. A Verdade, a real Verdade, se tornou um assunto distante e crítico para muitos de nós. Ela perdeu seu foco, seu centro, e com isso perdeu todo o sentido e importância nas nossas vidas.
A mesma coisa acontece em relação à nossa crença ou não em Deus. Vemos por aí tantas pessoas que dizem acreditar em um único Deus, mas no entanto vemos em cada uma delas um Deus diferente, com ações e verdades diferentes umas das outras. E cada uma defende o seu como o melhor, acusando o do outro e muitas vezes até fazendo guerras por isso. Mas se existe um único Deus, esse Deus não seria igual para todos? E o que esse Deus diz e pensa quanto à isso? Será que realmente existe uma única verdade, um único caminho e uma única vida com O único Deus?
"E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará."
João 8 : 32
Essas palavras foram ditas por um homem chamado Jesus. Ele fazia grandes coisas e realizava grandes feitos. São palavras de esperança, de libertação. Acima de tudo essas palavras concluem um convite. Sim, um convite para ver, observar aquilo que esse homem que se diz o filho de Deus faz e pode fazer e um convite a ter uma vida em liberdade. Esse mesmo homem em outro dos seus discursos disse também que Ele era "O Caminho, e A Verdade e a Vida." (João 14 : 6) chamando para si toda a Verdade. Podemos pensar o que quisermos, e viver a vida como quisermos. Pensando que talvez esse balão seja verde, amarelo ou roxo. Mas a verdade sempre será a mesma, imutável, pois ela não está baseada em coisas, ou textos, ou teorias. A Verdade, a real Verdade, com V maiúsculo, está centrada em UMA pessoa. E essa pessoa é o homem que convida todos os outros ao redor para conhecer e desfrutar da verdade que liberta, essa Pessoa é Jesus Cristo. Ele o convida para andar em Seu caminho, conhecer a Verdade e assim viver a Vida em liberdade.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Você já voou de balão?
Talvez todo mundo que existe nesse mundo já tenha sonhado que estava voando, ou de balão, ou de avião, ou voando como o Peter Pan com aquele pózinho brilhante da Sininho. Bom, todos sonham isso porque realmente deve ser muito legal. Mas, o interessante é que o balão, o avião e todas as coisas que vão "ao infinito e além" foram idealizadas realmente e são parte de nossa vida agora. Assim, agora é possível sair do universo dos sonhos em que voamos para voar de verdade e sentir na pele a sensação de estar a alguns mil metros de altura.
Voltemos a falar de balões. Como nunca voei só imagino como deve ser a sensação, baseado em alguns impulsos e sonhos meus. Porém o mais interessante, particularmente no voo de balão, é o modo como se voa. No balão não se tem muitos controles ou botões, ou manuais e comissários de bordo ou aeromoças. No balão somos simplesmente nós mesmos, e todo o voo pode se tornar até alguma coisa rústica e simples. Lá em cima, na real, não temos todo o controle sobre o balão, e dependemos de um ar, que irá soprar para onde quiser, para nos levar aonde quiser. Podemos tentar nos esquivar, manobrar e procurar aproveitar da melhor maneira o vento para irmos a lugares especiais e chegarmos ao nosso destino. Mas não podemos e nunca iremos conseguir ir contra o vento. E sem vento algum também não conseguiríamos sair do lugar.
Isso me faz pensar muito na minha vida. Eu posso tentar ir para onde quiser, fazer o que eu quiser e procurar o que eu quero a todo momento. Mas minha vida é como um voo de balão. Ela depende de um ar, um ar que sopra para onde quer e faz o que quer, na hora que quer. E é esse ar que me dirige e conduz e não posso dizer de onde ele realmente veio, ou para onde ele vai depois de passar por mim e me levar. Faço porém, o possível para permanecer na corrente desse ar, porque o aproveitando e deixando me levar, conduzo meu balão até o meu real destino, sem desvios, sem escalas fora de mão e sem inseguranças e turbulências desastrosas. Sei que às vezes posso me perder um pouquinho, mas com um pouco de persistência sou pego novamente pela corrente e me acho novamente cercado pelo vento que me levará ao meu destino final.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Os Balões e os Padres

Mas vamos ao que interessa. Por que diaxos coloquei como título "Os balões e os padres? Bom, pra começar, o balão foi primeiramente usado para transportar pessoas aqui no Brasil. Para quem acha que não somos pioneiros de quase nada isso já é uma grande coisa, pois além da aviação, também inventamos o balão! Os ares realmente pertencem aos brasileiros! Quem primeiro utilizou o balão para voar para bem longe e ver as pessoas bem pequinininhas lá de cima foi um jesuíta chamado Bartolomeu de Gusmão. Pode-se dizer que ele foi o pioneiro nas viagens fantásticas e emocionantes de balão, que hoje fazem felizes tantas famílias e crianças que são apaixonadas pelo céu e uma viagem tranquila, lenta e controlada (Para as mães não ficarem desesperadas, não vou contar aqui os desastres já tipos com balões e vou dizer que é uma coisa realmente tranquila, fica entre nós isso).
O tal do tio Gusmão começou a estudar balões em 1703 e fez
alguns voos experimentais e um que ficou conhecido como o mais famoso que foi em Lisboa, onde conseguiu voar 1 Km com o balão e apresentou a fascinante invenção à família real portuguesa. Na época tinha acabado de ser desordenado um Jesuíta brasileiro para ingressar na Companhia de Jesus e ficou conhecido como O Padre Voador. Fez muitas outras coisas importantes que é mais fácil vocês procurarem na Wikipédia do que eu ficar ctrl+C , ctrl+V aqui, ok? No mais, ele foi uma das figuras mais importantes na aeronáutica mundial.O interessante é que em 2008 também chegamos a conhecer (Não de ver porque ninguém conseguiu achar-lo) um outro padre voador. Da cidade de Paranaguá - PR saiu o infeliz padre para o último voo da sua vida. Um voo em que seria levado por balões pela cidade, mas devido a ventos fortes foi levado para o litoral e acabou se perdendo no mar. Os balões foram encontrados, nas praias de florianópolis. Os balões eram de festa, cheios de gás hélio. Realmente não sei se ele se inspirou em seu ancestral sacerdotal Bartolomeu de Gusmão. Provavelmente não.

Se formos pesquisar mais a fundo, dá para achar outros 400 mil malucos que tentaram voar de balão, com gás, com ar quente, com sopro, com pombas, com tudo o que se pode imaginar enfim. Muitos falharam, alguns conseguiram. Me pergunto porque tentaram. Talvez seja pelo fascínio que temos de descobrir o inexplorado, de quebrar recordes, de viajar e fazer coisas que ninguém mais faz. O padre do Balão foi infeliz e isso o levou (ninguém sabe ao certo) à morte. Mas outros como o Gusmão, Santos Dumont e os irmãos Jacques e Joseph Montgolfier (que divulgaram e melhoraram a invenção de Gusmão) foram muito bem sucedidos. Voar sempre foi algo que fascinou a humanidade inteira. O céu, a liberdade que se tem ao estar por cima de tudo, e talvez mais perto de Deus como dizem muitos. Nas altitudes do céu azul que temos, procuramos os nossos corações, procuramos algo que queremos ser, sentido para as nossas vidas. Voar significa estar livre. E se você entendeu a metáfora, voar aqui talvez não seja mesmo ao pé da letra. Voar no céu é o momento em que procuramos o sentido e propósito de nossas vidas, realizando uma viagem de descobrimento, aventura e aprendizado. Alguns são bem sucedidos e outros acabam se perdendo e indo parar numa praia bem distante de onde começaram. Tenho visto muitos que encontraram a real liberdade, você é um deles? Eu estou caminhando, me preparando, viajando e experimentando dessa liberdade. O meu desejo é te encontrar de balão um dia desses comigo. O meu desejo é que você também voe em liberdade.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Um outro mundo
Ultimamente tenho me questionado muito sobre isso. Por que sofremos? Por que coisas ruins acontecem conosco? As coisas não são das melhores aqui, temos fome, aflição, injustiça e tudo o mais. Andamos por muitas vezes perdidos no meio do nada. Semana passada me vi andando sem rumo e sem direção por alguns segundos, simplesmente perdido, por conta de um estado negativo, ou melhor, a falta de felicidade. Sim, essa coisa que damos o nome de felicidade interfere muito quando pensamos nesse outro mundo. E nos dias que se passam a felicidade tem estado tão longe do mundo, não? Aonde é que foi parar esse tal de "Outro Mundo" então?
A resposta é quase que retórica. Na felicidade. Somente com felicidade é que temos a chance de ver de verdade esse outro mundo que se apresenta a nós. O problema é que excluímos tanto a felicidade, a real felicidade, de nossas vidas que dificilmente conseguimos enxergar alguma coisa boa. O segredo é felicidade, independentemente de tristeza ou alegria, mas sim a felicidade que nunca vai embora, que envolve e que nos faz por vezes até um pouco idiotas. Essa é a felicidade que busco, e que irá me fazer perseguir esse outro mundo.
Então estou falando que o "Outro Mundo" existe realmente? Sim! Ele existe e digo mais, ele existe aqui mesmo, e esteve debaixo dos nossos narizes o tempo todo! Na verdade são pistas para algo mais pleno e completo, mas é possível ver e viver sim! É um mundo de esperança, de sonhos, e principalmente, é repleto de uma nova e magnífica visão da realidade. Viver nesse outro mundo muda totalmente o modo como encaramos a realidade de nossas vidas. Quando passo por problemas, quando minha vida desmorona, quando tudo vai muito mal, o que me faz levantar a cabeça e seguir em frente é esse outro mundo. Há uma esperança que nos enche a cada dia e dos dá o fôlego para continuar acreditando. E o interessante é que, independentemente se eu acreditar nele ou não, ele irá continuar existindo e influenciando minha vida.
Engraçado que esse outro mundo não está preso a algum lugar específico ou a momentos e palavras distintas. Ele é livre. Livre para estar no coração das pessoas, e morar ali junto a elas, influenciá-las e ajudar todas elas a viver. Tão livre quanto o canto dos pássaros de manhã, quanto a chuva que vem e vai a hora que quer, quanto o vento que sopra para aonde quer, mas ninguém sabe para aonde ele vai e nem de onde ele veio. É essa liberdade que o faz tão maravilhoso. Nada mais é forte para nos tirar a felicidade quando estamos realmente firmados nesse outro mundo e o vivemos plenamente. O "Outro Mundo" existe com toda força e é tão real quanto cada movimento que fazemos durante o dia. Se o vemos ou não, é uma questão de ótica.
Acredito nesse mundo e sei que muitos outros acreditam também. E é isso que esse mundo novo faz mesmo, une as pessoas que acreditam. Quando converso com pessoas que desejam um mundo melhor e lutam por isso, quando conheço pessoas que têm experiências maravilhosas e reconhecem uma direção em tudo, tudo isso faz parte do outro mundo. Aliás, paremos de o chamar de "Outro Mundo" porque ele na verdade é o mundo real agora. Tão real que o podemos sentir, e perseguir e encontrar isso em outras pessoas.
O que me deixa feliz é que encontro esse mundo dia após dia vivo e flamejante em outras pessoas. Pessoas que têm se mostrado únicas para mim e pessoas as quais não me verei sem jamais. O que nos faz partilhar sonhos e experiências de uma forma tão viva é justamente o laço que nos une, o mundo por trás do mundo. E são pessoas que os sonhos se tornam similares e interessantes, os desejos se assemelham ainda que sejam diversos, o propósito e plano para a vida se torna um só. A partir disso não somos mais pessoas espalhadas aqui ou ali, em universidades, escolas, empresas, escritórios e consultórios. Somos um só, parte do mesmo corpo, do mesmo mundo. Nós que fazemos o nosso mundo existir aqui. Somos como um reino em que cada um de nós se faz um príncipe, uma princesa, um servo, um herói, dançarinas, cantores e cantoras, músicos, atores, médicos, advogados, ferreiros, cartunistas, e enfim, de tudo onde seremos simplesmente iguais, e simplesmente diversos. Nós podemos fazer parte sim desse Mundo Novo, o qual chamo aqui de novo pois é diferente do que nos é apresentado todos os dias pela TV, jornal e etc. A esperança, a felicidade, e principalmente o amor nos unirá. Seremos um Reino, regido por um Rei somente, e viveremos ele em parte aqui na Terra, e em parte no paraíso aonde andaremos com o Rei e viveremos na plenitude dos tempos. O que tentei escrever aqui foi um pouco do que acredito ser a realidade hoje para mim. O que fica é o convite para viver pra valer essa realidade.
sexta-feira, 13 de março de 2009
Lixo
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O interessante é que produzimos lixo, constantemente, e muito! Nossas maiores cidades tem um montante imenso de lixo que não pára de crescer. São Paulo, capital Paulista, já aterra o lixo produzido nas cidades vizinhas, dado à superlotação de lixo nos seus aterros dentro da cidade. É muito lixo! Tudo o que fazemos, comemos, transportamos, adquirimos, consumimos e entre outras coisas produz lixo. Chego assim a uma conclusão simples de que só pelo fato de existirmos no mundo nós já produzimos lixo. Somos máquinas produtoras de lixo ambulantes que trabalham a todo vapor 24 horas por dia sem ligar se estamos fazendo o bem ou o mal com isso. É simplesmente impossível ser diferente. Talvez alguns produzam mais ou menos que outros, mas todos, sem exeção produzem lixo.

O lixo é uma coisa que está atrelada intimamente à nossa natureza. Somos assim e ponto final. Qualquer tentativa de ser diferente ou protestar contra isso seria loucura. O que realmente nos difere uns dos outros é o que fazemos com todo esse lixo que produzimos. Imagine sua casa, e que você produz lixo todos os dias, numa quantidade razoavelmente boa para você não conseguir carregar por você mesmo. O que fazer? É uma questão óbvia, colocar na lixeira. O lixo deve ser jogado fora para que nossas casas fiquem limpas e apresentáveis e o importante é não deixá-lo acumular demais. É isso que nos diferenciará dos demais, se jogamos o nosso lixo fora ou não. E chego a pensar que esse é o ponto crucial da nossa vida, se jogamos ou não nosso lixo fora.

Algumas pessoas deixam tanto lixo acumular em suas casas que não conseguimos nem ver mais a pessoa, só o lixo. E como o lixo é algo tão desprezível e nojento para nós, acabamos por classificar essa pessoa assim, como lixo, erroneamente. Tudo porque o lixo é só o que conseguimos ver. Muitas vezes também a nossa própria vida corrida não nos permite jogar fora o lixo, separar o que é reciclável ou não e limpar a casa frequentemente. É aí que ficamos sujos também, e nunca conseguiremos limpar de fato tudo pelas nossas próprias forças. Caímos no mesmo erro então, não jogar o lixo fora. E o mais perigoso ainda é quando nos olharmos no espelho e só vermos o lixo que deixamos acumular e então considerarmos nós mesmos como lixo, caindo num abismo que só uma coisa extremamente milagrosa poderia
tirar a gente de lá.Como disse, existem dois tipos de pessoas, as que tiram o lixo pra fora e as que não o fazem. O que fazemos com isso é problema nosso, e só nosso. Nosso lixo pertence a nós e cabe a nós e não outras pessoas limpá-lo. E não, não há exeção, TODOS produzem lixo. Se deixam acumular ou não aí é outra questão. Com certeza pelo menos uma vez passaremos por fazes em que deixaremos acumular o lixo e fazes de completa limpeza e leveza, e aprenderemos com a experiência. Porém as vezes não poderemos realizar a limpeza com nossas próprias forças, pois teremos tanta sujeira acumulada que nem todo alvejante do mundo nos limparia. Mas ainda há uma chance que sempre existe de termos de graça uma limpeza total.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Falha de Comunicação

Mas esse não é o cerne da questão. Todo o primeiro parágrafo foi uma enrolação na comunicação. Foi, digamos, uma distração de pormenores e uma tentativa de encher produtos suínos misturados e colocados em tubos, ou melhor, a popular linguiça. Todo mundo é expert em botar a boca no trombone, falar pelos cotovelos, não fechar a matraca e muitas expressões que dizem simplesmente que falamos demais o que sabemos de menos. Poderia ter falado da história da comunicação e de tudo o mais, e ter feito desta postagem a mais chata, terrível e atormentadora de todas, tanto pela minha flacidez ao falar quanto pela minha estupidez em tentar falar o que não sei e não entendo. Pois bem, vou falar sobre o contrário da comunicação, ou melhor, sobre a falta dela, a falha na comunicação. Não será a postagem com maior conteúdo que terá, mas também não garanto que você irá adorar ou admirar, mas somente leia e não tente entender tudo, pois nem eu entendo. São só palavras ditas por alguém que quer acreditar em alguma coisa, e que crê em algo verdadeiro e relevante, louco e que dá toda a certeza de coisas que não se vêem. Pois bem, aqui vamos nós.
Nunca, mas nunca nessa vida conseguimos passar 100% o que queremos nos comunicar. Nunca somos perfeitos nesse negócio de comunicação. Os duplos sentidos nos matam, as interpretações distorcidas nos perseguem e os críticos querem nos queimar vivos o tempo todo. Tudo isso pela falha na comunicação, que é inevitável. E existem muitos exemplos disso, seja um texto mal escrito até uma falha na conexão de internet. As falhas nas comunicações nos matam, e nos perturbam, e nos deixam mal. Mas não deveriam, se soubéssemos lidar com elas, e contorná-las, sem stress. Talvez exageramos em entender alguém ao pé da letra e já discutir, ou em nos chatear quando alguém faz uma crítica sobre algo que não queríamos ter dito. Bom, somos falhos em quase tudo, a não ser em falhar, coisa da qual somos muito bons nesse mundo, talvez os melhores exemplares de "seres experts em errar". O que nos resta é tentar ver a melhor forma de usar os erros para aprender, melhorar, e procurar falhar menos, e todas as coisas que ensinam por aí sobre erros.
A falha na comunicação nos pega em todos os aspectos da vida, até na nossa vida interior, ou seja, no conhecimento de nós mesmos. E essa é a questão principal desse texto falho e ridículo, e talvez o maior motivo de nós sermos tão difusos e confusos no nosso dia-a-dia. O início de todas as falhas pode estar num certo problema de comunicação com alguém específico, que nós erramos constantemente e não atentamos em procurar consertar a comunicação e melhorar a conexão. A maior falha de comunicação de todos os tempos,(sem parecer filosófico ou místico demais) é a falha de comunicação com nós mesmos.
Mas como consertar e melhorar essa comunicação? Sendo que já somos errôneos nisso desde o princípio de nossas vidas? Bom a resposta está em outra pergunta: "Temos procurado saber quem somos? " Aí é que está a causa. A maior falha na comunicação mundial de nossas vidas se dá por não sabermos exato quem somos, pela simples questão de não nos relacionarmos conosco, e de nem nos importarmos conosco como deveríamos. Todos os nossos sonhos, desejos, questões, chateações e importâncias estão voltadas a outras coisas, materiais sem vida, ou então para um "eu" hipotético que não existe de verdade. O fato é que esquecemos quem somos, e isso quebra constantemente todas as outras comunicações externas a nós. Sem a devida comunicação interna, não podemos nos relacionar, compreender e viver num mundo exterior. E só UM alguém que pode fixar essa comunicação, pois conhece exatamente cada um de nós, no mais íntimo que somos. E aí que tudo começa, para o conserto na comunicação, a busca por quem nos fez, o Criador, que conhece profundamente cada um de nós, e sabe como consertar qualquer falha de conexão que existe em nós.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Vôo livre II
segunda-feira, 10 de março de 2008
"Eu acho"
Porque nossa opinião é tão restrita e importante? Porque ninguém pode violar o que achamos e tantas vezes somos tão ignorantes como um porta do pior tipo de madeira? Somos a geração do relativismo, relevando tudo, fazendo as coisas do nosso jeito, como achamos e porque achamos. Nada importa se não o nosso jeito de pensar, o resto é passado e quadrado. Começo acreditar agora em frases como "Aonde é que o mundo foi parar.". Qual foi o momento em que nossos princípios e valores perderam sua força e foram parar lá no fundo do abismo, juntamente com o respeito e o caráter? Será que ainda podem ser recuperados?
Se nós abrirmos mão do que achamos, pararmos de pensar que as coisas são todas voltadas para nós e nossas experiências, e realmente soubermos relevar nossos pensamentos, a vida ficaria bem mais simples. Frases como "Eu acho que não é bem assim..." tem que se extinguir do nosso vocabulário, e argumentos fortes e concretos devem surgir, vindo de estudo, opinião e um bom caráter. Se tudo isso soa como algo muito distante e longínquo na sua vida, peço que reveja seus conceitos. Não perante os conceitos desse mundo e de tudo o que ele oferece, mas daqueles que te revelarei agora.
Existe UMA verdade. Que é a Verdade. Não há outra verdade. Não há relavância, relativismo ou qualquer divergência de opinião nisso. Esse Verdade dirige tudo, minha vida, sua vida, a vida de todos. Estar longe dessa verdade é estar num mundo só seu, se distanciando de toda ajuda possível. A Verdade AMA verdadeiramente. Não esquece de você nem um segundo sequer, a quer o melhor. Nossos caminhos são bem mais fáceis assim, as dificuldades são suportadas com coragem e o sofrimento encarado com perseverança. E o melhor de tudo é que a Verdade é a luz que nos traz esperança, que nos faz viver, que anima nosso ser e tudo o que existe em nós. Essa é a verdade. Porque Ele disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida." A personificação da Verdade, e toda a nossa esperança estão no nome de Jesus, o verdadeiro filho de Deus.
Não sei o que achará disso, não sei como essas palavras irão refletir em seus olhos e passar até seu cérebro e repercutir em sua alma. Eu não acho nada sobre isso, tenho a mais completa certeza do que digo. Que o que está escrito nesse verso está escrito também em minha vida, e essa verdade corre em minhas veias, está debaixo da minha pele, e é o que faz meu coração pulsar. O coração pulsante desse mestre Jesus, que me dá vida, e que faz todo o relativismo ruir em pedaços no chão e toda barreira que meu ser impõe à fé que vem de Deus se despedaça. Assim prossigo, humildemente tentando falar sobre essa certeza das coisas que não se vêem, e de tudo o que vivi com esse Deus. Deixo Ele trabalhar e fazer de mim um instrumento nas mãos dEle. E vou vivendo, a cada dia pensando assim como Brennan Manning certa vez escreveu: "Nenhum pensamento o pode conter, nenhum vocábulo o pode exprimir. Ele está além de tudo o que possamos racionalizar ou imaginar."
Entregue sua pobreza ao Senhor e reconheça diante dEle sua nulidade. Quer você entenda, quer não, Deus o ama, está presente em você, vive em você, habita em você, chama-o, salva-o e oferece-lhe uma compreensão e uma compaixão diferentes de tudo o que você jamais encontrou em algum livro ou ouviu em algum sermão.
(Thomas Merton - citado em "O obstinado amor de Deus - Brennan Manning)