sexta-feira, 25 de abril de 2008

Quebrados

Você já se deparou com alguma coisa quebrada, tal um copo, um muro, um pedaço de plástico, ou até uma vida? Coisas quebradas realmente parecem muito feias e sem graça, e quando nós as vemos, um sentimento negativo nos consome. Às vezes parece difícil encarar o fato de que quebramos alguma coisa, ou alguém, ou ainda mais, que quebramos a nós mesmos. Quem já quebrou o braço sabe da dor que se sente quando o triste fato acontece. Talvez, uma parte do processo da vida verdadeira seja a quebra. Talvez a gente precise de verdade ser quebrados para então entender o que é a vida.
Mas, ainda fico encanado com a aparência das coisas quebradas. Não tem nenhuma aparência! Nada, simplesmente não são mais o que eram antes. Coisas quebradas são apenas meros vestígios vagos do que um dia se foi algo pomposo e palpável, numa realidade, com altura comprimento e largura, densidade e volume, sentimentos ou não, movimentos ou não e até com alma em alguns casos. A quebra traz deformação, a deformação traz sofrimento, o sofrimento traz dor, e tudo isso resulta num processo que deixa as coisas, ou nós, muito feios, sem graça e muitas vezes tristes desolados e sem esperança.
Entretanto, contrapondo toda a feiúra e mesquinhez da quebra, talvez ela nos faça muito bem. Quando somos quebrados, moídos mais precisamente, vemos quem realmente somos. A quebra tira todo orgulho, toda avareza, toda indiferença, todo egoísmo, modismo, escapismo, futurismo, e muitos outros ismos que nos fazem não querer encarar quem na verdade somos. Cada minuto do processo de quebra é extremamente útil para nos conhecermos como nós somos na essência, como fomos criados, imagem e semelhança de Deus. A quebra dá margem a pensarmos e refletirmos, ficamos mais abertos à visões de mundo diferentes das nossas antigas, e vivemos mais no presente, pois não há passado para se agarrar, visto que tudo foi destruído, e não há uma esperança de um futuro bom. É nesse momento, o verdadeiro presente, que Deus atua em nossas vidas de forma implacável.
No presente Deus atua com aqueles que não escapam para os lados. Por isso Ele nos quebra, mói e nos coloca em cheque-mate, para ter um real encontro com Ele. Constantemente somos desafiados a viver esse presente, no qual não somos nada além do que vasos quebrados, peças precisando de conserto, sem saber aonde ir, como agir ou o que fazer. No presente, somos apenas pessoas quebradas, filhos quebrados precisando de um pai que nos acerte. Deus tem o potencial para nos consertar, mas antes disso, precisamos assumir a nossa quebra, reconhecer o fato.
A história de Jó é uma boa história para uma ilustração relevante. Jó foi dilacerado, com a permissão de Deus. Teve seus filhos mortos, seus rebanhos dizimados, e seu corpo debilitado. Teve 3 "amigos" que jogavam na cara dele todo dia que Deus faz isso com as pessoas ruins e faz como castigo para com os pecadores. E ainda mais, teve uma mulher que o pediu para que amaldiçoasse seu Criador. Jó teve um processo de quebra que eu chamaria de extremo. Mas mesmo assim, com todas as dificuldades e problemas, Jó não amaldiçoou a Deus, não se voltou contra Ele, e assumiu que realmente era pecador. Jó era o homem mais justo da Terra na época, e talvez foi um dos homens mais justos do mundo todo. Alguém que foi dilacerado totalmente, para o reconhecimento de que ele não era nada perante Deus. Esse é o resultado da quebra.
Necessidade. A quebra nos traz uma necessidade de algo, de ajuda, conselhos e consertos. Quando assumimos nossa quebra, imediatamente pensamos em como consertar, reconstruir e acertar de novo. É aí que colocamos nossa vida diante de Deus e falamos: "Tó, é sua, você quebrou, você conserta tá? Toda sua.". É essa entrega que Deus deseja! Que dependamos dEle, que necessitemos do seu amor para completar nosso ser e acertar nossos caminhos. A quebra nos faz deparar realmente, face a face, com quem nós realmente somos. E nosso eu verdadeiro verdadeiramente precisa de um Salvador e Redentor. Pois sozinhos somos apenas cacos, quebrados, indiferentes e ridículos; mas quando entregues nas mãos do oleiro(cara que faz vasos), podemos ser derretidos novamente na aguá viva, e moldados com as próprias mãos do Criador. Que a gente aceite o que realmente somos, nada sem Deus, apenas vasos quebrados.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Farofa

Hoje comi, no meu querido conforto de casa, um grande prato de arroz e feijão com picanha de panela e farofa. Detalhe que, amo farofa. A farofa dá um gosto especial às coisas, seu sabor é admirável, e espontâneo, além de que é incomparável e muito suculenta. Os pratos, com a adição de farofa, ficam muito mais gostosos e saborosos. Não consigo resistir a uma boa farofa, ainda mais, desculpa a propaganda, se for da Yoki.
A farofa é formada por vários grão de cerais diversos ou coisas moídas, e dependendo da sua fabricação tem um sabor e textura diferente. Minha preferida é a farofa de mandioca. Muita gente adiciona algumas coisas à farofa, como uvas passas, bacons, vegetais e outros que dão um toque especial a coisa. Prefiro ela pura mesmo misturada em boa quantidade com meu feijão e arroz.
Coisas boas podem ser formadas com farofa, como o Tutu de feijão, ou viradinho, que é muito bom. Há diversos pratos e maneiras de se aproveitar a farofa, pois ela, consegue solidificar e formar uma pasta com os líquidos, engrossando o caldo do feijão por exemplo, entre outras funções culinárias que não são interessantes o suficiente para serem faladas, mas somente para serem saboreadas. A farofa se mistura com os componentes, e se enfia no meio dos grãos, nos vãos das carnes, no caldinho do feijão, e em todo lugar que houver um espacinho para ela se enfiar. Que ousadia essa a da farofa. O resultado é uma explosão magnífica de sabor.
Há também, com o uso da palavra, os farofeiros. Não tem nada a ver com a farofa em si, mas com a palavra somente, e ainda bem, pois iriam sujar o nome tão belo da farofa. Farofeiros são aqueles que chegam sem avisar, gastam tudo, sem ligar para nada, sujam, aproveitam e usurpam cada milímetro do lugar, geralmente a praia. Eles não são bem vindos, nem vistos com bons olhos. Na verdade são muitas vezes chingados. Ninguém gosta deles, talvez nem eles mesmos. O problema com eles é que não ligam para os outros, somente para a sua própria farofa. Que grande deturpação e distorção da beleza que é comer a farofa!
Parando com o momento Ana Maria Braga do texto, terei de falar algo de útil aqui. Minha mente totalmente viajada, no bom sentido, e louca, desmiolada e alucinada, tem pensado algumas coisas sobre a farofa. Coisas que são relevantes, comparações, e até indagações sobre temas um pouco mais complexos do que cereais moídos em pequenos grãos deliciosos. A farofa tem um tempero, como disse antes, dá um gosto especial para a vida.
Se compararmos a farofa com a realidade do Reino, veremos que Nosso Pai é a fonte de toda farofa. Sendo assim, nós também temos que difundir essa farofa ao redor do mundo. E também teremos que ser farofa para as pessoas, principalmente as como eu que são apaixonadas pela coisa. Essa é uma comparação básica ao versículo que nos compara com o Sal da Terra. Nas propriedades da farofa, devemos saborear a vida, dar um toque especial, e solidificar aquilo que está solto e sem forma, dar consistência ao que não possui consistência. Dando o gostinho especial da farofa, que faz a comida ficar irresistível e altamente nutritiva. Bom, sendo assim, como farofa, difundiremos Deus, e sendo como Ele é, e mostrando dEle pra outros, temperaremos nossas vidas com o amor de Deus que é fonte de toda Vida.
Há o outro aspecto da farofa que é o de se enfiar nos lugares. A farofa se espalha, e é isso o que permite ela tornar a comida tão saborosa. Então, se nos espalharmos, formos aos lugares, e realmente procurarmos responder ao chamado de Deus de sermos Filhos, seremos farofa e temperaremos a vida de outras pessoas com isso, ajudando os outros com o amor de Deus. O importante é que para isso devemos ter Deus em nossas vidas, e devemos nos entregar a Ele, para sermos moídos e processados devidamente, até nos tornar-mos verdadeiras farofas. Muito interessante isso.
Há alguns pontos ruins nisso, o exagero da farofa, quando mal medida, pode secar a comida. Portanto, não podemos querer ser farofa em excesso, mas deixar Deus medir isso. Deixar Ele controlar as coisas, a quantidade, e todo o processo que nos envolve com a vida das pessoas e do mundo. Ser Sal, luz ou farofa depende da nossa vontade de seguir a Deus, encontrar sua vontade e se agarrar ao que Ele quer. Com muita farofa mal medida, a comida fica extremamente seca, e sem gosto. Com uma abundância de boa medidas de farofa, vindas da fonte de toda farofa, nada fica com gosto ruim, o sabor é garantido assim como a nutrição que Ele nos proporciona.
Cuidado com os farofeiros. Esses que dizem estar em nome da farofa. Na verdade só querem saber deles mesmos, e não respeitam nada. Em vez de serem farofas para os outros, ou querem guardar a farofa para si mesmos (o que não conseguem, visto que a farofa só é existente quando divida com os outros), ou produzem uma falsa farofa, segundo sua sabedoria falsa, que na verdade é veneno. Farofeiros existem aos montes por aí, mas ao contrário dos citados anteriormente, estes estão mascarados e escondidos, e as pessoas ainda não os reconhecem, muito menos reconhecem suas bandidagens. Há muitos tentando falar em nome do Reino, mas na verdade falam por si mesmos, e levam pessoas a um caminho longe de Deus e da fonte de vida.
Deus quer que falemos no Seu nome, que pode dar vida para todos, quer que sejamos como Ele, e a medida que temos um relacionamento com Ele, poderemos com mais eficiência fazer o que Ele quer que façamos. A comparação com a farofa é só mais uma, dentre as muitas possíveis que podem existir para mostrar figurativamente o que Deus faz conosco quando nos aproximamos dEle. Deus nos faz semelhantes a Ele e assim capazes de difundir Seu nome entre as nações. Somente seu nome é bom, e unicamente capaz de nos tornar pessoas melhores, e com a paz. A Terra precisa de Deus, nós devemos fazer esse trabalho, com a liderança do único Deus. Portanto, é que loucamente anuncio também a verdade que está somente em Jesus Cristo ressuscitado, o Deus verdadeiro. E que nosso Pai dê a capacidade necessária para isso, afinal Ele é a fonte de toda boa, saborosa, e inigualável farofa.

sábado, 5 de abril de 2008

Victory is won

Um clipe do Carlos Santana, ótimo guitarrista. Bota pra tocar, relaxa, essa música faz pensar muito, é muito bonita. Bom, é só. Anime-se!

terça-feira, 1 de abril de 2008

Perturbações

Por que está abatida ó minha alma?
Por que te perturbas dentro de mim?
(Salmos 42:5a)
Você se sentiu perturbado alguma vez? Lógico que sim, essa é uma pergunta estúpida. Todos ficamos perturbados, angustiados, decepcionados alguma vez na vida. Mas você já se sentiu como se sua alma tivesse sido abatida por um caminhão, ou se como você estivesse encurralado numa sinuca de bico, sem ter nenhuma saída? Agústia profunda, desespero, extremos de realidades e vidas que precisam de ajuda interior urgentemente.
Às vezes nossa vida pode não ter uma certa bonança. É sobre isso justamente que quero falar. Perturbações no nosso caminho, turbulências talvez, mas eventos que nos deixam abalados, e que põe em risco a nossa integridade, nossa estabilidade e nossa alegria. Coisas comuns ou nem tão comuns. Pessoas, relacionamentos, desastres, trabalho, acidentes, acontecimentos sem explicação e muitas outras coisas que simplesmente acontecem, abalando nossa alma. É aí que a paz que existe dentro de nós é botada a prova, e nosso ser realmente é testado, ironicamente, para o nosso melhor. Dífícil crer nisso em meio a perturbações.
Talvez a maior perturbação existente, pelo menos para mim, é a perda da confiança de alguém. Não é de se admirar que esse é meu maior medo também. Coisas assim me deixam seriamente perturbado. A confiança que temos uns nos outros, como humanos, criaturas de Deus, é todo o reflexo da bondade, misericórdia e graça vinda dEle para nós. Nos nossos relacionamentos nós nos perdoamos, choramos rimos juntos, fazemos diversas coisas contando com a honestidade sincera vinda de cada um, e ainda mais, nos entregamos em favor do outro. Isso só pode existir se um sentimento for presente antes. A confiança.
Das perturbações corre-se o risco do desequilíbrio. E da perda do equilíbrio, vem a queda. É mais fácil cair quando a gente fica instável, desmotivado, triste e angustiado. Por isso que isso é tão ruim para nós. Podemos até nos afastar de Deus em uma dessas. Nosso relacionamento com Ele pode ser fragilizado pelos problemas que passamos, se não soubermos lidar com eles de forma apropriada. Mas então o que fazer para não desesperar? Que atitude tomar? Por que ficamos assim, tristes, angustiados? Aonde está o nosso Deus nessas horas? Por que nossa alma fica, está, assim, abatida? A alternativa a correr, e único motivo de vida, está escrita no restante do versículo mencionado no começo deste texto.
Espera em Deus, pois ainda o louvarei,
a Ele, meu auxílio e Deus meu.
Pode isso ser mais real? A única alternativa é correr para justamente aquele a quem questionamos. "Por que comigo Deus?", "Aonde esteve você?". Esses e muitos outros questionamentos interiores nos enchem de dúvidas sobre a presença factual de Deus em nossas vidas e a atuação desta em nossa alma. Não adianta de nada a relutância aos fatos, de que precisamos constantemente desse Deus. E que não somos nada, e Ele faz o que quer conosco, afinal ele é o SENHOR de tudo, Rei do Universo. Mesmo em tribulações, perturbações, ou qualquer problema que seja, Ele se mostra interessado em participar, ajudar e oferecer amor. Porque esse Deus é gracioso, misericordioso e perdoa o pecador. Precisamos dEle o tempo todo, a todo momento. Talvez esperar em Deus possa parecer o clichê mais falado, e até inútil de comentar. Mas mostra resultado. Mostrou a mim, e sempre mostrará. Mas esperar não é simplesmente esperar o tempo passar e falar: "foi vontade de Deus" ou "o melhor aconteceu". Esperar em Deus é realmente se entregar à Ele, dependendo totalmente do favor desse Deus maravilhoso e incompreensível.
Eu preciso dEle agora, e precisarei sempre. Em todos os momentos, quer perturbados ou não. Cada instante na presença dEle vale mais do que mil em qualquer outro lugar. E eu estranhamente sei que tudo estará muito bem com Ele. Esse sentimento, da renovação da paz, ainda que por sobre um tremendo e agitado mar. Meus sentidos eu entreguei à Ele. Toda a minha confiança é dEle. Confaiança que prezo mais que tudo, e admiro com um belo por do Sol, ou como as muitas estrelas numa noite ou ainda como aqueles cachorros de desenho animado em frente ao frango da padaria. Todo o meu amor, e qualquer outro sentimento, está ao pés de Deus. Porque em meio aos problemas Ele me trouxe a solução, em meio a escuridão Ele me trouxe luz, em meio à perturbação ele me trouxe paz.
Como suspira a corça pelas correntes das águas,
assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma.
A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo;
(Salmo 42: 1 e 2a)

domingo, 23 de março de 2008

Ressurreição

res.sur.rei.ção s.f.(a) 1. Ação ou efeito de ressuscitar; ressuscitamento.// Ressusrreição s.f(a) 2. Ascenção de Cristo depois de sua morte e sepultamento. 3. Quando que representa essa ascenção.
res.sus.ci.tar. v.t.d 1. Fazer voltar à vida. 2. Adotar novamente.// v.i. 3. Voltar a vida. 4. Reaparecer, ressurgir.
Essas são as definições do dicionário para o termo Ressurreição e seu verbo. Guardamos esse dia, o feriado, para falar disso. A páscoa, para nós, além dos ovos, chocolate, coelhos e tudo o mais, significa também, ou principalmente, ou unicamente, a ressusrreição de Jesus Cristo. Falar que o povo se esqueceu desse fato e o banaliza, que devemos nos lembrar e outras coisas do gênero é comum hoje em dia com autores cristão. Não vou fazer isso.
Vou discursar sobre o assunto, como se fosse qualquer outro. Como se estivéssemos falando do almoço de anteontem na casa de sua tia que tem um restaurante, cujo os pratos são muito famosos. Ou ainda falando sobre qualquer outro assunto, que tenha seu relativo interesse à nós. Ou até mesmo falando sobre o nosso futuro, como se nossas vidas dependessem dessa conversa. Prefiro crer que, a terceira opção é a mais plausível e acredito que é a que consequentemente leva-se mais a sério. Sim, prefiro pensar que essas palavras farão alguma diferença no nosso futuro, afinal palavras de alguém a mim sobre esse assunto já fizeram diferença na minha vida. Como um discípulo talvez, devo repassar essas palavras.
Refletindo um pouco sobre a palavra, não é difícil descobrir que o prefixo "re", que significa repetição, aparece e é o que faz a palavra ter força. Se ressurreição é voltar a vida, com certeza esse alguém já teve vida. Mas vamos sair da superficialidade. Faz alguma diferença Cristo ter ressuscitado ou não? O que muda? Se Cristo ressuscitou, então todas as suas palavras são tidas como verdade, e sua missão foi cumprida. Agora, se não, ele foi só mais um homem muito bom, com muitos ensinamentos bons sobre liderança e com uma falha em se achar o filho de Deus.
Mas porque alguém iria provocar tanto os romanos, e ainda mais os fariseus, líderes religiosos da época? Qual a utilidade de criar uma mentalidade sem violência e se proclamar o cara que irá libertar o povo, o Messias profetizado antes nas escrituras judaicas? Só um homem louco poderia ter feito tudo isso, passado por tanto sofrimento, enfrentado tanta gente, confrontando até mesmo o próprio Diabo, e ainda sim não desistir, sucumbir, nem deslizar um minuto na sua missão. Só um homem louco faria tudo isso, ou o verdadeiro Filho do Deus Vivo, o verdadeiro EU SOU. Mas um homem louco não ensinaria tanto a um povo, fazendo permanecer suas palavras por mais de 2 milênios, de geração a geração, e ensinamentos atuais e verdadeiros para uma vida melhor, com animo e fôlego para enfrentar cada duro dia de trabalho, problemas, e alegria para viver os dias em felicidade e harmonia. Creio que Jesus era o verdadeiro Filho, vindo do verdadeiro Deus.
O que confere poder ao ensino de Jesus? O que o distingue dos ensinos do Alcorão, de Buda, de Confúcio? O Cristo ressurreto. Por exemplo: Se Jesus não ressuscitou, podemos com segurança elogiar o Sermão do Monte como um tratado extraordinário de ética. Se, porém, ressuscitou, tal elogio não faz a menos diferença. O sermão torna-se o retrato de nosso destino final. O poder transformados da Palavra reside no Senhor ressurreto, que sustenta esse poder. Permita-me dizer outra vez: o poder dinâmico do evangelho flui da ressurreição. quando pela fé aceitamos plenamente que Jesus é quem afirma ser, experimentamos o Cristo ressurreto. A escritura apresenta somente duas alternativas: ou você crê na ressurreição e crê em Jesus de Nazaré, ou não crê na ressurreição nem crê em Jesus de Nazaré.
(Brennan Manning - O obstinado amor de Deus - Cap. 12: A fé da ressurreição)

De novo pergunto, qual diferença faz Jesus ter ressuscitado dentre os mortos? Foi por você que ele sofreu, foi espancado, foi mutilado, preso no madeiro, rejeitado, cuspido, e muitas outras coisas cruéis. Foi por você que ele veio, falou sobre liberdade, sobre paz, amor, ética, e sobre Salvação. Foi por você que Ele veio ao mundo nos dar esperança, tudo por você. Ele se entregou, morreu, e em 3 dias ressuscitou, para que você, eu, e todos os que nEle crerem ressuscitássemos também. A ressurreição veio dar sentido a nossas vidas presas em monotonia. Ela veio dar liberdade para nós sermos quem realmente somos, sem ter nada a esconder de ninguém, sem temer as trevas, andando na luz. A Ressurreição trouxe-nos propósito de vida. Todo o ensinamento de Jesus é centrado nisso, que Cristo veio para que nós tivéssemos vida, e vida em abundância. Ressurreição é a concretização da Salvação, e salvação significa a verdadeira vida.
O enigma sombrio da vida é iluminado em Jesus; o significado, o propósito e o alvo de tudo o que nos sucede, e o modo de fazer que tudo valha a pena só podem ser aprendidos com o Caminho, a Verdade e a Vida.
Viver consciente do Cristo ressurreto não é uma busca fútil para o entediado e solitário, nem um mecanismo de defesa capacitando-nos a enfrentar a tensão e a tristeza da vida. É a chave que destranca a porta da percepção do significado da existência. Todos os dias, o dia todo, estamos sendo reformados segundo a imagem de Cristo. Tudo o que nos acontece é projetado para esse fim. Nada que exista pode existir fora dos limites da sua presença. ("...todas as coisas foram criadas por ele e para ele", Cl 1:16); nela nada é irrelevante, tudo adquire importância.
(Brennan Manning - O obstinado amor de Deus - cap.13: A liberdade da ressurreição)
Que então, nesse dia de páscoa, ou lembrando ele, ou então lendo sobre que um dia escreveram sobre ele, enfim, que você se lembre do Cristo ressurreto, que trouxe-nos a salvação e a percepção da verdadeira vida. Cada minuto que vivemos, cada ato que fazemos, cada palavra que proferimos, cantamos ou gritamos, cada passo que damos, cada pingo de água que cai sobre a terra, cada fluxo de magma que é extravasado para a superfície, cada grão de areia, cada animal vivo, cada planta, tudo está perante Ele e diante de seu ato de maior importância, o seu ressurgimento. O ato da ressurreição não quis dizer simplesmente que estaríamos aptos a também viver novamente em Deus, mas que tudo e todos, estão sujeitos à esse Deus, que se fez criatura a ponto de ir em direção à morte e vencê-la por amor à sua imagem e semelhança. O motivo de Jesus ter nascido, vivido, sofrido, e ressuscitado foi somente para revelar o significado real da vida, o real propósito e que tudo está centrado em Deus. E por amor a nós, nos deu vida e vida em abundância. Entendendo esse significado, entenderemos a vida, e entenderemos que Ele nos deu o que tanto precisávamos, o que tanto ansiamos, e muitas vezes passamos desapercebidos. A ressurreição de Cristo é o ato supremo de nossa nova vida, o limiar da nossa nova e abundante existência em Deus. Ao descobrirmos isso, poderemos então resumir tudo o que foi nos dado de graça e sem merecimento a uma simples palavra: redenção.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Introdução a Fantasmas

Todo dia, no vai e vem da vida, descer do ônibus, subir no carro, assistir uma aula de física ou história, carregar seu cartão, comer alguma coisa, beijar sua namorada, andar de bicicleta, falar com seus amigos, e muitas outras coisas, nosso mundo funciona. Você já reparou que, enquanto fazemos isso, milhares de pessoas passam por nós? São pessoas, com exatamente as mesmas preocupações gerais, direitos e deveres e com muita coisa em comum com a gente, mas que não conhecemos. São como fantasmas para nós. Passam desapercebidos, não conseguindo nem tangenciar o nosso mundinho fechado de desejos e sonhos particulares. Você já percebeu o quanto somos fechados nesse sentido?
É difícil notar os outros, ou seja, se preocupar. Difícil cruzar a linha da preocupação própria para a preocupação mútua com os outros. Porque nossa natureza é assim, no nosso pecar diário, o eu vem mais alto, mais forte, mais vivo que qualquer outra coisa existente no mundo. Nosso eu fala tão alto que fica díficil escutar o "nós" ou o "você", quanto mais o "ele" sem abaixar radicalmente o volume. Esse lado, essa ameaça, de tratarmos os outros como fantasmas, como joãos e marias ninguém, esquecendo que vivemos pelos outros, e de que fomos chamados para isso.
Mas então entramos no outro lado da história. O que temos feito para sermos notados? Não no sentido de adquirir fama, mas de adquirir respeito perante as pessoas, e não ser somente como fantasmas no lugar onde estamos. Há muito o que se falar sobre fantasmas, como aqueles que nos metem medo, como aquele que podemos ser ou ainda como referência ao jeito que tratamos os outros ao nosso redor. Todos devem ser vencidos, e podem. Eles nos atormentam, amedrontam e assustam, mas temos uma arma contra isso. A capacidade da auto-negação, e do amor aos outros é a nossa maior arma. E arma dada por um simples galileu que viveu perambulando entre a Judéia e Samaria no primeiro século. Um judeu simples, que viveu o que pregou, e realmente influenciou não só uma geração, mas todas elas. A razão de tudo existir é em favor dele. Seu nome é Jesus.
Com tantos exemplos de pessoas boas e que ajudam a sociedade com caridade e amor, Jesus é o maior, melhor e mais fiel exemplo. Tanto que seus ensinamentos são passados de geração a geração, e usados em muitas religiões, empresas, livros, e relacionamentos. E são ensinamentos como os dele que nos fazem ligar para os outros, ligar para o nosso eu verdadeiro e não temer nossos medos. Como você pode concluir, Jesus leva à solução de tudo. Essa é a maior prova de quem ele realmente é. Veio para dar liberdade, para se fazer conhecido. Então, é preciso dar importância à isso, se queremos ser livres.
Não posso começar a falar em fantasmas sem mencionar esse cara. Confesso que tentei, mas não consegui, meus dedos traíram a minha mente, numa conspiração do meu coração em escrever sobre esse mestre que guia o meu viver e me ajuda no caminhar. No meu tosco caminhar. O começo de tudo está aí. Assim se vence fantasmas, com fé, e esperança, mas sobre tudo a VERDADE. E a verdade, como já tratei antes, é Jesus, somente. E Jesus é um com Deus, portanto revelação do próprio Deus. Deus que é misericordioso, compassivo, gracioso e muito bom para conosco. Talvez tropecemos no meio do caminho, encontremos fantasmas, nos sentimos como um, ou até mesmo sejamos assombrados por outros. Mas sempre há liberdade. A jornada para ser um caçador de fantasmas começa conhecendo o significado da liberdade, e no meio de tantas vozes talvez dizendo o contrário, eu permaneço ainda falando o mesmo de sempre a você.
"Conhecereis a verdade, e a verdade os libertará"
(Jesus Cristo - João 8: 32)

segunda-feira, 17 de março de 2008

Elias contra os 450 profetas e o cordeiro tostado

Conta-se uma história, doida de tudo, de um tal profeta de Deus, que vivia nos tempos dos antigos reis, na época em que o reino de Israel havia se dividido em dois. As coisas eram duras na época. Não chovia havia três anos! Seca total, sem comida, sem água, e todo mundo nervoso por causa de um profeta que tinha predito isso. Esse era o Elias. Pobre coitado teve de fugir para não ser perseguido e assassinado por uma louca rainha que gostava como hobby perseguir os profetas de Deus. É claro que ele conseguiu se esconder e não ser achado. Digamos que ele, ao limiar da fome e sede, era o mais procurado no reino de Israel, o primeiro da lista, a recompensa mais alta.
É então pelas tantas que o rei resolve dar as caras e procurar o tal do profeta. Acabe, rei da época, filho de uma geração de reis malvados e muito ruins na administração real. Ele chama seu fiel mordomo, Obadias, para procurar também em poucos dias o tal profeta fujão. Obadias era fiel à Deus, e tinha, de forma secreta, escondido 100 profetas das mãos da maluca da Jezabel, a rainha malvada vilã que queria jogar os profetas no forno e fazê-los virarem biscoitos. Opa, errei de história. Ela queria só matar os profetas mesmo.
Ok. Obadias então sai a procura desenfreada por Elias. Numa secada nordestina e africana misturada, a coisa não poderia ficar mais díficil. Mas não é que ele acha o furão? Obadias encontra Elias que é reconhecido imediatamente, e ainda se oferece para ser levado até o rei Acabe, numa boa, sem mais fugas. Obadias desconfia da coisa, porque, e se de repente, no caminho até Acabe, Deus resolve dar um sumiço em Elias, colocando Obadias numa tremenda furada com Acabe, o rei malvado? Mas Elias pede a confiança de Obadias, confiança que Deus fará a coisa certa e que tudo se acertará.
Então foram. Felizes e contentes, caminhando pela estrada, cantalorando e indo ao encontro do rei. Ao encontrar Elias, o rei o acolhe fortemente, e de uma maneira muito peculiar. "Então é você o perturbador de Israel!!??" Que recepção colorosa! Digna de um dos melhores reis! Nem o Bush seria capaz de tal fato diante de Osama Bin Laden. Acabe acusa Elias por conta de suas palavras proféticas anos antes, mais precisamente três, porque desde então nenhuma gota de água tinha caído do céu. O motivo de tudo isso foi que Acabe permitia que outros deuses fossem adorados em Israel. Elias avisou, mas Acabe era muito cabeça dura. Consequência: 3 anos e meio sem chuva. E o povo de Israel no meio disso tudo, até se voltou a um deus que diziam ser o deus da chuva e de um tal Monte Carmelo. Um deus chamado Baal. Com o povo dividido em que deus seguir, e toda essa confusão de seca, Elias propõe uma reunião com todo mundo no Monte Carmelo.
Com todos lá, aquela excitação, gente vendendo chachorro quente, refrigerante, capa de chuva, faixas com Baal escrito, e outras com SENHOR escrito e muitas outras bugigangas, Elias faz a proposta do século para Acabe. Ele e 450 profetas de Baal, iriam entrar em um desafio. O desafio era, botar fogo num altar, que estaria com um novilho morto colocado sobre ele. Os 450 teriam a sua chance de acerder o altar, clamando à Baal. E Eli iria fazer a mesma coisa ao seu Deus. Quem conseguisse, seria a prova de um deus verdadeiro e, portanto o que Israel seguiria. Então o desafio começa e os profetas de Baal tomam sua posição.
Já chegando no sol do meio dia, e eles estando lá desde de manhã, nada aconteceu. Nenhum sinal das madeiras colocadas queimarem e o churrasco de novilho ficar pronto. Elias então sugere que os profetas clamem mais alto a Baal, pois ele poderia estar de viagem, ou ocupado, ou dormindo. Poderia ele estar tomando banho não? Ou jogando uma partida de poker com uns amigos? Ou então estaria vendo o Big Brother Israel a.C.? Quem sabe? O que importa é que Baal não fez nada. E continuou não fazendo nada até depois do meio dia. Então a coisa ficou feia. Os profetas começaram a se auto-flagelar, se cortar e fazer todos os tipos de mutilações possíveis. Mas nada aconteceu, foram derrotados, o seu deus da chuva tão poderoso, não pode ouví-los na sua própria casa, o Monte Carmelo.
Chega a vez do ousado profeta, que desafiou todo mundo. E não é que o cara era prepotente? Mandou encher 4 bacias de água, e derramar sobre o altar do Deus de Israel, com 12 pedras, representando as antigas 12 tribos de Israel. E a água foi jogada. Pior! Ele pediu pra que fosse feita a mesma coisa mais 2 vezes! O altar, o cordeiro, e até o chão ficou encharcado, formou-se até uma poça ao redor do altar do Senhor. A essa altura as apostas já estariam no auge, imagino eu, alguns caras gritando, "quem aposta no Elias, o profeta?" "30 camelos como ele não acende nem a grama do chão!!" E por aí iam as apostas. Todos ansiosos para o que iria acontecer.
Na verdade, teria apostado contra Elias, seguindo o meu lado racional. Iria perder e feio! Desceu um fogo do céu que acendeu tudo, queimou o cordeiro, sublimou a água, e ainda queimou a terra e deixou uma marca ao redor do altar! Tudo queimado. E então o desafio acabou, o povo cai de rosto em terra, adorando a Deus e reconhecendo-o como o Senhor e Deus dos deuses. E Baal continua no seu banho e vendo a sua TV, sem dar a mínima para os profetas. O importante é que a ousadia e confiança extrema de Elias em Deus o fez ser bem sucedido, em meio à situação extremamente adversa. E extremamente confiar em Deus em situações assim, mas temos exemplos, e esse é um deles, que nos fazem refletir e renovar nossa confiança. No final das contas, Deus ajudou Elias, Obadias também, e mostrou quem era para o povo de Israel que estava confuso. E ainda fez um grande churrasco de cordeiro, porém eu acho que ele tenha ficado um pouco tostado demais.